Megadeth: 22 anos de "Countdown To Extinction"
Resenha - Countdown to Extinction - Megadeth
Por Rodrigo N. Fiuza
Fonte: Wikimetal
Postado em 15 de julho de 2014
Lançado em 14 de julho de 1992, o quinto álbum de estúdio do Megadeth se mantém até os dias de hoje como uma das obras-primas do heavy metal, influenciando gerações de músicos e não-músicos mundo afora. Hoje na ocasião de seu aniversário de 22 anos!
O Megadeth tinha chegado num ponto muito difícil para a maioria das bandas: tinha acabado de lançar sua primeira obra-mestra, Rust in Peace (1990). É nesse ponto que muitas bandas ficam tentadas a se autocopiarem, vivendo na sombra de seu próprio sucesso. Felizmente não foi esse o caminho do Megadeth. Countdown foi um disco tão inovador quanto o anterior, atingindo o mesmo nível de inspiração. Os riffs, os solos, as letras, tudo está em perfeita ordem. Não vou nem aprofundar a discussão de qual disco é melhor, Countdown to Extinction ou Rust in Peace, o fato é que ambos se encontram no mesmo nível, e para mim qualquer opinião de qual dos dois é melhor é válida.

O álbum começa com a ótima "Skin O’ My Teeth", mas conforme as faixas vão avançando, acaba ficando até um pouco esquecida devido a qualidade crescente que encontramos. "Symphony of Destruction" tem um dos riffs mais marcantes da carreira da banda, senão o mais marcante. "Architecture of Aggression" tem uma pegada sensacional e pouco usual no heavy metal, trazendo toda a temática sobre guerras que se encontra presente em todo o disco. "Foreclosure of a Dream" mistura o leve com pesado na exata medida, tornando-se uma das melhores canções do álbum.
"Sweating Bullets" é um clássico indiscutível da banda, que sintetiza muito bem o "horror irônico" do álbum. A voz rouca do Mustaine conseguiu achar a melhor maneira possível de ser utilizada. Simplesmente fantástica . Assim segue a ótima "This Was My Life". Na sequência, a faixa título segue numa sensacional melodia e ótimos solos. Também recheada de solos de lacrimejar os olhos da dupla Mustaine/Friedman é a faixa "High Speed Dirt" (com um curto mas lindo solo acústico no meio). Na sequência "Psychotron", trazendo de volta a cadência do começo do disco.

A penúltima faixa é para mim um dos pontos altos do disco. "Captive Honour" começa com uma sequência de vozes simulando um julgamento, terminando com o juiz lendo a sentença de condenação a pena capital. Tudo isso seguindo um crescente instrumental, culminando com a entrada da distorção das guitarras e da voz furiosa de Mustaine. Os solos são igualmente maravilhosos. O Megadeth sempre teve uma vantagem em relação a muitas bandas do seu gênero: possuir dois guitarristas solos fantásticos, pois não só Friedman era um exímio guitarrista, mas o próprio Dave Mustaine, cantor e principal compositor do grupo. Mustaine sempre nos brindou com performances sensacionais e muito inspiradas.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | Por fim, Countdown to Extinction encerra com a faixa "Ashes in Your Mouth", a mais exótica de todas, mas não menos sensacional, permanecendo por muitos anos no set list do grupo. Trata-se, portanto, de um álbum de 11 excelentes canções – nenhuma ruim – algo difícil de se alcançar, mas que é realidade no mundo de Dave Mustaine. O disco ainda ganhou uma versão remasterizada em 2004, contendo 4 faixas bonus.
Manter-se como uma referência por mais de 20 anos não é para qualquer um. Countdown to Extinction representou o apogeu de um estilo que anos mais tarde sofreria uma grande queda no mercado da música. Mais do que isto, representou o espectro daquilo que não pode morrer.

Formação:
DAVE MUSTAINE – guitarra, voz e backing vocals
MARTY FRIEDMAN – guitarra e backing vocals
DAVID ELLEFSON – baixo e backing vocals
NICK MENZA – bateria e backing vocals
Track listing:
1 – Skin O’ My Teeth
2 – Symphony Of Destruction
3 – Architecture Of Aggression
4 – Foreclosure Of A Dream
5 – Sweating Bullets
6 – This Was My Life
7 – Countdown To Extinction
8 – High Speed Dirt
9 – Psychotron
10 – Captive Honour
11 – Ashes In Your Mouth
Faixas bônus 2004
12 – Crown Of Worms
13 – Countdown to Extinction (Demo)
14 – Symphony of Destruction (Demo)
15 – Psychotron (Demo)

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