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Megadeth: Countdown To Extinction é clássico que sempre será atual

Resenha - Countdown To Extinction - Megadeth

Por
Postado em 22 de fevereiro de 2019

Nota: 10 starstarstarstarstarstarstarstarstarstar

Depois do sucesso estrondoso alcançado por "Rust In Peace", o MEGADETH tinha a ingrata missão de lançar um disco que não deixasse a peteca cair. O objetivo foi alcançado com muito êxito, já que "Countdown To Extinction", lançado em 1992, é um disco maravilhoso e cultuado até os dias de hoje.

O quarto trabalho do MEGADETH é considerado um dos melhores, e motivos não faltam: além de vários clássicos, os músicos estão afiados e entrosados (resultado de dois discos seguidos com a mesma formação, o que seria raro no futuro da banda), e as letras continuam um tanto quanto ácidas, e vão da guerra até o cotidiano na prisão, passando, obviamente, pela forma como o homem destrói o meio ambiente.Outro fator primordial para o sucesso do disco é o equilíbrio entre as músicas, já que o peso e a velocidade dos primeiros álbuns se encontraram com canções mais cadenciadas.

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Apesar do amadurecimento e de algumas mudanças, o espírito do MEGADETH está presente no álbum.Isso já pode ser sentido na primeira música, a ótima "Skin O´My Teeth", que começa com o saudoso Nick Menza mostrando que não estava a fim de brincadeira. A faixa seguinte, "Symphony Of Destruction", talvez seja o maior sucesso da banda, e faz por merecer, com seu riff marcante, seu refrão inesquecível, e ótimo solo de guitarra. Aliás, os solos de guitarra desse disco são excepcionais. Um grande trabalho de Marty Friedman e Dave Mustaine.

As duas primeiras músicas já valeriam o disco, mas sobra espaço para MUITA coisa boa. Se você gosta de músicas mais rápidas, pode ouvir a insana "High Speed Dirt" (que deve ser a única música do mundo que TEORICAMENTE fala sobre paraquedismo), ou a frenética "Ashes In Your Mouth" (que poderia facilmente aparecer em "Rust In Peace), que fala sobre um tema que Dave Mustaine gosta pouco, a guerra. A caótica "Architecture Of Agression" é outra ótima música que fala sobre o tema, que parece agradar bastante Mustaine até hoje. Também vale citar a paranóica "Sweating Bullets", que acabou se tornando um dos grandes sucessos da banda, e dificilmente sai do repertório.

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Já do lado das músicas mais cadenciadas, encontram se a triste "Foreclosure Of a Dream", a reflexiva "This Was My Life", e a maravilhosa faixa título, que conta com uma passagem de baixo icônica, que é mais um dos momentos da historia em que Ellefson apareceu mais que Mustaine (outros podem ser conferidos em "Dawn Patrol", "Peace Sells" e "Five Magics"). Aliás, a música que dá nome ao disco é uma das melhores composições do MEGADETH, em todos os aspectos. Simplesmente perfeita.

Completam o disco as não menos grandiosas "Psychotron" e "Captive Honour", que apresenta vários climas. Destaque especial para o "diálogo" nada simpático no início da música.

Não há um momento fraco ou decepcionante em "Countdown To Extinction". É claro que a banda tirou um pouco o pé do acelerador, e talvez, muito disso se deve ao fato do momento que a música pesada vivia no mundo, principalmente nos Estados Unidos. De qualquer forma, a banda conseguiu manter a fiel gama de fãs, e trazer uma grande parcela de novos seguidores, já que o som ficou um pouco mais fácil de ser assimilado para quem não era headbanger.

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Um disco que se mantém atual até os dias de hoje. Uma das maiores obras do MEGADETH. Perfeito.

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Sobre Mateus Ribeiro

Fã de Ramones, In Flames e Soilwork. Ouve (quase) tudo, desde rock clássico até black metal.
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