Megadeth: Countdown To Extinction é clássico que sempre será atual
Resenha - Countdown To Extinction - Megadeth
Por Mateus Ribeiro
Postado em 22 de fevereiro de 2019
Nota: 10 ![]()
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Depois do sucesso estrondoso alcançado por "Rust In Peace", o MEGADETH tinha a ingrata missão de lançar um disco que não deixasse a peteca cair. O objetivo foi alcançado com muito êxito, já que "Countdown To Extinction", lançado em 1992, é um disco maravilhoso e cultuado até os dias de hoje.

O quarto trabalho do MEGADETH é considerado um dos melhores, e motivos não faltam: além de vários clássicos, os músicos estão afiados e entrosados (resultado de dois discos seguidos com a mesma formação, o que seria raro no futuro da banda), e as letras continuam um tanto quanto ácidas, e vão da guerra até o cotidiano na prisão, passando, obviamente, pela forma como o homem destrói o meio ambiente.Outro fator primordial para o sucesso do disco é o equilíbrio entre as músicas, já que o peso e a velocidade dos primeiros álbuns se encontraram com canções mais cadenciadas.

Apesar do amadurecimento e de algumas mudanças, o espírito do MEGADETH está presente no álbum.Isso já pode ser sentido na primeira música, a ótima "Skin O´My Teeth", que começa com o saudoso Nick Menza mostrando que não estava a fim de brincadeira. A faixa seguinte, "Symphony Of Destruction", talvez seja o maior sucesso da banda, e faz por merecer, com seu riff marcante, seu refrão inesquecível, e ótimo solo de guitarra. Aliás, os solos de guitarra desse disco são excepcionais. Um grande trabalho de Marty Friedman e Dave Mustaine.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | As duas primeiras músicas já valeriam o disco, mas sobra espaço para MUITA coisa boa. Se você gosta de músicas mais rápidas, pode ouvir a insana "High Speed Dirt" (que deve ser a única música do mundo que TEORICAMENTE fala sobre paraquedismo), ou a frenética "Ashes In Your Mouth" (que poderia facilmente aparecer em "Rust In Peace), que fala sobre um tema que Dave Mustaine gosta pouco, a guerra. A caótica "Architecture Of Agression" é outra ótima música que fala sobre o tema, que parece agradar bastante Mustaine até hoje. Também vale citar a paranóica "Sweating Bullets", que acabou se tornando um dos grandes sucessos da banda, e dificilmente sai do repertório.
Já do lado das músicas mais cadenciadas, encontram se a triste "Foreclosure Of a Dream", a reflexiva "This Was My Life", e a maravilhosa faixa título, que conta com uma passagem de baixo icônica, que é mais um dos momentos da historia em que Ellefson apareceu mais que Mustaine (outros podem ser conferidos em "Dawn Patrol", "Peace Sells" e "Five Magics"). Aliás, a música que dá nome ao disco é uma das melhores composições do MEGADETH, em todos os aspectos. Simplesmente perfeita.

Completam o disco as não menos grandiosas "Psychotron" e "Captive Honour", que apresenta vários climas. Destaque especial para o "diálogo" nada simpático no início da música.

Não há um momento fraco ou decepcionante em "Countdown To Extinction". É claro que a banda tirou um pouco o pé do acelerador, e talvez, muito disso se deve ao fato do momento que a música pesada vivia no mundo, principalmente nos Estados Unidos. De qualquer forma, a banda conseguiu manter a fiel gama de fãs, e trazer uma grande parcela de novos seguidores, já que o som ficou um pouco mais fácil de ser assimilado para quem não era headbanger.

Um disco que se mantém atual até os dias de hoje. Uma das maiores obras do MEGADETH. Perfeito.
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