Adrenaline Mob: repleto de energia e esbanjando tesão
Resenha - Covertá - Adrenaline Mob
Por Ricardo Seelig
Fonte: Collectors Room
Postado em 18 de março de 2013
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Gravar um álbum de covers é quase uma ciência. É preciso escolher bem as canções que serão relidas. Não é recomendado executá-las da mesma maneira que as gravações originais, mas sim imprimindo a personalidade de quem as toca. E, por fim, as faixas que serão reapresentadas ao mundo devem dizer algo sobre os músicos que as estão regravando, como uma espécie de declaração pública de influências.
Adrenaline Mob - Mais Novidades
"Covertá", EP de covers recém-lançado pelo Adrenaline Mob, é exemplar em todos esses aspectos. As canções são muito bem escolhidas e fogem do comum. As releituras colocam a personalidade da banda andando lado a lado com as características originais de cada composição. E os nomes homenageados são claras influências dos músicos.
Repleto de energia e esbanjando tesão, "Covertá" é mais uma prova do imenso potencial que o Adrenaline Mob possui. A união de Russell Allen (vocal), Mike Orlando (guitarra), John Moyer (baixo) e Mike Portnoy (baterista) fez surgir uma banda com uma sonoridade cativante, que mostra que a técnica não precisa estar associada, necessariamente, a longas e complicadas faixas. Isso já havia ficado claro na ótima estreia do quarteto, "Omertá" (2012), e é atestada mais uma vez aqui.
O repertório é formado por "High Wire" (Badlands), "Stand Up and Shout" (Dio), "Break on Through" (Doors), "Romeo Delight" (Van Halen), "Barracuda" (Heart), "Kill the King" (Rainbow), "The Lemon Song" (Led Zeppelin) e "The Mob Rules" (Black Sabbath). Escolhas fora do comum, e que ganharam releituras muito boas.
Russell Allen brilha em interpretações excelentes, mostrando que, além de ótimo vocalista, é um intérprete pra lá de diferenciado. Portnoy, como já havia feito no debut, constrói linhas de bateria bem menos intrincadas do que aquelas dos tempos do Dream Theater, e essa decisão faz uma diferença danada no resultado final, tornando as canções mais diretas e efetivas. John Moyer, dono de um groove poderoso, põe o seu baixo em pé de igualdade com os demais músicos, mostrando o quão acertada foi a sua inclusão na banda. E Mike Orlando parece ter aprendido uma lição em "Omertá", pois surge com solos menos fritados e mais melódicos.
Totalmente à vontade, o Adrenaline Mob executa as faixas como se fossem criações suas, inserindo pequenas alterações nos arranjos. "Romeo Delight", por exemplo, conta com um pequeno trecho de "Whole Lotta Love", do Led Zeppelin. Não há como apontar destaques entre as faixas de Covertá, todas muito bem executadas. "High Wire" salta aos ouvidos por se tratar de uma escolha surpreendente. "Stand Up and Shout", "Kill the King" e "The Mob Rules" apenas reafirmam o quão próximo o timbre de Allen é do imortal Ronnie James Dio. "Break on Through" está a anos-luz de sua gravação original, pesadíssima e empolgante. "Romeo Delight" traz os dois Mikes como protagonistas. "The Lemon Song" mostra que o quarteto tem doses imensas de feeling correndo nas veias. E "Barracuda" revela todo o lado heavy metal implícito desde que nasceu.
"Covertá" é um ótimo CD. Suas oito faixas descem redondo como uma boa e gelada cerveja, e caem bem a qualquer hora. Mais uma bola dentro do Adrenaline Mob, que nasceu como projeto paralelo mas cada vez mais ganha status e reconhecimento como a excelente banda que é.
Faixas:
1 High Wire
2 Stand Up and Shout
3 Break on Through
4 Romeo Delight
5 Barracuda
6 Kill the King
7 The Lemon Song
8 The Mob Rules
Outras resenhas de Covertá - Adrenaline Mob
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Ripper Owens: "Há uma razão pro Iron Maiden tocar pra 20 mil e o Judas pra 5 mil"
20 bandas que nunca lançaram um disco ruim, de acordo com a Metal Hammer
Rhapsody se despedirá com formação clássica ao lado do Epica na América do Sul
Dave Lombardo comenta lenda dos 33 minutos de "Reign in Blood"
Classic Rock ranqueia discografia do Bon Jovi do pior ao melhor álbum
A cantora que conquistou James Hetfield com sua voz "de cheiro de cigarro"
Dave Lombardo conta que "névoa mental" o fez usar anotações nos shows
O clássico do Angra de Andre Matos que parece com faixa do "MI'RAJ", segundo Edu Falaschi
Live anuncia cancelamento de shows no Brasil
O guitarrista que Keith Richards não queria que entrasse nos Stones, apesar de tocar muito
A melhor música de rock progressivo de todos os tempos, segundo os leitores da Prog
Em clima de Copa do Mundo, Angra lança videoclipe da releitura de "Pra Frente Brasil"
A canção dos Beatles que pirou a cabeça de Mick Jagger quando ele a ouviu
Deep Purple lança "Guilt Trippin'", faixa de seu próximo disco de estúdio
As quatro músicas do Led Zeppelin que Robert Plant escolheu para cada integrante
David Gilmour: como ele construiu o fabuloso solo de "Comfortably Numb"
Dez músicas do Ramones que animam o dia de qualquer pessoa - Parte II
Como a banda R.E.M. mudou completamente a perspectiva de Eddie Vedder sobre música


Hellacopters acerta (de novo) com seu rock n' roll visceral em "Cream Of The Crap! - Volume 3"
Yes - Seguindo firme e forte em "Aurora"
"Break The Silence" prova que o mainstream precisa do Beyond The Black
"MI'RAJ" - quando Edu Falaschi troca a velocidade pela emoção e encerra trilogia com maturidade
A Lapidação da alma: O triunfo conceitual do Big Big Train em "Woodcut"
HellLight - Reafirmando seu espaço entre os melhores da safra do gênero.
"Betrayed By Obedience", do Infected Cells, é death metal bruto, técnico e direto
Há 40 anos o Queen lançava "A Kind of Magic", álbum que marcou a despedida de Freddie dos palcos
RHCP: O monstro saiu da jaula com um de seus melhores trabalhos



