Vandroya: um novo sopro de vida no Power nacional
Resenha - One - Vandroya
Por Vicente Reckziegel
Postado em 19 de fevereiro de 2013
Nota: 9 ![]()
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Parece apressado e talvez até mesmo pretensioso, por estarmos ainda em Fevereiro, mas o álbum de estréia da banda Vandroya, One, com certeza deve figurar entre os melhores discos de 2013. É até complicado enumerar todos os fatores que levam a esta constatação.
Primeiro a produção, do próprio guitarrista Marco Lambert, além da mixagem e masterização conduzidas pelo quase onipotente Heros Trench. O som ficou perfeito, onde podemos identificar todos os elementos do intricado som da Vandroya. O encarte (numa época que poucos conhecem mais os encartes dos CDs) também ficou muito bom, contando a bela capa e tudo o mais, diferente de alguns lançamentos onde as letras não ficam tão visíveis ou tudo parece forçado demais.
Enfim, vamos ao que interessa, que é o som da Vandroya. E o recado que mais parece surgir é contrariar a premissa atual de que o Power Metal melódico agoniza, praticamente morto. Essa é uma constatação que cai por terra ao ouvirmos One. Fica nítido que a banda bebeu da fonte de bandas como Angra e demais mestres do gênero mundo afora, mas isso não quer dizer que seja simplesmente uma cópia destas bandas, pelo contrário, o que é algo difícil nos dias de hoje. O destaque principal, principalmente em uma primeira audição, vai para a voz da Daisa Munhoz. Com um timbre perfeito para o estilo, Daisa põe "no chinelo" grande parte dos figurões do gênero, e tem tudo para tornar-se a melhor vocalista surgida nos últimos anos no país. Mas não fica somente nela o destaque, pois a banda como um todo é muito boa, as guitarras de Marco Lambert e Rodolfo Pagotto despejam harmonias e grandes solos, a bateria de Otávio Nuñez não se prende somente a velocidade característica do estilo, e o baixista Giovanni Perlati também é um dos destaques, mais um mérito da produção, que não "escondeu" o instrumento, como muitos costumam fazer. E as inserções de teclado ficaram igualmente boas, mostrando uma faceta mais progressiva da banda também.
Os destaques ficam para as músicas "The Last Free Land", uma típica primeira faixa (descontando a intro, que não compromete, mas também não traz nenhuma novidade), veloz, ideal para abertura do show, "Within Shadows", a balada (única do disco) "Why Should We Say Goodbye?" e "Change of Tide", que conta com a bela participação do vocalista Leandro Caçoilo.
Enfim, vamos ver o que o futuro da Vandroya nos trará, mas a primeira impressão foi a melhor possível. Quem quiser saber mais sobre a banda e One pode acessar
Tracklist:
01. All Becomes One
02. The Last Free Land
03. No Oblivion For Eternity
04. Within Shadows
05. Anthem (For The Sun)
06. Why Should We Say Goodbye?
07. Change The Tide
08. When Heaven Decides To Call
09. This World Of Yours
10. Solar Night
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