Carniça: aumentam o caráter extremo de cada composição
Resenha - Nations Of Few - Carniça
Por Ben Ami Scopinho
Postado em 17 de janeiro de 2013
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
E a fedentina continua implacável! Com o excelente "Temple's Fall... Time to Reborn" (11), o Carniça retornou decidido a recuperar todo o tempo que passou afastado da cena underground. Desde então, o trio gaúcho colheu os merecidos frutos e passou a trabalhar duro nas novas composições, que chegaram ao mercado no finalzinho de 2012 em parceria com a Voice Music, sob o título "Nations Of Few".
E "Nations Of Few" mostra um Carniça seguindo por caminhos mais diretos. A mescla de Thrash e Death Metal, que busca referências na velha escola, continua empolgante, mas agora com melodias não tão evidentes e de velocidade acelerada, características que somente aumentam o caráter extremo de cada composição. É o Carniça que conhecemos, porém mais incisivo e que deverá funcionar ainda melhor sobre os palcos.
Se o disco anterior tinha na religião o elo entre as canções, a própria da capa de "Nations Of Few" já revela outro ponto atroz a se contestar na sociedade de (quase) todos os tempos: a política, com diversos chefes de estados, de várias épocas, se divertindo em uma dessas típicas cúpulas da ONU – que aqui parece mais um boteco embotado – devidamente ilustrados pelo artista plástico Anderson Neves.
O repertório está balizado lá em cima, mas algo muito legal envolvendo "Nations Of Few" é a presença do guitarrista Cláudio David, da lendária banda mineira Overdose, que divide os solos com Parahim Neto em "Prayers Before The Death". E novamente o Carniça investe em uma faixa cover, sendo que a escolhida foi "I Wanna Be Somebody", clássico dos primórdios do W.A.S.P., agora trajada com ainda mais distorção.
A própria banda assumiu as rédeas da produção, e com excelentes resultados. O áudio está encorpado, definido e com a necessária carga de calculada sujeira que o estilo necessita. Esta segunda fase do Carniça vem produzindo canções muito bem feitas, cujos álbuns podem se tornar indispensáveis aos amantes do Thrash e Death Metal. Se você se encaixa neste perfil, confira e tire suas próprias conclusões!
Contato:
http://www.carnicaband.com
http://carnicaband.blogspot.com
http://www.reverbnation.com/carniça
Formação:
Mauriano Lustosa - voz e baixo
Parahim Neto - guitarra
Marlo Lustosa - bateria
Carniça – Nations Of Few
(2012 / Voice Music – nacional)
01. The Protester
02. Liars
03. Nations Of Few
04. Corruption
05. Diablo Politician
06. Prayers Before The Death
07. I Wanna Be Somebody (W.A.S.P. Cover)
Outras resenhas de Nations Of Few - Carniça
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O subgênero essencial do rock que Phil Collins rejeita: "nunca gostei dessa música"
A conversa franca entre Angra e Fabio Lione que levou à saída do italiano, segundo Barbosa
A banda grunge de quem Kurt Cobain queria distância, e que acabou superando o Nirvana
O álbum que Regis Tadeu considera forte candidato a um dos melhores de 2026
O disco "odiado por 99,999% dos roquistas do metal" que Regis Tadeu adora
O álbum do U2 que para Bono não tem nenhuma música fraca, mas também é difícil de ouvir
O motivo que levou Fabio Lione a quase sair do Angra em 2023, segundo Marcelo Barbosa
A respeitosa opinião de Dave Mustaine sobre Ritchie Blackmore
A música surpreendente que "peitou" o sucesso do grunge no início dos anos 90
Blaze Bayley anuncia que não fará mais meet & greets e sessões de autógrafos gratuitas
Grammy omite Brent Hinds (Mastodon) da homenagem aos falecidos
Novo disco do Megadeth alcança o topo das paradas da Billboard
Andreas Kisser participa de novo álbum do Bruce Dickinson - sem tocar guitarra
A era do metal que Dave Mustaine odeia; "ainda bem que passou"
As bandas "pesadas" dos anos 80 que James Hetfield não suportava ouvir
A nojenta iguaria que cônsul em Taiwan ofereceu ao Angra e apenas Rafael Bittencourt comeu
Guitarrista do Arch Enemy diz que formação internacional é "pior ideia da história"
A banda que o lendário Jimi Hendrix chamou de "maior de todos os tempos"

CPM 22: "Suor e Sacrifício", o álbum mais Hardcore da banda
Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
Clássicos imortais: os 30 anos de Rust In Peace, uma das poucas unanimidades do metal



