Carniça: um grupo que não gosta de perder tempo
Resenha - Nations of Few - Carniça
Por Christiano K.O.D.A.
Postado em 29 de janeiro de 2013
Nota: 7 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
O odor pode ser sentido de longe. A Carniça putrefata traz seu terceiro 'full-length', calcado no Thrash/Death Metal. Aliás, vale lembrar que o grupo surgiu em 1991, ou seja, temos um veterano do underground que, mesmo tendo dado uma pausa entre 2004 e 2008, conta com várias demos lançadas. Em suma, é um grupo que não gosta de perder tempo.
E, dificilmente escapando dessa influência, o grupo puxa por alguns riffs à la Slayer, como é possível perceber na veloz "Liars", para citar uma. E se o guitarrista e backing vocal Parahim Neto tem essa capacidade, não é de se estranhar que seus solos sejam inspirados e demolidores, seguindo a escola dos monstros americanos. São os melhores momentos do disco!
As composições contam com bons arranjos, divididos em momentos mais extremos e outros até com um pouco de melodia, e o melhor: sem exageros de nenhum dos lados! Um bom exemplo é a cadenciada e trabalhada "Corruption", que soube aproveitar a competência do trio, partindo para um lado mais melancólico.
Certamente é um dos destaques do álbum. "Nations of Few" conta ainda com um cover ousado de "I Wanna Be Somebody", da W.A.S.P., que ficou bem interessante e claro, muito mais extremo, com os bumbos comendo solto! E, se a levada da música original já é empolgante, com essa roupagem mais agressiva, a faixa torna-se outro ponto forte do CD.
O que ficou um pouco aquém do desejado foi a gravação do material, crua e priorizando a bateria de Marlo Lustosa. Ah, se não fosse esse percalço...
A capinha é um verdadeiro capricho, mérito do artista Anderson Neves, que deve se orgulhar de seu feito. E no encarte, muito legal contar com as letras em inglês, língua adotada nas canções, mas com a tradução para o português logo ao lado.
É Thrash/Death tradicional, 'old school', sem enfeites, coisa rústica mesmo! Pois sim, às vezes, ter carniça por perto pode ser gostoso...
Carniça – Nations of Few
Voice Music – 2012 – Brasil
http://www.carnicaband.com
http://www.facebook.com/CarnicaMetal
http://www.myspace.com/carnicaband
http://www.youtube.com/carnicareborn
Tracklist:
1. The Protester 02:42
2. Liars 04:08
3. Nations Of Few 04:48
4. Corruption 05:27
5. Diablo Politician 04:29
6. Prayers Before the Death 03:24
7. I Wanna Be Somebody (W.A.S.P. cover) 11:19
Total: 36:17
Outras resenhas de Nations of Few - Carniça
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Summer Breeze anuncia mais 33 atrações para a edição 2026
A opinião de Sylvinho Blau Blau sobre Paulo Ricardo: "Quando olha para mim, ele pensa…"
Por que Max Cavalera andar de limousine e Sepultura de van não incomodou Andreas Kisser
O disco que define o metal, na opinião de Ice-T
Quando Ian Anderson citou Yngwie Malmsteen como exemplo de como não se deve ser na vida
O disco "odiado por 99,999% dos roquistas do metal" que Regis Tadeu adora
A banda essencial de progressivo que é ignorada pelos fãs, segundo Steve Hackett
O astro que James Hetfield responsabilizou pelo pior show da história do Metallica
Os dois membros do Sepultura que estarão presentes no novo álbum de Bruce Dickinson
O álbum que Regis Tadeu considera forte candidato a um dos melhores de 2026
O subgênero essencial do rock que Phil Collins rejeita: "nunca gostei dessa música"
O maior cantor de todos os tempos, segundo o saudoso Chris Cornell
Para Ice-T, discos do Slayer despertam vontade de agredir as pessoas
Box-set compila a história completa do Heaven and Hell
O cantor que Bob Dylan chamou de "o maior dos maiores"
"Mamãe eu não queria" de Raul Seixas e a oposição irônica ao exército
Capital Inicial: cinco músicas que foram escritas por Pit Passarell, do Viper
Escritor publica foto da mulher que inspirou "Whole Lotta Rosie", clássico do AC/DC


CPM 22: "Suor e Sacrifício", o álbum mais Hardcore da banda
O fim de uma era? Insanidade e fogo nos olhos no último disparo do Megadeth
Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
Clássicos imortais: os 30 anos de Rust In Peace, uma das poucas unanimidades do metal



