RECEBA NOVIDADES ROCK E METAL DO WHIPLASH.NET NO WHATSAPP

Matérias Mais Lidas


Outras Matérias em Destaque

John Lennon criou a primeira linha de baixo heavy metal da história?

O álbum "exagerado" do Dream Theater que John Petrucci não se arrepende de ter feito

Nikki Sixx celebra os 45 anos do Mötley Crüe em post online

Quando perdemos o artista que, para Slash, era um dos maiores talentos musicais do século 20

A última grande cantora de verdade que existiu, segundo Regis Tadeu

A música do Angra que Rafael Bittencourt queria refazer: "Podia ser melhor, né?"

A música do Soulfly que faz Max Cavalera se lembrar de Joe Satriani

Após a saída de Max Cavalera, muita gente deu as costas ao Sepultura, segundo Derrick Green

A música sobre "políticos celebridades" que inspirou Tom Morello a criar uma banda

A resposta que James LaBrie gostaria de dar para quem critica sua voz

O riff escrito nos anos 2000 que causou inveja em Jimmy Page

Clemente reaparece após problema de saúde e agradece mobilização pública

O melhor single do Wings de todos os tempos, segundo Paul McCartney

Quantas guitarras Jimi Hendrix queimou ao longo de sua carreira?

As músicas "das antigas" do Metallica que Lars Ulrich gostaria que o Deep Purple tocasse


Stamp
Bangers Open Air

Soundgarden: voltou pra valer e está no auge da forma

Resenha - King Animal - Soundgarden

Por
Postado em 19 de novembro de 2012

Nota: 9 starstarstarstarstarstarstarstarstar

O Soundgarden anunciou seu retorno em 2010, quatorze anos após o lançamento do último álbum e treze após o anúncio do fim da banda. Desde então, surgiu a expectativa se a banda voltaria pra valer com novas composições ou se tratava de mais um caça níquel, como algumas bandas que vemos por aí. Com o lançamento de "King Animal" temos a clara resposta de que a banda voltou pra valer e se encontra no auge da forma.

Soundgarden - Mais Novidades

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - TAB 1

Pra quem não sabe, o Soundgarden foi uma das principais bandas do movimento grunge, sendo a primeira a fechar com uma gravadora e teve uma carreira das mais sólidas, lançando cinco discos entre 1988 e 1996, com grandes hits, tais como "Black Hole Sun", "Outshined", "Rusty Cage", "Jesus Christ Pose", entre outros.

Durante o hiato após o fim da banda, Cornell investiu numa interessante carreira solo, formou com os ex integrantes do Rage Against The Machine, o ótimo Audioslave e voltou a excursionar sozinho, até anunciar a volta da banda, ao lado do baterista Matt Cameron (que também toca no Pearl Jam), do subestimado guitarrista Kim Thayil e do baixista Bem Shepherd.

O disco já abre com a agressiva "Been Away Too Long", com o sugestivo título, já que a banda retorna aos holofotes após algum tempo e em grande estilo, com este excelente primeiro single, que é certamente uma das melhores músicas do ano. Lembra um pouco as composições recentes do Pearl Jam, quem sabe por alguma colaboração de Matt Cameron. Chris segue cantando demais e a banda está muito bem entrosada mesmo após o longo hiato. Na faixa se destacam-se também as guitarras de Kim Thayil, com algumas viradas no ritmo, sem perder o peso num só minuto. Excelente cartão de visitas pra esse novo álbum.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - TAB 2

"Non State Actor" já começa com um grito de Cornell, mas tem mais groove que a anterior, mas também é excelente, com boa letra, aliás outra característica da banda, a de sempre contar com composições de qualidade, tanto na melodia quanto nas letras. Já "By Crooked Steps" possui um riff de guitarra que permeia a canção num andamento mais arrastado. Tem um ótimo solo de guitarra, além de Chris cantando em dois canais diferentes, o título da música por sobre as estrofes em alguns momentos.

"A Thousand Days Before" remete a um country, um pouco pelos timbres da guitarra, que são o grande destaque da faixa. Como já foi dito, Kim Thayil é um daqueles guitarristas cujo timbre pode ser notado no primeiro acorde, de forma que as guitarras sempre foram destaque nas melodias da banda, Kim seria algo como o Johnny Marr (The Smiths) do Soundgarden, o cara que carrega pelo menos metade do DNA da banda nos dedos, o restante está na garganta de Cornell.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - TAB 3

A quinta faixa "Blood On The Valley Floor" é mais densa, arrastada e lembra as raízes do Soundgarden. "Bones of Birds" começa cantada com a voz mais suave que lembra os lados B do Audioslave. É impressionante como Cornell consegue diversificar seu estilo vocal, impondo suavidade, romantismo ou agressividade de acordo com o que a canção pede. Seguindo a mesma linha, "Taree" possui um andamento simples de guitarra que gruda na mente, há também um bom solo de guitarra.

"Attrition" é a música mais curta do álbum e retorna com a energia das primeiras faixas, com uma melodia mais acelerada, as tradicionais guitarras entrelaçadas de Chris e Kim. Outra ótima canção, com um bom solo e Cornell cantando por sobre o andamento da guitarra.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - TAB 4

O clima fica mais intimista na primeira parte de "Black Saturday", com violão e percussão, depois a melodia amplia com guitarras, baixo e bateria. A canção fica um pouco mais densa no meio, depois retorna com a letra e melodia melancólica da canção. O clima semi acústico segue em "Halfway There", que também inicia com o violão acompanhando a voz de Cornell, porém numa melodia mais ensolarada. Poderia tocar na rádio (se ainda tocasse rock no rádio). Leve andamento de guitarra, novamente com um bom solo. É a canção mais pop do disco.

"Worse Dreams" inicia com um riff de guitarra que se repete e a linha de baixo tem grande destaque numa faixa diferente, pesada, dando um clima tenso aos piores sonhos, do título da música. A penúltima música "Eyelid's Mouth" lembra o Soundgarden antigo, com a melodia arrastada e vocais apurados, limpos e com efeitos de Cornell, além disso, o solo de guitarra é dos melhores do play. A faixa derradeira "Rowing" é outro dos muitos destaques do álbum, com uma levada carregada, com bateria eletrônica e as guitarras entrelaçadas permeando o andamento da canção. A voz de Cornell puxa tudo para si, como um magnetismo melódico que põe tudo em seu devido lugar. Solo de guitarra devastador para fechar o disco dando graças à Deus pelo retorno desses caras.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - TAB 5

Melodicamente falando talvez o Soundgarden seja a grande banda da safra de Seattle, apesar de não ter feito tanto sucesso quanto seus conterrâneos mais famosos, eles sempre imprimiram personalidade e originalidade às suas canções, gravando bons discos no decorrer da carreira. Com esse retorno, eles mostram que essa fonte criativa ainda está a pleno vapor, ao contrário de outras bandas que retornam sem ter muito o que dizer, os caras gravaram um disco que não soa nostálgico ou um resgate sonoro em momento nenhum, pelo contrário.

Está tudo aqui, a distorção, a agressividade, a melancolia, porém revitalizado, com uma boa dose de energia e canções que possivelmente a banda não teria gravado dez, quinze anos atrás, mostrando que tanto a pausa quanto o retorno fizeram bem à banda.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - TAB 6

Os destaques do disco são os mesmos de toda discografia da banda, Cornell que é certamente um dos maiores cantores do rock em todos os tempos (os tradicionalistas que se cocem) e Kim, com suas guitarras extremamente únicas e originais.

Bom, ao terminar a audição do disco, você certamente terá a mesma sensação que tive, o mundo já pode acabar, pois temos aqui, o melhor disco do ano!

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - WHIP
Divulgue sua banda de Rock ou Heavy Metal
Compartilhar no FacebookCompartilhar no WhatsAppCompartilhar no Twitter

Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps


Dish Carpens


publicidadeRogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp
Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Sobre David Oaski

David Oaski é editor do blog Ideologia Rock, colunista do site Stereo Pop Club e colabora frequentemente com os sites Galeria Musical e Whiplash, além de já ter escrito para outras plataformas online. Amante de música (principalmente rock) independente de rótulos, escreve por hobby e para exercitar o senso crítico.
Mais matérias de David Oaski.

 
 
 
 

RECEBA NOVIDADES SOBRE
ROCK E HEAVY METAL
NO WHATSAPP
ANUNCIE NESTE SITE COM
MAIS DE 4 MILHÕES DE
VIEWS POR MÊS