Kiss: grande sopa de influências dos anos 60 e 70

Resenha - Monster - Kiss

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Por João Paulo Linhares Gonçalves
Enviar correções  |  Comentários  | 

Nota: 8

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


Vou falar sobre o novo disco do Kiss, "Monster", recém-lançado em todo o mundo. A banda está confirmada em turnê pela América do Sul em novembro, com três shows no Brasil: Porto Alegre (dia 14), São Paulo (dia 17) e Rio de Janeiro (dia 18).
665 acessosEm 25/07/1980: Eric Carr subia ao palco pela primeira vez com o Kiss5000 acessosGuitarristas: os sete mais influentes de todos os tempos

Lançado no dia 09/10/2012, uma terça-feira, "Monster" repete a parceria produtiva entre Paul Stanley e Greg Collins. Stanley pode ser considerado o cérebro por trás da sonoridade deste álbum - assim como aconteceu com o disco antecessor, "Sonic Boom". Também é o principal compositor, participando na escrita de quase todas as faixas, com exceção de apenas duas (uma de Simmons e outra de Thayer). A produção de Stanley está bem caprichada, melhorou bastante desde o disco anterior e ressaltou a qualidade deste trabalho. É como se "Sonic Boom" tivesse sido apenas um ensaio da banda, preparando o terreno e tentando capturar a reação de sua enorme base de fãs; com o sucesso e a boa recepção, a banda se aprofundou um pouco mais e soltou "Monster", uma clara evolução sonora e musical, com composições mais fortes e encorpadas. As performances dos membros também são destaque, em especial o vocal de Gene Simmons e as guitarras de Paul Stanley e Tommy Thayer.

O disco é uma grande sopa de influências dos anos 60 e 70. A sonoridade, pra começar - em diversos pontos, você tem aquela sensação de deja-vu: "Freak" te lembra Jimi Hendrix; em "Long Way Down", a introdução é Jeff Beck puro (e copiado, da canção "Shapes Of Things"); "Eat Your Heart Out" parece até saída de um disco antigo do próprio Kiss, com todos os elementos clássicos que a banda utilizava naquela década. Temos canções absolutamente empolgantes, como é o caso de "Back To The Stone Age", a melhor do disco para mim; temos também canções melodiosas incríveis, como "All For The Love Of Rock & Roll", cantada pelo baterista Eric Singer. Aliás, assim como no álbum anterior, as canções cantadas por Singer e Thayer são destaques, ficaram muito boas.

O álbum abre com o primeiro single, "Hell Or Hallelujah", que me passou uma impressão errada quando escutei a primeira vez - me passou um som metalizado que não gostei, porém com mais algumas audições, percebi que se tratava de uma canção empolgante, alegre, no melhor estilo Kiss. "Wall Of Sound" vem a seguir, bom riff, talvez a mais moderna do disco, lembrando um pouco o álbum "Revenge". "Freak" foi a que menos gostei, provavelmente a composição mais fraca do disco. Já a faixa seguinte, "Back To The Stone Age", é a minha preferida, um riff forte e empolgante, o começo crescente, bela performance vocal de Gene Simmons, o refrão grudento, Tommy Thayer arrebentando no solo, tudo conspirando para este futuro clássico da banda. "Shout Mercy" também empolga, mas não tanto quanto a anterior. "Long Way Down", conforme já falei, tem a introdução roubada (ou seria homenagem?) de Jeff Beck, mas é uma boa canção. "Eat Your Heart Out" é outra que tem tudo para ser clássico no futuro, com todos aqueles elementos cativantes e que agradam todos que gostam da banda. Um ritmo forte mantido por um bom riff e mais um refrão grudento garantem outra grande canção deste álbum.

"The Devil Is Me" tem aquele clima soturno que envolve o personagem de Gene Simmons, uma canção mais pesada, temática da letra mais que adequada, e o riff garante o peso que a música exige. A seguir, as duas canções cantadas pelos outros membros: primeiro, "Outta This World", cantada por Tommy Thayer, e a seguir "All For The Love Of Rock & Roll" cantada por Eric Singer. Ambas ficaram muito boas e são destaques do álbum (eu prefiro a cantada por Singer, melodia caprichada e ideal para o baterista brilhar). "Take Me Down Below" tem vocal dividido por Gene Simmons e Paul Stanley, uma composição de primeira que também se destaca. O álbum se encerra com "Last Chance", empolgante e pulante como uma música do Kiss deve ser, encerrando muito bem este belo disco. Bem, para quem adquirir o álbum digitalmente pelo iTunes, temos ainda a mediana "Right Here Right Now", com vocal de Paul Stanley.

O álbum estreou na parada americana abocanhando o terceiro lugar, uma posição abaixo do disco anterior, que ficou em segundo na semana de estreia - aliás, este segundo lugar foi o melhor resultado que o Kiss obteve em termos de posição na parada; o terceiro lugar vem a seguir, tendo sido atingido pelo disco "Psycho Circus" e por este. Um belo resultado, mostrando a força que a banda ainda tem.

Uma pena que é pouco provável que estas canções sejam executadas nos shows aqui no Brasil - o mais provável é que apenas "Hell Or Hallelujah" seja executada. Ainda sim, é muito bom ver e comprovar que o Kiss está na ativa não apenas com turnês de reunião, mas lançando álbuns de qualidade, como os dois últimos. Esta formação ainda tem gás para novos petardos de qualidade, é esperar pra ver!!

Relação de músicas:
1 - "Hell Or Hallelujah"
2 - "Wall Of Sound"
3 - "Freak"
4 - "Back To The Stone Age"
5 - "Shout Mercy"
6 - "Long Way Down"
7 - "Eat Your Heart Out"
8 - "The Devil Is Me"
9 - "Outta This World"
10 - "All For The Love Of Rock & Roll"
11 - "Take Me Down Below"
12 - "Last Chance"
13 - "Right Here Right Now" (faixa bônus no iTunes)

Alguns vídeos:
"Hell Or Hallelujah":

youtube player
Inscreva-se no nosso canalWhiplash.Net no YouTube

"Long Way Down":

youtube player
Inscreva-se no nosso canalWhiplash.Net no YouTube

"All For The Love Of Rock & Roll":

youtube player
Inscreva-se no nosso canalWhiplash.Net no YouTube

Acompanhe esta e outras resenhas no blog Ripando a História do Rock. Grande abraço!!

GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Outras resenhas de Monster - Kiss

3266 acessosKiss: vale a pena investir cada centavo!4856 acessosKiss: intenso, coeso e divertido até dizer chega2796 acessosKiss: transbordando vitalidade e rock n' roll2693 acessosKiss: fez a alegria dos fãs de todas as fases da banda2960 acessosKiss: como sempre, os mascarados não decepcionaram2341 acessosKiss: aguardado por todos os soldados mais fiéis5000 acessosKiss: "Monster" é o melhor disco da banda em 21 anos5000 acessosKiss: Com "Monster" banda mostra que ainda é relevante

Os comentários são postados usando scripts e logins do FACEBOOK, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de autoria e responsabilidade dos usuários que os assinam. Caso considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato.

Respeite usuários e colaboradores, não seja chato, não seja agressivo, não provoque e não responda provocações; Prefira enviar correções pelo link de envio de correções. Trolls e chatos que quebram estas regras podem ser banidos. Denuncie e ajude a manter este espaço limpo.

Mais comentários na Fanpage do site, no link abaixo:

Post de 24 de outubro de 2012

Paul StanleyPaul Stanley
"Guitarristas não aprendem a fazer base"

665 acessosEm 25/07/1980: Eric Carr subia ao palco pela primeira vez com o Kiss416 acessosGene Simmons: Na capa da revista britânica Heavy Music Artwork563 acessosMarcos de Ros: Gene Simmons, o Capitalista Malvadão509 acessosAce Frehley: "Anomaly" ganha versão deluxe; ouça música inédita0 acessosTodas as matérias e notícias sobre "Kiss"

Rock e MetalRock e Metal
Doze ótimos álbuns para iniciantes

KissKiss
Banda é responsável pela rebeldia de Bart Simpson

Paul StanleyPaul Stanley
"Eu queria era fazer certas pessoas desaparecem!"

0 acessosTodas as matérias da seção Resenhas de CDs e DVDs0 acessosTodas as matérias sobre "Kiss"

GuitarristasGuitarristas
Os sete mais influentes de todos os tempos

Donald TrumpDonald Trump
Os roqueiros que apoiam o presidente eleito

Keith RichardsKeith Richards
Colocando Justin Bieber em seu devido lugar

5000 acessosNuno Bettencourt: Rihanna canta muito, mas ele não quer mais tocar com ela5000 acessosSteve Vai: as 10 melhores faixas de guitarra na opinião dele5000 acessosHard Rock: as 25 melhores músicas acústicas do gênero5000 acessosMetallica: James Hetfield elege suas bandas de Thrash favoritas5000 acessosElvis não morreu: seria este o Rei do Rock agora em 2017?5000 acessosÁlbuns Conceituais: Loudwire elege o Top 10 do Metal

Sobre João Paulo Linhares Gonçalves

Roqueiro convicto, de carteirinha, desde os treze anos de idade. Já tive diversas bandas preferidas: de Iron Maiden, Metallica e Black Sabbath a The Who, Pink Floyd e Rolling Stones. O heavy metal sempre me atraiu muito, mas o rock praticado nos anos 60 e 70 é fascinante e estou sempre escutando. De vez em quando, dou chance ao punk, rock alternativo, blues, até ao jazz e MPB, pra variar.

Mais matérias de João Paulo Linhares Gonçalves no Whiplash.Net.

Whiplash.Net é um site colaborativo. Todo o conteúdo é de responsabilidade de colaboradores voluntários citados em cada matéria, e não representam a opinião dos editores ou responsáveis pela manutenção do site, mas apenas dos autores e colaboradores citados. Em caso de quebra de copyright ou por qualquer motivo que julgue conveniente denuncie material impróprio e este será removido. Conheça a nossa Política de Privacidade.

Em fevereiro: 1.218.643 visitantes, 2.740.135 visitas, 6.216.850 pageviews.

Usuários online