Bruce Kulick não ficou magoado por não ser chamado de volta pelo Kiss
Por João Renato Alves
Postado em 19 de dezembro de 2025
Durante aparição no Trunk Nation, do radialista Eddie Trunk, Bruce Kulick especulou o que teria feito caso o Kiss o chamasse para assumir o lugar de Ace Frehley no início do século. Com o guitarrista fora, a banda optou por Tommy Thayer, que herdou a maquiagem e foi instruído a tocar o mais próximo possível do Spaceman original.
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"Eu realmente pensei: 'Será que vão me chamar?' Lembro de ter conversado com alguns amigos que tinham informações privilegiadas sobre a banda. Não sabia o que iam fazer, mas pensei a respeito: 'Será que conseguiria fazer isso? Será que conseguiria me tornar o Spaceman? Isso não parece muito certo.' Lembro de me sentir dividido, pois por outro lado pensava: 'Eu adoraria voltar ao Kiss, tocando em arenas enormes, viajando em jatos particulares e com todas as regalias e a fama que isso traz.' E aí, claro, não fui considerado, o que acabou sendo uma bênção disfarçada."
Questionado se ficou magoado por não ter sido convidado a retornar, Bruce negou. "Não. Eu realmente entendi a decisão deles de chamar o Tommy. Conhecia-o muito bem. Ele costumava trabalhar bastante com a banda criativamente - compondo músicas e gerenciando turnês. Trabalhou no 'Kisstory', aquele livro enorme de nove libras, ou algo assim. E sabendo que ele estava em uma banda tributo chamada Cold Gin e conseguia tocar os riffs do Ace..."
Kulick também entendeu que o fato de precisar se adaptar ao que o guitarrista original fazia poderia se tornar uma mancha em seu legado. Para tal, explicou as instruções quando entreou, em 1984. "Paul Stanley me disse 'você é o novo guitarrista do Kiss' em 1984, dias antes do lançamento do vídeo 'Animalize Live Uncensored'. Suas instruções foram: 'Queremos que toque de forma competitiva. Você sabe o que está acontecendo no mundo da guitarra e sabe do que precisamos. Você tem um pé no material vintage e, ao mesmo tempo, preciso que toque como os guitarristas modernos.' E claramente o Tommy recebeu um tipo um pouco diferente de requisito para a vaga: 'Toque os riffs do Ace'. Então, concluindo, sabendo que o meu papel era ser eu mesmo, com a minha cara, sem confusão, sem personalidade, e o outro lado da moeda sendo... eu teria arruinado a minha época se de repente aceitasse aquele emprego, se me oferecessem."
Apesar disso, Bruce sabe que aceitaria o convite caso ele viesse. "Se eles dissessem: 'Nós realmente queremos você de volta. Aqui está o salário e o seu cronograma'. Eu teria dito sim. Como poderia negar se adorava estar na banda? Esse seria o preço a se pagar… Mas eu nunca guardei rancor deles. Por que eles deveriam tocar músicas de 'Revenge' se não querem ou se não parece certo? Eu entendo. Mas, nossa, é especial quando toco esse material com outros músicos agora."
Bruce Kulick segue fazendo shows e aparições em eventos especiais ligados ao Kiss. Entre 2000 e 2023, fez parte do Grand Funk Railroad. Também lançou uma série de discos solo, além de ter tocado com outros artistas como convidado especial.
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