Mortad: Peso opressivo e brutalidade absurda
Resenha - Myth of Purity - Mortad
Por Marcos Garcia
Postado em 16 de junho de 2012
Vozes femininas guturais dentro dos estilos extremados do Heavy Metal estão se tornado mais e mais comuns, e infelizmente, muitas vezes, as moças não conseguem fugir da sombra de mitos como Sabina Classen e Angela Gossow, que criaram modelos novos, mas existem aquelas poucas que conseguem mostrar algo diferente e fazer um bom trabalho.
O quarteto MORTAD, vindos da velha Inglaterra e capitaneados por Somi Arian, vocalista de origem iraniana, é um desses e acaba de soltar o seu primeiro Full Lenght, 'The Myth of Purity', via Metal Hammer.
O disco em si é um autêntico torpedo, com peso opressivo o tempo inteiro, associados a uma brutalidade absurda, muita técnica e alguma melodia em seus solos de guitarra, sem priorizar a velocidade (embora a usem vez por outra), além de letras para lá de azedas, atirando firme contra o stablishment.
Apoiados por uma gravação limpa e intensa (já que a produção foi feita pelo experiente Russ Russel, que já trabalhou com nomes como NAPALM DEATH, DIMMU BORGIR, entre outros), não poderia deixar de ser um CD ótimo, com riffs e solos de guitarra bem compostos e postados, baixo sempre ali dando peso (e deixando de fazer apenas o feijão com arroz em alguns momentos), bateria bastante técnica, sempre pesada e bem variada, fazendo com que o trabalho da banda não fique enfadonho, e vocalizações insanas e competentes o tempo todo, sem serem apenas urros e gritos sem sentido. A capa não é muito complexa ou trabalhada, mas bem chamativa e expõe bem o conteúdo lírico da banda.
Gustavo Anunciação Lenza | Roberto Luis Pertsew | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Luis Alberto Braga Rodrigues | Reginaldo Manuel Soares de Faria | Paulo Eduardo Farias | Thomas Wisiak | Rogerio Antonio dos Anjos | Miguel Angelo Leal | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Musicalmente, o Death Metal técnico do quarteto se mantém em um nível alto durante todo o disco, mas há destaques nas faixas 'All That's Born Must Be Destroyed', que começa com uma esporreira daquelas, mas logo vira uma música bem trabalhada e contagiante, mesmos elementos encontrados em 'Waste of my Rage'; na cadenciada, técnica e densa 'Mirage'; a agressiva e variada 'The Myth of Purity', com ótimas vocalizações da parte de Somi, que mostra-se mais uma grata revelação do estilo, bem como os ótimos riffs e solo de guitarra (este então mostra forte apelo melodioso), e a bateria mostra bastante técnica; e na avassaladora 'The Voice', outra pancada instigante, densa, climática e agressiva, com excelente trabalho de guitarras e vocalizações, com trechos cantados em persa e que tem vídeo oficial bem famoso na net, e a música é uma homenagem da banda à Neda Agah Soltan, uma jovem morta em 2009 em protestos pró-democracia e Direitos Humanos básicos no Irã (Uma curiosidade: o nome Neda significa 'voz'), ou seja, versa contra os abusos de teocracias no nosso mundo.
Uma das grandes revelações do ano, sem dúvida!
The Myth of Purity - Mortad
(2012 - Metal Hammer - Importado)
Tracklist:
01. All That's Born Must Be Destroyed
02. Waste of My Rage
03. The Heights
04. Mirage
05. Feels Like Suffocation
06. The Myth of Purity
07. I'm Not Interested in Being Interesting
08. By Default
09. The Voice
10. That Which is Humane
Formação:
Somi Arian – Vocais
Jonathan Hughes – Guitarras
Joseph Perumal – Baixo
Szymek Lawik – Bateria
Contatos:
https://www.facebook.com/mortadmetal
http://www.reverbnation.com/mortad
http://www.mortad.net/
http://www.myspace.com/mortadmetal
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