A música do Rush que é a mais difícil de tocar entre todas, segundo Geddy Lee
Por Gustavo Maiato
Postado em 22 de maio de 2026
Geddy Lee e Alex Lifeson voltaram a movimentar o nome Rush nos palcos com a turnê Fifty Something, agora com a baterista alemã Anika Nilles e o tecladista Loren Gold. A excursão terá passagem pelo Brasil em 2027, com shows em Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília. As datas brasileiras estão marcadas entre 22 de janeiro e 4 de fevereiro.
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Em entrevista a Rick Beato, Geddy Lee explicou que, depois de mais de dez anos sem tocar o repertório do Rush em turnê, não basta confiar na memória muscular. Segundo ele, é preciso reaprender as músicas, recolocar os dedos em forma e só depois acrescentar as partes vocais.
Ao ser questionado sobre a música mais difícil de tocar, Geddy citou "YYZ" como uma das mais exigentes em termos de consistência. O baixista explicou que a faixa está "travada" em sua memória, porque foi tocada por muitos anos, mas isso não elimina a dificuldade. Para ele, a diferença está na fluidez da execução, que depende de prática constante.
"Você poderia dizer 'YYZ'. Mas toquei essa música por tantos anos que ela está travada em mim. Não vai embora. Mas o quão suave ela sai depende do tempo que você dedica a ela", afirmou Geddy na conversa com Beato.
O músico também lembrou que, para Neil Peart, "Tom Sawyer" costumava ser a música mais difícil de tocar. Geddy, porém, disse que a faixa não é especialmente complicada para o baixo. A dificuldade maior, no caso dele, aparece quando precisa cantar e tocar partes que seguem caminhos diferentes.
Foi nesse ponto que ele citou "The Anarchist", do álbum Clockwork Angels. Segundo Geddy, cantar o refrão enquanto toca a linha de baixo está entre as tarefas mais difíceis que executa no repertório do Rush.
"Uma música como 'The Anarchist', por exemplo, tem um refrão em que tocar e cantar é uma das coisas mais difíceis que faço, porque as duas partes estão em mundos diferentes", disse.
A solução, segundo o vocalista e baixista, não tem segredo: repetição. Geddy afirmou que toca a passagem até não precisar mais pensar nela. Só então consegue cantar, tocar e manter o controle da performance.
A resposta mostra por que o Rush sempre foi uma banda associada à precisão técnica. A dificuldade não está apenas em tocar notas rápidas ou compassos complexos. No caso de Geddy Lee, o desafio também envolve coordenar baixo, voz, teclados e presença de palco ao mesmo tempo.
Com a nova turnê, esse repertório volta ao centro da atenção. E, segundo a própria divulgação dos shows, Lee e Lifeson estão trabalhando cerca de 40 músicas para variar os setlists ao longo da excursão.
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