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Kim Kehl & Os Kurandeiros: Disco indicado a todos os gostos

Resenha - Mambo Jambo - Kim Kehl & Os Kurandeiros

Por Luiz Carlos Barata Cichetto
Em 09/06/12

Se o primeiro disco de Kim Kehl e os Kurandeiros parecia meio perdido em estilos, esse "Mambo Jambo" traz Kim e sua banda ao que deve ser seu estilo fundamental: Rock'n'Roll.

Já na primeira faixa "Cocada Preta", falando de tradições brasileiras, o disco mostra ao que veio. A segunda "A Galera Quer Rock", começa com um grito de "Rock'n'Roll" num estilo vocal que homenageia um dos grandes, o mestre Johnny Winter". E além de reafirmar que o ouvinte está diante de um disco de Rock, a letra é meio autobiográfica, com Kim deixando meio claro que quando ele navegou por mares nem tão metálicos, a galera o reconhecia e queria Rock.

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"A Bomba (do Amor)" começa com um tecladinho e uma guitarra meio Jovem Guarda e é por ai que a música vai, embora a letra seja um alerta político bem interessante. Boa forma esta que Kim achou de falar sobre coisas sérias demais. Para algumas pessoas essa música pode parecer "out to date", "hipponga", essas coisas, mas acho que mostrar os caminhos errados que a humanidade anda trilhando é sempre positivo. Detalhe, num determinado momento a música se transforma num "rap", numa atitude que demonstra que não podem existir preconceitos musicais e artísticos quando o assunto é "salvar a humanidade" com "A Bomba do Amor".

Ademir Barbosa Silva | Alexandre Faria Abelleira | Andre Sugaroni | André Silva Eleutério | Antonio Fernando Klinke Filho | Bruno Franca Passamani | Caetano Nunes Almeida | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Eduardo Ramos | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cristofer Weber | César Augusto Camazzola | Dalmar Costa V. Soares | Daniel Rodrigo Landmann | Décio Demonti Rosa | Efrem Maranhao Filho | Eric Fernando Rodrigues | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Filipe Matzembacher | Gabriel Fenili | Helênio Prado | Henrique Haag Ribacki | Jesse Silva | José Patrick de Souza | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcelo H G Batista | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Reginaldo Tozatti | Ricardo Cunha | Ricardo Dornas Marins | Sergio Luis Anaga | Sergio Ricardo Correa dos Santos | Tales Dors Ciprandi | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Tom Paes | Vinicius Valter de Lemos | Wendel F. da Silva

"Vampiro", a quarta faixa, poderia remeter à lembrança de uma música homônima de Jorge Mautner, mas o que percebo ali é uma espécie de retorno às raízes de Kim, com uma composição típica do estilo Lírio do Vidro e Patrulha do Espaço, com um solo de sax tenor maravilhoso de Otavio Lopes "Bangla".

"O Kurandeiro" ponteada com a lap steel de Marcos Ottaviano e com a presença constante da percussão de Carlos "Ligeirinho" Mota, onde rola até mesmo uma cuíca. A letra, uma demonstração de que KK&K faz questão de misturar elementos culturais progressistas do Rock ao misticismo mais popular.

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Já, "O Jogador", única música que não é composição da banda, tem a presença marcante do estilo de seus compositores, Lú Stopa e Kid Vinil. Os destaques para mim são a bateria de Fabio Scattone e a tecladeira de Nelson Ferraresso.

"Hey Mãe" lembra nitidamente a influência da considerada Rainha do Rock Brasileiro, Rita Lee, com participação de Ayrton Mugnaini Jr no baixo.

Já "Os Brutos Também Amam", título homônimo a um filme e uma música brega ai da década de 70, na voz de Agnaldo Timóteo, começa com um solo de guitarra muito bonito e poderia muito bem figurar no repertório de qualquer dupla sertaneja. Será que é influência da vivência de Kim com elas? Mas o solos de guitarra de acabam salvando a música.

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"Maria Maluca", com destaque ao piano de Nelson e a percussão do grande Carlinhos Machado, em minha opinião é uma música que muito bem poderia ficar de fora do disco que não iria fazer falta.

Afinal, a última faixa recupera o pique desse "Mambo Jambo" e entra no fértil terreno do Blues, novamente com a participação da guitarra de Marcos Ottaviano e contando com o piano de Adriano Grineberg. Maravilhoso som.

Em resumo, "Mambo Jambo" de Kim Kehl e os Kurandeiros" é um disco indicado a todos os gostos, do roqueiro não radical ao sujeito acostumado a coisas mais tranqüilas. Mas o principal resultado desta mistura de rítmos e cultura tupiniquim é criar um suco cultural altamente palatável saído de um liquidificador musical chamado KK&K.

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Kim Kehl & Os Kurandeiros
Mambo Jambo
Ano: 2008
Gravadora: Independente
Músicos: Kim Kehl (Guitarra, Slide, Violões, Vocais)
Rod Filipovitch (Guitarra)
Nelson Ferraresso (Hammond, Rhodes, Piano)
Fábio Scattone (Bateria)
Lu Stopa (Baixo)

Participação:
Ayrton Mugnaini Jr. (Baixo)
Marcos Ottaviano (Guitarra, Lap Steel)
Edu Gomes (Guitarra)
Adriano Grineberg (Piano)
Carlos "Ligeirinho" Mota (Percussão)
Carlinhos Machado (Percussão)
Otavio Lopes "Bangla" (Sax Tenor)
Faixas: 1 – Cocada Preta
2 – A Galera Quer Rock
3 – A Bomba (do Amor)
4 – Vampiro
5 – O Kurandeiro
6 – O Jogador
7 – Hey Mãe
8 – Os Brutos Também Amam
9 – Maria Maluca
10 – Rabo de Saia
Síte: http://www.myspace.com/kimkehleoskurandeiros
Contato: [email protected]

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Nota: 8

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Sobre Luiz Carlos Barata Cichetto

Sou Barata, nascido Luiz Carlos, no dia do Anti-Natal, do ano da Graça do nascimento de Madonna, Michael Jackson, Bruce Dickinson, Cazuza e Tim Burton. Sou poeta, escritor, produtor e apresentador de Webradio, produtor de eventos e procuro pagar as contas trabalhando com criação de sites. Crescí escutando Beatles, Black Sabbath, Pink Floyd e Led Zeppelin. Participei da geração mimeógrafo nos anos 1970, mas quando chegaram os filhos, deixei de ser poeta e fui tentar ser homem, o que no entender de Bukowiski é bem mais difícil. Escrevo poemas desde que comecei a criar pêlos.... nas mãos. Trabalhei como office-boy, bancário, projetista de brinquedos e analista de qualidade. No final do século XX, acordei certo dia de sonhos intranquilos e, transformado em um ser kafkiano, criei um projeto cultural na Internet nos moldes dos antigos panfletos mimeográficos. Mesmo antes de meu processo de metamorfose, nunca deixei de cometer poemas, contos e crônicas. E embora tenha passado dos três dígitos o numero de textos escritos, nunca ganhei um prêmio literário. Fui apaixonado por Varda de Perdidos no Espaço, Janis Joplin, Grace Slick e Sonja Kristina; casei quatro vezes e tenho dois filhos, Raul e Ian. Atualmente sou também editor, costureiro e colador de livros, num projeto de editora artesanal.

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