Iron Maiden: "Killers", muito além dos filhos do ódio
Resenha - Killers - Iron Maiden
Por Guilherme A. Ferrari
Postado em 31 de maio de 2012
Nota: 10 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Após 30 anos de estrada e uma trajetória impecável no Heavy Metal, O Iron Maiden lançou álbuns inesquecíveis, entre eles "Killers (1981)" merece destaque. Não só pelo hino "Wrathchild", mas pela qualidade sonora ainda que prematura da banda, e por ser fator decisivo na definição de estilo e compreensão do gênero que observamos hoje.
O ano era 1981. O rock estava em alta (vide "Diary of madman" – OZZY OSBOURNE,"Moving Pictures" - RUSH, "Tattoo You" – THE ROLLING STONES como exemplo), o Heavy Metal nascia mas os estilos oscilavam quando Steve Harris e sua trupe, após o excelente "Iron Maiden (1980)", se firmaram num som ainda mais rápido e pesado, mas ao mesmo tempo incrivelmente harmonioso, com a peculiaridade punk que seu vocalista PAUL DI’ANNO conferia, num álbum único e inesquecível. "Killers" foi um pilar incontestável para a difusão da vertente mais amada do Rock’n‘Roll , apresentou ao mundo o talento de Adrian Smith (substituindo Dennis Stratton) e de praxe foi o marco inicial de Martin Birch, um dos produtores musicais mais renomados de todos os tempos, que encabeçou a partir dali a produção da Donzela até "Fear Of The Dark (1992)".
"The Ides Of March" é o instrumental que abre o disco. Os rudimentos simples de Clive Burr casam pefeitamente com os longos melódicos de Dave e Adrian. O resultado é uma abertura seca e empolgante, onde a "mutilação" do Killers tem início. "Wrathchild" dispensa comentários. O baixo insano de Steve, as guitarras vibrantes de fundo, a virada simples de Burr num dos refrões mais grudentos da donzela, a rebeldia de Diano que praticamente "esmurra" o estômago do ouvinte, fazem desse um dos maiores clássicos da banda e propriamente merecido reconhecimento dos fãs. "Murders In The Rue Morgue" é outro som que "obriga" a banda a seguir os compassos acelerados do baixo de Harris. A introdução é como o doce que o assassino oferece antes de "explodir" o ouvinte com mais um refrão memorável. A letra é das melhores do disco baseada na obra homônima de Edgar Allan Poe, um clássico da literatura inglesa.
"Another Life" é a machadinha que parte a cabeça em mil pedaços. A canção esbanja solos incríveis, mostrando o entrosamento ainda cedo, mas já em grande sintonia de Dave e Adrian que se firmariam sem dúvida entre os melhores guitarristas do estilo e a passar pelo MAIDEN. "Genghis Khan" tem uma sonoridade curiosa, aproxima-se de uma agradável passagem de som disponibilizada aos fãs. Sem solos muito elaborados é um instrumental simples e eficiente, uma deixa para o "aguarde" do ouvinte.
Em "Innocent Exile" as metralhadas de Steve retomam como balas que penetram o corpo e a alma de quem pode ouvir. Aqui vemos um MAIDEN mais cadenciado, porém com um harmônico absolutamente indefectível. Quanto a "Killers", é realmente brilhante. Mais uma exibição de gala em harmonia de Dave e Adrian. Steve em mais uma linha incansável. Di’anno inesquecível. Não à toa essa canção detém o posto da matança de 1981.
Na sequência, "Prodigal Son" é o pedido de perdão. Com andamento calmo e riffs instigantes, Di’aano também é destaque, com grande desempenho agora numa faixa suave e calma. "Purgatory" retoma a velocidade e o peso. Aqui Di’anno descarrega o restante de sua energia punk . As guitarras afinadíssimas, o baixo em velocidade ímpar, a bateria de Clive como rodas para fugir do Purgatório e o refrão mais que contagiante confere a esse som um dos preferidos dos velhos (bons) fãs e uma das melhores do disco.
"Drifter" fecha a conta com a harmonia encontrada e definida. Mais guitarras afinadas, mais baixo intenso, e a despedida em êxtase de PAUL DI’ANNO nos seus melhores tempos em sua última gravação com a Donzela.
Dessa forma, Killers é sem dúvida um marco em toda a história do heavy metal. Um disco que é frequentemente lembrado pelos fãs por "Wrathchild" e esquecido nos shows da banda desde meados de 2005 merece uma visão e revisão, e principalmente respeito. Merece ser lembrado e DEVE ser ouvido por qualquer fã, seja de Rock ‘n’ Roll, Metal ou de qualquer outro gênero que aprecie a música de qualidade, feita numa época eternizada e decisiva para a história cultura mundial. Sem mais, KILLERS é daqueles para você guardar como relíquia e passar para o seu filho despertar os "assassinos" quando Gusttavo Lima, Michel Teló e afins insistirem em tentar "pegá-lo".
Track-List
1. "The Ides of March" (instrumental)
2. "Wrathchild"
3. "Murders in the Rue Morgue"
4. "Another Life"
5. "Genghis Khan" (instrumental)
6. "Innocent Exile"
7. "Killers"
8. "Prodigal Son"
9. "Purgatory"
10. "Drifter"
Outras resenhas de Killers - Iron Maiden
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Foo Fighters abrirá show do AC/DC logo após o Rock in Rio
A banda dos anos 60 que Ritchie Blackmore colocava acima dos Beatles e de Jimi Hendrix
Paul McCartney elege os 3 maiores bateristas do rock de todos os tempos
As duas faixas do "The Number of the Beast" que Bruce Dickinson e Steve Harris detestam
Para Kerry King, "Black Album" é a maior conquista do Metallica
John Myung não se importa pelo som do baixo não aparecer tanto nas músicas do Dream Theater
Com cover do Sepultura, Angelus Apatrida anuncia EP "The Reckoning"
A canção de metal que é a "melhor música do mundo" de acordo com Jack Black
Netflix se defende de acusações da banda Demon Hunter
São Paulo sedia a primeira corrida oficial do Iron Maiden no mundo
A música do Rush que Neil Peart considerava um passo importante na história da banda
As 10 músicas mais rápidas do Metallica pela média de batidas por minuto
After Forever acrescenta Brasília à turnê comemorativa de 25 anos de "Decipher"
A opinião de Regis Tadeu sobre o saudoso Frank Beard, do ZZ Top
O clássico do progressivo que fez Geddy Lee querer levar o Rush a caminhos mais ambiciosos


De Black Sabbath a Babymetal, 50 músicas que formam a playlist definitiva do heavy metal
De Pretenders até Judas Priest, os 20 melhores discos de 1980, segundo a Louder
10 vezes em que o Iron Maiden deixou metal de lado e mergulhou no prog sem medo
"Comemore a felicidade, mas não pense que você a merece", diz ex-Iron Maiden
A banda jovem que superou expectativas de Slash: "Não sabia onde iam parar"
Blaze Bayley diz que compor com Steve Harris supera show em São Paulo
Blaze Bayley sobre o documentário: "Não era um filme do Iron Maiden feito por eles"
Os 50 anos de "Journey To The Centre of The Earth", de Rick Wakeman
Guns N' Roses: o último grande álbum de rock feito a mão


