Unearthly: "Baptized in Blood! I Matched to War!"

Resenha - Flagellum Dei - Unearthly

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Por Plínio Alves
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Nota: 9


Eis que estava chegando em casa, feliz e contente, quando senti um leve cheiro de ENXOFRE. Então escuto a voz da minha mãe dizendo: "Meu FILHO, seus lindos CDs do Uneartlhy chegaram!" E logo saí correndo feliz e SALTITANTE, desengonçado, como criança que caminha em campos formosos.

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Enfim, deixando a PASMACEIRA de lado, "Flagellum Dei" do Uneratlhy é de TREMER BOQUINHA. Enfim, a primeira canção, "7.62", começa com uma linda passagem acústica, e recaindo em porradeiro que abre o disco com VIGOR, e riff de guitarra viciante. "Baptized in Blood" possui um andamento mais viscoso, por ora brutal. O trecho "Baptized in Blood/I matched to war/in the name of God/and my insanity" é doentio e maravilhoso. A canção conta com um riff extremamente arrastado de guitarra. Apaixonante.

"Flagellum" começa com uma andamento de bateria e riffs que mais lembra uma artilharia de guerra. Com um andamento mais pausado, destaque para a bateria devastadora. "Black Sun" começa somente com a bateria, possui um andamento mais cadenciado, e Felipe Eregion eleva sua voz em "From Hell and back/Under the black sun" como cavalheiro que emerge em meio a campo de batalha. "Osmotic Haeresis" começa mais porradeiro, porém ganha cadenciamento com belas cavalgadas nos riffs de guitarra. A música trata-se basicamente de quem não possui religião e não acredita em nenhum Deus, portanto, aquele que nasceu e permanece herético.

"My Fault" possui uma melodia notória, e um solo de guitarra relevante e com profissionalismo. No refrão podemos contar com uma espécie de técnica "tapping", seguidos de power chords que ecoam ao infinito, que de fato dão uma estrutura bem característica para canção. "Eye For an Eye" habita em uma esfera agressiva, liricamente falando, quando Eregion pronuncia com ódio singular "Death by death/Anti-God rise up". A canção ganha andamento mais arrastado, como soldados que enfretam tempestades de neve em meio ao caminho, sendo encerrado com belos "sweeps" de guitarra.

"Lords Of All Battles" conta com elementos bem distintos vistos até então; uma linha de palhetadas constituem harmonia de fundo, intercalados a riffs cavalgados. Um solo de guitarra é executado de forma estupenda. Para quebrar o gelo "Limbus" trata-se de um instrumental, com natureza sinistra, para a sucessora "Insurgency". "Insurgency" possui extremo ímpeto, com andamento pausado, e com maior articulação instrumental entre os riffs. O álbum encerra-se com a mesma linda passagem acústica encontrada no começo do disco, com uns toques acrescentados, como cavalheiros de guerra que retornam exaustos para casa.

Para quem ainda tinha alguma dúvida sobre o Unearthly ser um dos grandes expoentes do atual Black/Death, essa dúvida acaba de ser dissipada com "Flagellum Dei".

Escala de Notas:

Nota 666 - Você jamais chegará aqui
Nota 10 - Deus do Metal
Nota 9,0 - Satã esta feliz por você
Nota 8,0 - Promissor
Nota 7,0 - Excelente
Nota 6,0 - Bom
Nota 5,0 - Entre "bom" e "precisa melhorar"
Nota 4,0 - Desce quadrado
Nota 3,0 - Você não conseguirá sua passagem para o INFERNO tocando deste jeito
Nota 2,0 - Lastimável
Nota 1,0 - HARMONIA do Samba
Nota Zero - Acidente Vascular Cerebral


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Sobre Plínio Alves

Plínio Alves, formado em Administração de Empresas, blogueiro nas horas vagas. O primeiro contato com o Heavy Metal se oficializou aos 11 anos de idade com um um CD do Nirvana, "Nevermind". Depois deste marco, a paixão pela música pesada se desencadeou de forma bem natural e prazerosa. Dois anos depois, estarrecido com o som pesado e provocador de bandas de Death e Black Metal, se tornou um fã de carteirinha do estilo. Embora seja fã de estilos específicos, declara ter afinidade com qualquer rótulo musical dentro do Heavy Metal, sem preconceito algum. Duas bandas que resumem sua vida: Alice in Chains e Deicide. Os demais textos do autor podem ser vistos no blog Polêmico Rock.

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