Unearthly: Os caras hoje são o Behemoth brasileiro

Resenha - Flagellum Dei - Unearthly

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Por Durr Campos
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Nota: 9

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


Após um álbum tão bom quanto “Age of Chaos”, editado em 2009, era de se esperar algo de bombástico vindo dos cariocas do Unearthly. Pois bem, já no apagar das luzes de 2011 eis que surge em meio à escuridão “Flagellum Dei”, opus que já nasceu clássico. Tamanha euforia não aceita ser tachada de exagerada, portanto leia nas próximas linhas o porquê de tamanho furor por parte da mídia especializada pelo mundo e, lógico, aqui mesmo no Whiplash.Net. Para se ter uma ideia do impacto este meu texto contabiliza a quinta resenha sobre o disco em menos de 60 dias aqui no site.
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Logicamente que a essa altura os caríssimos leitores já saibam que “Flagellum Dei” fora gravado na Polônia, no folclórico Hertz Studios, mesmo local que gerou obras incontestáveis de bandas como Vader, Hate e Behemoth, para ficarmos nas mais próximas da sonoridade atual do Unearthly. Cada centavo investido valeu a pena a meu ver, pois a qualidade sonora é, no mínimo, esplendorosa. Capitaneadas pelos irmãos Wojtek e Slawek Wieslawscy, as atuações individuais dos músicos agregaram um peso único ao conteúdo, mas deixando tudo extremamente audível.

Tentei, mas não dá para fugir de algo que já se tornou clichê: os caras hoje são o Behemoth brasileiro! Entretanto, de maneira alguma faço deste comentário algo a servir de bode expiatório a falácias pela Internet dizendo que falta originalidade ao quarteto, muito pelo contrário. Compará-los ao maior nome do metal negro polonês da atualidade é agregar ainda mais valor ao produto que tenho em mãos, ainda mais se somarmos o surpreendente cuidado com que a Shinigami Records teve ao confeccionar esta versão digipack de luxo. Mas falemos das canções.

“7.62”, faixa de abertura, mostra o nível de inspiração pelo qual passava a banda à época, bem como as duas seguintes: “Baptized in Blood” e a maravilhosa “Flagellum”. As letras, inteligentemente explicadas no encarte por Eregion (vocal e guitarra), abordam temas diversos sobre o comportamento humano, tudo devidamente sonorizado pelos riffs maléficos de Vinnie Tyr e o baixo onipresente do M. Mictian, praticamente o Steve Harris do andar de baixo, se é que me faço entender. “Osmotic Haeresis”, certamente um dos pontos altos de “Flagellum Dei”, conta com nada mais nada menos que o ex-Morbid Angel e atual Nader Sadek Steven Tucker nos vocais. Outro destaque está em “Limbus”, onde podemos perceber a mestria com que o baterista Rafael Lobato imprime suas levadas e blast beats. Guardem o nome deste rapaz! Por fim, mas não menos importante, faço menção honrosa à espetacular “Black Sun (Part I)”, uma perfeita combinação entre metal extremo e ritmo nordestino. Antes de torcer o nariz, fica a dica para conferir esta que pode ser uma das músicas mais bacanas dos últimos anos.

Em suma, senhoras e senhores, “Flagellum Dei” não só é o melhor álbum já lançado pelo Unearthly como serve de exemplo a quem só sabe reclamar alegando que a cena metálica brasileira anda mal das pernas e não possui público para apreciá-la. Querem saber como se faz metal de verdade para apreciadores de fino paladar? Escutem isso aqui no talo!

Unearthly – Flagellum Dei
Shinigami Records – 2011 – Nacional

Tracklist:
01. Seven Six Two
02. Baptized in Blood
03. Flagellum
04. Black Sun (Part I)
05. Osmotic Haeresis (Part II)
06. My Fault
07. Eye for an Eye
08. Lord of All Battles
09. Limbus
10. Insurgency
11. Exterminata

Line-up:
Eregion – Vocais e guitarra base
Vinnie Tyr – Guitarra solo
M. Mictian – Baixo
R. Lobato – Bateria

Links relacionados:
http://www.theunearthly.com
http://www.facebook.com/unearthly.official

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Sobre Durr Campos

Graduado em Jornalismo, o autor já atuou em diversos segmentos de sua área, mas a paixão pela música que tanto ama sempre falou mais alto e lá foi ele se aventurar pela Europa, onde reside atualmente e possui família. Lendo seus diversos artigos, reviews e traduções publicados aqui no site, pode-se ter uma ideia do leque de estilos que fazem sua cabeça. Como costuma dizer, não vê problema algum em colocar para tocar Napalm Death, seguido de algo do New Order ou Depeche Mode, daí viajar com Deep Purple, bailar com Journey, dar um tapa na Bay Area e finalizar o dia com alguma coisa do ABBA ou Impetigo.

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