Sacrificed: Metal brasileiro está em crise?

Resenha - Path of Reflections - Sacrificed

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Por Arthur Matos, Fonte: Just Kill The Time
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O metal brasileiro passa por momentos no mínimo controversos. Não é segredo pra ninguém as constantes declarações inflamadas de alguns nomes da "cena" nacional no que diz respeito a falta de apoio do público, estrutura falha e outros aspectos diversos. Digamos que esse é um terreno nada amistoso e com toda a certeza existem muitos argumentos "prós" e "contras" no que diz respeito a esse assunto. Agora uma coisa não podemos negar. Se há alguém nesse mundo que argumenta que o metal brasileiro é inferior ao produzido em terras estrangeiras esse alguém precisa rever seus conceitos. Basta ouvir trabalhos de bandas (atuais) como Lycanthropy, Omfalos, DarkTower, Shadowside, ou até mesmo as clássicas como o Sepultura e o seu excelente "Kairos" para perceber que temos qualidade de sobra para competir com os gigantes "gringos". E é dessa "cena" que mais um lançamento de peso dá as caras nesse segundo semestre de 2011. Trata-se da banda mineira Sacrificed com o não menos que excelente debut "The Path Of Reflections".
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Lançado em setembro pela Shinigami Records antes mesmo do prazo estipulado, o álbum já começa impressionando com sua arte magnífica concebida por Carlos Fides, da Art Side. Realmente um trabalho primoroso. Mas de que adiantaria uma arte linda se as músicas não correspondessem a embalagem? Nada. Ainda bem que o álbum cumpre o que anuncia. Gravado no WZ Estúdio e no Estúdio Kojima, "The Path Of Reflections" é um trabalho que "passeia" livremente dentro de quase todos os gêneros do Heavy metal mantendo mesmo assim, uma identidade única. Temos aqui um peso absurdo na maioria das faixas, sendo que em alguns momentos os riffs remetem a algo da cena suéca de death metal. Aliando isso ao bom vocal de Kell Hell, ao instrumental impecável e obviamente à ótimas composições só poderíamos "dar de cara" com um registro memorável.

Não fosse a produção, que no final das contas acabou prejudicando o vocal (em determinadas partes as guitarras estão altas demais), eu arriscaria a dizer que esse é um dos melhores álbuns de estréia que já ouvi. Obviamente ainda estão no primeiro Full-Length, e se agora já conseguiram soltar um trabalho como esse o que esperar do futuro? Pouca coisa é que não é. Destaques para "Soulitude", "Endless Sin", "Before A Dream" e "Red Garden". Minas ataca novamente! Mais que recomendado. Kill The Time!

Tracklist:

1. Winds Of Liberty
2. Soulitude
3. Endless Sin
4. Walking Through Flames
5. Before A Dream
6. Call Of Insanity
7. Red Garden
8. Prison Mind
9. Far Away To Feel
10. The Truth Beneath The Laments

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Sobre Arthur Matos

Nascido no Triângulo Mineiro, Arthur Matos trabalha no mercado livreiro e é fundador e editor do site Just Kill The Time. Estudante de Relações Internacionais e administração, teve contato com o Rock desde cedo e logo se viu imerso em um mundo onde não há saída. Fã de (quase) todas as vertentes do Rock, tenta ajudar a cena que tanto gosta de uma forma ou de outra, seja trabalhando com bandas, comprando um CD ou vendendo os mesmos. Acredita que Varg é o gênio do mal mais talentoso do mundo. Também acredita que o Iron Maiden nunca deveria acabar.

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