Nightwish: Dignamente um álbum não menos que genial
Resenha - Imaginaerum - Nightwish
Por Guto Heyerdahl
Postado em 10 de dezembro de 2011
Nota: 9 ![]()
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Vagando aqui pelo Whiplash.net dias atrás resolvi reler as resenhas de "Dark Passion Play", álbum do NIGHTWISH lançado em 2007 e o primeiro com a vocalista ANETTE OLZON. As críticas em geral levavam como um fator negativo o fato de ANETTE não parecer à vontade cantando músicas que não haviam sido originalmente escritas para sua voz. Este problema, e muitos outros (como o fato de o NIGHTWISH ter começado a parecer uma cópia de si mesmo), foi resolvido em "Imaginaerum", sétimo álbum de estúdio da banda comandada pelo tecladista TUOMAS HOLOPAINEN.
A primeira coisa a se saber sobre Imaginaerum é que se trata de um álbum conceitual, contando a história de um velho artista que, à beira da morte, relembra sua vida. Tendo isso em mente a viagem proporcionada pelas músicas se torna ainda melhor do que seria se fossem apenas músicas sem nenhuma conexão umas com as outras.
A primeira faixa, "Taikatalvi" (finlandês para Inverno Mágico) é toda cantanda, em finlandês, pelo baixista MARCO HIETELA, numa interpretação um tanto quanto bela e assustadora, emendando direto em "Storytime", primeiro single do álbum e música com pegada mais 'pop' do trabalho.
"Ghost River", terceira faixa, lembra um pouco os trabalhos do NIGHTWISH na época de Wishmaster (um pouco, eu disse UM POUCO), e é uma boa faixa.
"Slow, love, Slow" é um destaque do álbum, por apresentar uma levada praticamente Jazz sem perder a 'cara de NIGHTWISH'. Interpretação belíssima de ANETTE, com MARCO participando levemente da música.
A quinta música, "I Want My Tears Back" é sem dúvida um dos destaques do álbum. A música é ótima em todos os sentidos. Riff pesado, orquestrações na medida certa, linhas de voz inspiradas e belíssima letra. Destaque para o solo dividido entre a gaita irlandesa de TROY DONOCKLEY (convidado) e EMPPU VUORINEN (guitarrista) um dos momentos mais divertidos, inspirados e inspiradores do disco.
"Scaretale" é uma música um pouco mais pesada, com um coro infantil assustador e interpretação novamente inspirada de ANETTE OLZON, magnânima neste álbum. As letra desta música foi descrita por TUOMAS como a versão NIGHTWISH de "Enter Sandman", do METALLICA.
"Arabesque", assim como a faixa final "Imaginaerum", é um instrumental feito especialmente para uma cena do filme baseado no álbum.
"Turn Loose the Mermaids", "Rest Calm" e "The Owl, The Crow and The Dove" são, comparadas com as outras, as músicas mais tranquilas do álbum, mas, especialmente a última destas, as músicas com possivelmente maior carga dramática do álbum.
"Last Ride of The Day" foi, de acordo com TUOMAS, baseada em uma volta na montanha russa. A comparação é bastante justa. A música alterna momentos rápidos, lentos, leves, pesados e um refrão que certamente será cantado a plenos pulmões pelo público nos shows da banda.
"Song of Myself" é a penúltima faixa do disco e a maior. Diferente de "The Poet and The Pendulum" (maior faixa de Dark Passion Play) e "Ghost Love Score" (maior faixa de Once) esta não apresenta nenhuma novidade específica, sendo apenas uma boa faixa fechando (pois a última faixa é um amálgama de todas as anteriores, provavelmente para os créditos do filme) dignamente um álbum não menos que genial.
Tracklist:
1- Taikatalvi
2- Storytime
3- Ghost River
4- Slow, Love, Slow
5- I Want My Tears Back
6- Scaretale
7- Arabesque
8- Turn Loose The Mermaids
9- Rest Calm
10- The Owl, The Crow and The Dove
11- Last Ride of the Day
12- Song of Myself
13- Imaginaerum
NIGHTWISH:
Anette Olzon - Voz
Tuomas Holopainen - Teclados
Emppu Vuorinen - Guitarras
Marco Hietala - Baixo/Voz
Jukka Nevalainen - Bateria
Outras resenhas de Imaginaerum - Nightwish
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