Mortage: Som tradicional feito por quem entende do assunto
Resenha - War is Not Over - Mortage
Por Christiano K.O.D.A.
Postado em 08 de outubro de 2011
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Ah, os tempos em que Mille Petrozza estava em sua melhor fase com a Kreator, no final dos anos 80/começo dos 90... época saudosa. Por outro lado, existem bandas daqui que fazem questão de manter a tradição de levar aquele thrash mais agressivo como o da banda alemã, em sua áurea época. E não, não estamos falando da excepcional Violator. Dessa vez, refiro-me a essa enorme surpresa chamada Mortage.
O trabalho foi lançado pela Kill Again Records (www.killagainrec.com), que só tem acertado a mão em seus investimentos. E muito legal constatar que não é só o death metal brasileiro, por exemplo, que está bem representado. Pois esse pessoal, oriundo de Campinas/SP, prova que o país tem uma força impressionante também no thrash metal.
O apocalipse começa com a porradaça "Storm of Fire" (confiram clipe no final), sendo que essa raiva atravessa o disco todo, com músicas relativamente longas, mas sem soarem enjoativas, muito pelo contrário. "The War is Not Over" é um vício!
Outra grande composição é "Violent Hatred", também avassaladora. Aliás, vale dizer que a maior parte do play tem um pé fundo no acelerador. Mas a melhor mesmo é "Kill Human to Clean The World", com uma estrutura muito bem criada, e bumbos duplos infernais no meio da canção. E a faixa-título, assim como "Victims of Faith", contam até com blast beats! BRUTAIS!
Nessa violência emanada pela Mortage, os caras capricham nas guitarras. Putz, é um número imensurável de riffs excelentes. Sim, a parte mais criativa do grupo está depositada nas cordas, de longe o maior destaque do CD. Em alguns momentos, por exemplo, eles lembram o não menos brilhante Defleshed (ler resenha) nesse aspecto, talvez não no estilo de tocar, mas na competência em criar boas rifferamas.
O material gráfico é bem produzido, com uma capa bem legal, e uma estética bem bem trabalhada. A qualidade da gravação também é de qualidade muito boa, tornando o trabalho realmente empolgante.
Uma pena a Mortage ainda ser pouco conhecida no Brasil, já que o álbum pode ser considerado um dos melhores já lançados na história do thrash metal tupiniquim. É um som tradicional, mas feito por quem entende do assunto. Além do referido clipe de "Storm of Fire", assistam também a "The War is Not Over" aí embaixo.
Mortage – The War is Not Over
Kill Again Records – 2011 - Brasil
http://www.myspace.com/mortage
Tracklist
1. Storm of Fire
2. Prisoners of Lies
3. Violent Hatred
4. Soldier Remains
5. Kill Human to Clean The World
6. The War is Not Over
7. Slave of Hypocrisy
8. Victims of Faith
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Polêmica banda alemã compara seu membro com Eloy Casagrande
Confira os vencedores do Grammy 2026 nas categorias ligadas ao rock e metal
Veja Post Malone cantando "War Pigs" em homenagem a Ozzy no Grammy 2026 com Slash e Chad Smith
O rockstar dos anos 1980 que James Hetfield odeia: "Falso e pretensioso, pose de astro"
A música pesada do Judas Priest que não saía da cabeça do jovem Dave Mustaine
Produtor descreve "inferno" que viveu ao trabalhar com os Rolling Stones
Membros do Megadeth celebram chegada de último disco da banda ao topo da Billboard
A humildade de Regis Tadeu ao explicar seu maior mérito na formação da banda Ira!
Ronnie Von ativa modo super sincero e explica por que decidiu sair da RedeTV!
Mike Portnoy admite não conseguir executar algumas técnicas de Mike Mangini
A música feita na base do "desespero" que se tornou um dos maiores hits do Judas Priest
Veja Andreas Kisser de sandália e camiseta tocando na Avenida Paulista de SP
O exato momento em que Mike Portnoy soube que voltaria ao Dream Theater
A história de incesto entre mãe e filho que deu origem ao maior sucesso de banda grunge
O hit oitentista que Ronnie James Dio teria usado para escrever "Holy Diver"
Classic Rock divulga lista das 50 maiores bandas de Rock de todos os tempos
A reação de Chester à morte de seu amigo Chris Cornell, que ocorreu 62 dias antes da sua

Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
Com "Brotherhood", o FM escreveu um novo capítulo do AOR
Em 1977 o Pink Floyd convenceu-se de que poderia voltar a ousar



