A resposta de Andreas Kisser a jornalista que questionou seu rótulo de "arroz de festa"
Por Gustavo Maiato
Postado em 17 de julho de 2023
Durante entrevista ao Sonoros, o apresentador e jornalista Sérgio Martins questionou Andreas Kisser, do Sepultura, sobre seu rótulo de ser "arroz de festa". Ou seja, essa sua vontade de tocar com todo mundo e estar em vários projetos.
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"Eu ganhei o prêmio de ‘arroz de festa’. Ser um "arroz de festa" requer dedicação, disciplina e não é fácil. Além disso, é preciso humildade para tocar em diversos estilos sem perder a minha característica de tocar distorcido e pesado. Quando sou chamado para tocar, é porque buscam essa característica que me define.
Tive a oportunidade de tocar com várias bandas, como Skank, Titãs e Chitãozinho e Xororó. Na década de 2000, participei de um projeto onde músicos eram convidados para tocar junto com grandes nomes, como quando fiz um solo na música ‘Lazy’ do Deep Purple e em outras maravilhas. Sempre gostei de experimentar e ser espontâneo. Para mim, a arte é exatamente isso, sempre admirei a capacidade de compositores e músicos de violão clássico que chegam ao palco sem um repertório definido, permitindo-se explorar o momento.
Recebi convites para tocar com outras bandas, como o Paralamas, abrindo o show do Police no Maracanã. Essas experiências têm sido uma verdadeira escola para mim, pois aprendo não só musicalmente e tecnicamente, mas também como pessoa, ao ver diferentes perspectivas e abordagens no trabalho com outras bandas.
Há muito preconceito em relação ao metal, tanto de fora para dentro quanto de dentro para fora. Sempre lutei para desmistificar esses preconceitos, mostrando a importância e a popularidade do metal ao redor do mundo. O Sepultura, por exemplo, tocou em mais de 80 países em seus mais de 30 anos de história, transcendendo barreiras culturais e religiosas, unindo fãs de diversos lugares.
Eu entendo o tamanho da influência que posso ter sobre outras pessoas, principalmente jovens músicos. E isso é incrível! Quando vejo alguém pegar um instrumento por se inspirar em mim, é uma sensação indescritível. O rock e o metal têm esse poder de influenciar e inspirar a juventude a se envolver com a música, mesmo que não se tornem músicos profissionais.
É fundamental quebrar estereótipos e mostrar que o metal não é inferior a outros estilos musicais. Ele possui uma relevância cultural imensa e atrai uma base de fãs diversificada, mostrando a força e a paixão que o gênero desperta", disse.
"É preciso estar sempre em movimento"
Ainda sobre essa questão de que o roqueiro precisa ter mente aberta, em outra entrevista, Kisser disse que é preciso estar sempre em movimento no que diz respeito a suas crenças.
"As pessoas precisam tirar um pouco o ego. Ah, eu sou guitarrista e torço para o São Paulo etc. Você começa a acreditar tanto nisso que não dá espaço para crescer mais. Você tem uma ideia fixa aos 15 anos e aos 50 está falando a mesma coisa. Isso acontece com a religião, não tem espaço para argumento ou debate.
É um dogma. Ou você acredita ou não. Se não acredita, está errado. O Sepultura já foi em 80 países e cada um vê o mundo de uma forma diferente. Por que eu estou certo? Só porque fui numa certa escola, de um certo país, e li um certo livro? É uma arrogância absurda de conhecimento", concluiu.
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