Edguy: No futuro será considerado um dos melhores álbuns

Resenha - Age of the Joker - Edguy

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Por Victor de Andrade Lopes, Fonte: Sinfonia de Ideias
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"Age of the Joker" é sem dúvidas um trabalho bem produzido. Mistura a modernidade e a diversidade do último disco, Tinnitus Sanctus, com o peso de Mandrake e Hellfire Club, mas sem nenhuma grande mudança no som da banda. Os riffs, a batida e as melodias continuam inconfundíveis. Mesmo assim, há algumas pequenas novidades, a maioria trazida pelo tecladista convidado, EDDY WRAPIPROU.

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A faixa de abertura, Robin Hood, é aquela na qual a banda mais investiu: é a segunda mais longa do disco e a primeira a receber um vídeo, baseado nas aventuras do personagem que roubava dos ricos e dava aos pobres. Pena que é uma das mais fracas do álbum. Nobody's Hero, a segunda, tem o dobro do peso e da energia.

Rock of Cashel traz o grupo dividindo espaço com uma gaita de foles, algo que a banda só faz raramente, como em "Jerusalem", do Mandrake. Em seguida, vem a pesada Pandora's Box, que fica no limite entre o heavy metal e o hard rock, com um toque curioso de música country estadunidense.

Breathe e Two Out of Seven são bem parecidas, marcadas por riffs eletrônicos no teclado que lembram de longe Crestfallen, do AVANTASIA. A lenta Faces in the Darkness apresenta contrastes entre passagens leves e pesadas, seguida pela rápida The Arcane Guild, na qual EDDY WRAPIPROU mostra seu talento no órgão, instrumento cujo potencial ainda é pouco explorado no power metal. A poderosa Fire on the Downline vem em seguida.

Behind the Gates to Midnight World é a mais longa do álbum, com quase nove minutos, que foram muito bem aproveitados pelo grupo. Novamente, EDDY WRAPIPROU faz um bom trabalho no órgão, e também no piano. Para fechar o álbum, a surpresa do Age of the Joker: Every Night Without You. Como o nome sugere, é uma balada. É como se a banda tivesse economizado quase 100% dos elementos de hard rock que mostravam nos álbuns anteriores para soltar tudo na faixa de encerramento, cuja emoção lembra as baladas do BON JOVI, do AEROSMITH e do KISS.

Age of the Joker foi composto com criatividade: o ritmo e a base de cada música não traz nada de muito diferente com relação aos álbuns anteriores, mas quase todas as faixas apresentam alguma coisa que as torna únicas, e parte dessa inovação se deve ao trabalho do tecladista. Junto com Mandrake, Hellfire Club, Tinnitus Sanctus e Theatre of Salvation, será provavelmente considerado no futuro um dos melhores do EDGUY.

Tracklist:
1 - "Robin Hood" - 8:24
2 - "Nobody's Hero" - 4:31
3 - "Rock of Cashel" - 6:18
4 - "Pandora's Box" - 6:45
5 - "Breathe" - 5:03
6 - "Two Out of Seven" - 4:27
7 - "Faces in the Darkness - 5:22
8 - "The Arcane Guild" - 4:58
9 - "Fire on the Downline" - 5:47
10 - "Behind the Gates to Midnight World" - 8:56
11 - "Every Night Without You" - 4:52


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Sobre Victor de Andrade Lopes

Victor de Andrade Lopes é jornalista (Mtb 77507/SP) formado pela PUC-SP com extensões em Introdução à História da Música e Arte Como Interpretação do Brasil, ambas pela FESPSP, e estudante de Sistemas para Internet na FATEC de Carapicuíba, onde mora. É também membro do Grupo de Usuários Wikimedia no Brasil e responsável pelo blog Sinfonia de Ideias. Apaixonado por livros, ciências, cultura pop, games, viagens, ufologia, e, é claro, música: rock, metal, pop, dance, folk, erudito e todos os derivados e misturas. Toca piano e teclado nas horas livres.

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