Woslom: Bebendo na sonoridade característica da Bay Area
Resenha - Time to Rise - Woslom
Por Ricardo Seelig
Fonte: Collector's Room
Postado em 21 de julho de 2011
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Em tempos de Big 4 pra cá e pra lá, é ótimo perceber que o legado das quatro grandes bandas do thrash metal norte-americano – e mundial, vamos combinar – não se resume somente a uma turnê conjunta. Ele vai muito além, e está em todo o mundo. Um exemplo disso é a ótima estreia do grupo paulista Woslom. Lançado em 2010, "Time to Rise" bebe direto na sonoridade característica da Bay Area e vem carregado com grandes doses daquilo que de melhor o Metallica e o Megadeth fizeram em seus primeiros anos.
Formada por Silvano Aguilera (vocal e guitarra), Rafael Iak (guitarra), Francisco Stanich Jr. (baixo) e Fernando Farabote (bateria), o Woslom executa um thrash metal bastante fiel às raízes do estilo. Uma das principais qualidades da banda é a sua capacidade de criar um arsenal de riffs que impressiona, característica que, aliada aos vocais de Silvano – agressivos mas não guturais, equilibrando-se entre Dave Mustanie e o James Hetfield da época de "Kill 'Em All" -, leva o ouvinte de volta aos anos oitenta.
Um grande diferencial e um ponto muito positivo em relação à grande maioria das bandas que apostam nessa onda revival do thrash oitentista é que o Woslom consegue variar bastante de uma composição para outra, explorando um leque maior de opções e possibilidades, o que não torna a audição do álbum cansativa. Entre as faixas, destaque imediato para "Checkmate", uma pequena obra-prima com mais de nove minutos e que serve de cartão de visitas para o quarteto.
O disco impressiona muito positivamente, mostrando uma maturidade e uma qualidade que não são comuns em álbuns de estreia. A produção, feita pela própria banda, deixou os instrumentos bem na cara e, ainda que em alguns momentos poderia ser melhor, casa perfeitamente com a proposta do grupo.
O Woslom está de parabéns. "Time to Rise" é um ótimo álbum, com boas composições e uma enorme dose de autenticidade que faz falta ao heavy metal brasileiro, infestado de garotos mimados mais preocupados em lançar manifestos na internet do que produzir música de qualidade.
Ouça, você vai curtir!
Faixas:
1.Time to Rise – 3:46
2.Soulless (S.O.T.D.) - 5:28
3.Power & Misery – 8:34
4.The Deep Null – 5:10
5.Mortal Effect – 3:05
6.Despise Your Pain – 5:04
7.Downfall – 3:02
8.Checkmate – 9:18
9.Beyond Inferno – 4:02
Outras resenhas de Time to Rise - Woslom
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O gênero musical cujo nome não faz sentido algum, segundo Mikael Åkerfeldt do Opeth
O clássico do rock que mostra por que é importante ler a letra de uma música
A banda em que membros do Iron Maiden e Dio disputaram para entrar e só um conseguiu
O guitarrista favorito de todos os tempos de James Hetfield do Metallica
200 shows internacionais de rock e metal confirmados no Brasil em 2026
A sincera opinião de Pitty sobre Guns N' Roses, System of a Down e Evanescence
Prestes a iniciar sua última turnê, Megadeth estampa nova capa da Metal Hammer
A importante lição que Steve Harris, do Iron Maiden, aprendeu com o Genesis
Os clássicos do rock que estão entre as músicas preferidas de Carlo Ancelotti
O guitarrista que custou mil dólares por dia a David Gilmour; "eu queria bater nele"
Vídeo dos Mutantes tocando Beatles em 1969 é encontrado
Mark Tremonti (Creed, Alter Bridge) acredita que a IA dominará tudo em breve
Wolfgang Van Halen lidera lista do Loudwire com a melhor música de rock de 2025
Nirvana: "In Bloom" e o recado para quem canta sem entender a letra
O ícone do heavy metal que foi traficante e andava armado no início da carreira
Sete formações de bandas de Metal que nunca mais vão se reunir
Lemmy Kilmister sobre saída de Dee Dee dos Ramones: "Aquilo acabou com Joey"
Dinho lembra noite de droga com João Gordo logo que recebeu alta após queda do palco


Edguy - O Retorno de "Rocket Ride" e a "The Singles" questionam - fim da linha ou fim da pausa?
Com muito peso e groove, Malevolence estreia no Brasil com seu novo disco
Coldplay: Eles já não são uma banda de rock há muito tempo



