Thalion: Sim, os "moleques" eram bons músicos
Resenha - Another Sun - Thalion
Por Carlos Eduardo Garrido
Postado em 17 de março de 2011
Se você tem uns 20 e poucos anos e acompanhava a imprensa especializada em Metal lá pelos idos de 2004 deve se lembrar da banda THALION, ao menos das propagandas de seu álbum de estreia (e único), "Another Sun", que pipocavam em sites e revistas do gênero. Elas davam conta de que o grupo era a grande promessa do Metal Melódico brasileiro e que trilharia os passos de nomes como ANGRA e SHAMAN. Os críticos elogiaram o álbum, não que fosse dar novos rumos para o Metal, mas que era um bom disco. Nos fóruns de discussão muitos eram os depreciadores da banda, que em geral alegavam que o THALION era um produto de gravadora e que eram todos "filhinhos de papai" e por isso conseguiam espaço tão rápido na cena, enquanto outros monstros batalhavam há décadas sem o merecido reconhecimento. O fato era que o THALION era formado por músicos jovens, em média vinte anos de idade, e seus pais tendo dinheiro ou não (tanto faz), causavam algum tipo de inveja em muita gente. Mas o fato era que os "moleques" eram bons músicos.

Pois bem, com essa resenha não pretendo levantar nenhum defunto, mas esses dias me peguei ouvindo este CD deles aqui em casa e me lembrei de toda essa polêmica que existiu em torno da banda, quando do lançamento deste "Another Sun". Um ano depois, nunca mais ouvi falar deles, não sei se continuaram na música ou se seguiram outros rumos. Mas o fato é que tinham talento e poderiam ter trilhado um belo caminho, se prosseguissem mesmo com as críticas, que na maioria das vezes eram infundadas.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
O disco segue a linha do Metal Melódico, com algumas poucas passagens mais pesadas e progressivas e incursões de música clássica, mas no geral sem inventar muito. Até porque não dava para se esperar muito diferente disso de uma banda com integrantes tão jovens e seguindo um estilo, já na época, bastante saturado. Mas com o passar do tempo e com mais experiência poderiam seguir outros rumos e moldar um estilo próprio. Nunca saberemos. Ainda que sem fugir muito dos clichês do estilo, a seção instrumental era muito precisa e a dupla de guitarras era deveras afiada com riffs, melodias e solos muito bem encaixados. A voz de Alexandra Liambos tinha um tom bonito e diferenciado, porém, ainda tinha que ser mais bem lapidada para suprir eventuais deslizes. Nada que o tempo não pudesse resolver.
O disco abre com a veloz "Follow the Way", que sintetiza tudo aquilo que uma música de Power Metal deve ser, veloz, alegre, melódica e empolgante. Na sequencia uma alternância de faixas rápidas, como a excelente "Show me the Answers" e a boa "Wait for Tomorrow"; cadenciadas como a excelente e pesadona "The Journey" e a mediana faixa-título; e baladas como a bela "Life is a Poetry" e a sem sal "The Encouter" com participação do "Pagou, Eu Vou" Michael Kiske.
"Another Sun" é um bom disco de estreia, mesmo não sendo revolucionário ou espetacular, possuía faixas de grande qualidade, que exaltavam a qualidade dos músicos envolvidos e algumas outras medianas, que poderiam ser aprimoradas em futuras composições. A banda tinha um futuro promissor pela frente, mas sumiu sem deixar rastros, deixando vitoriosos aqueles que os criticavam. Como será que o THALION soaria hoje em dia, caso estivessem na ativa desde o lançamento de seu debut? Cumpriria a promessa de ser um dos grandes nomes do metal brazuca ou cairia no esquecimento da forma como aconteceu?
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