Célia Porto: tributo ao Legião em versão remasterizada

Resenha - Célia Porto Canta Legião Urbana - Célia Porto

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Por Paulo Finatto Jr.
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Nota: 5

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No ano em que o LEGIÃO URBANA completa vinte e cinco anos de história, eis que retorna às lojas um dos principais tributos à banda. O disco “Canta Legião Urbana”, da vocalista brasiliense CÉLIA PORTO, ganhou uma nova versão remasterizada pelo selo Discobertas. No entanto, o álbum altera entre altos e baixos durante as quatorze composições homenageadas.
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Ao lado de diversos músicos como Renio Quintas (teclado), Ademar Boka (bateria), Gê Mendonça (baixo), Kiko Peres e Toninho Maia (guitarras), “Canta Legião Urbana” oficialmente é o segundo registro de estúdio da cantora CÉLIA PORTO. As gravações ocorreram em 1996 e foram incentivadas por ninguém menos que RENATO RUSSO – o músico inclusive sugeriu que as versões para “Os Anjos” e “Esperando por Mim” compusessem o tributo. Entretanto, o cantor faleceu em outubro do mesmo ano e infelizmente não viu o álbum chegar às lojas – de maneira independente – no ano seguinte.

De qualquer modo, nada mais sincero do que a homenagem que a vocalista presta novamente quatorze anos depois. Embora não possua (novos) arranjos excepcionais em todas as composições, não há como dizer o contrário sobre o álbum: CÉLIA PORTO é uma cantora extremamente competente. “Maurício”, com um instrumental mais suave, resume claramente a qualidade da vocalista com o microfone em mãos. É verdade que as versões para “Vinte e Nove” e “Teatro dos Vampiros” não funcionam exatamente bem (deixam transparecer um instrumental artificial), mas “Esperando por Mim” e “Eu Sei” mostram que há uma proposta verdadeiramente diferenciada por trás do CD.

É verdade que CÉLIA PORTO não reproduziu a vertente mais rock n’ roll do LEGIÃO URBANA com maestria nesse disco. Embora seja (muito) interessante buscar uma identidade própria em um tributo, muitos fãs da banda brasiliense liderada por RENATO RUSSO podem torcer o nariz para a proposta mais intimista da vocalista. De qualquer modo, há suspeitas de que seria mais bacana investir em composições mais cadenciadas a tentar soar uma coisa que não é em faixas como “Daniel na Cova dos Leões” e “Química”.

No entanto, há outras músicas que se distanciam dessa proposta – provavelmente errônea – que se repete em “Há Tempos” e “Baader-Meinhof Blues”. Com uma sonoridade mais alegre, “Os Anjos” se destaca sobre as faixas anteriores de “Canta Legião Urbana”. Da mesma forma, “Pais e Filhos” – quem sabe o ponto mais alto de todo o álbum – mostra mais uma vez as qualidades evidentes da voz de CÉLIA PORTO. O arranjo mais emotivo que essa música possui se encaixou perfeitamente à proposta do CD – que pareceu um pouco esquecida em outros momentos.

Entre as curiosidades que cercam o álbum, o apoio de RENATO RUSSO foi fundamental para a concretização do sonho de CÉLIA PORTO em regravar as músicas do LEGIÃO URBANA. O cantor disse um dia para ela: “vá em frente, este será um belo disco!”. Embora tenha escolhas equivocadas em sua parte instrumental, o líder de um dos maiores ícones do rock brasileiro estava certo sobre o potencial da vocalista. A verdade é que disco poderia ter obtido um resultado muito mais satisfatório – porque capacidade para isso CÉLIA PORTO mostrou que tem de sobra.

Site oficial: www.celiaporto.com.br

Track-list:

01. Maurício
02. Vinte e Nove
03. Teatro dos Vampiros
04. Esperando por Mim
05. Andrea Doria
06. Eu Sei
07. Daniel na Cova dos Leões
08. Química
09. Tempo Perdido
10. Há Tempos
11. Baader-Meinhof Blues
12. Os Anjos
13. Perfeição
14. Pais e Filhos

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Sobre Paulo Finatto Jr.

Reside em Porto Alegre (RS). Nascido em 1985. Depois de três anos cursando Engenharia Química, seguiu a sua verdadeira vocação, e atualmente é aluno do curso de Jornalismo. Colorado de coração, curte heavy metal desde seus onze anos e colabora com o Whiplash! desde 2000, quando tinha apenas quinze anos. Fanático por bandas como Iron Maiden, Helloween e Nightwish, hoje tem uma visão mais eclética do mundo do rock. Foi o responsável pelo extinto site de metal brasileiro, o Brazil Metal Law, e já colaborou algumas vezes com a revista Rock Brigade.

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