A opinião de Renato Russo sobre uso de homeopatia para dependência química
Por Gustavo Maiato
Postado em 23 de outubro de 2025
No diário que compõe o livro "Só por hoje e para sempre", Renato Russo revelou muito mais do que lembranças de uma fase turbulenta - expôs sua visão crítica sobre métodos alternativos de cura. Entre as reflexões sobre a própria recuperação, o vocalista da Legião Urbana registrou um comentário direto sobre o uso de homeopatia em casos de dependência química: "Eu sabia que homeopatia não ia funcionar em organismo tão maltratado quanto o de um dependente químico".
Legião Urbana - Mais Novidades
O trecho, escrito durante um período de internação, mostra um Renato lúcido e autoconsciente sobre os limites do corpo e da medicina alternativa. O artista, que enfrentava sérios problemas de saúde decorrentes do abuso de drogas e álcool, rejeitava soluções que considerava ineficazes diante da gravidade da situação. O registro demonstra não apenas ceticismo, mas também um olhar realista sobre a necessidade de tratamentos médicos estruturados.
Ao longo do livro, Renato descreve sua jornada de reabilitação com honestidade brutal. Ele menciona crises intensas de abstinência, surtos de ansiedade e três overdoses quase fatais. "Quase od'd três vezes (...) e a pior de todas em Brasília, onde estava com um parente meu e fui parar no hospital já quase morto", escreveu. O relato evidencia o quanto o cantor reconhecia a gravidade de sua dependência e a dificuldade de lidar com ela sem acompanhamento profissional adequado.
Renato também relatou ter buscado apoio em grupos como os Alcoólicos Anônimos e em terapias regulares. Em outro momento do livro, afirmou: "O senhor A. é ótima pessoa, foi bom ter terapia por ser domingo, fizemos pouco, mas foi bom". As passagens sugerem que ele acreditava mais em terapias psicológicas e em apoio humano do que em remédios alternativos.
Em entrevista a Jô Soares, em 1994, o músico reforçou essa postura racional e cuidadosa ao comentar que, após abandonar as drogas, não podia sequer recorrer a tranquilizantes: "Hoje, se eu quiser me acalmar, não posso tomar nada. É meditação, yoga e chá de camomila", disse. Essa frase resume o amadurecimento de alguém que aprendeu, de forma dolorosa, que não há atalhos milagrosos para vencer a dependência.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Estrela da WWE gostaria que música do Megadeth fosse seu tema de entrada
Regis Tadeu se manifesta sobre os problemas da turnê de reunião do Kid Abelha
Iron Maiden não deve comparecer à cerimônia do Rock and Roll Hall of Fame
"A maioria dos guitarrista não são boas pessoas mesmo", admite Ritchie Blackmore
Steve Harris esclarece que Iron Maiden não participou da produção de documentário
Eloy Casagrande revela que, antes do Sepultura, quase desistiu da bateria
Confira a lista completa de eleitos ao Rock and Roll Hall of Fame 2026
Ritchie Blackmore fala sobre saúde e atual relação com membros do Deep Purple
Blaze Bayley diz que é um privilégio ser indicado ao Rock and Roll Hall of Fame
Como um baterista do Angra mudou a vida de Eloy Casagrande para sempre
Cantora do Shamangra faz importante denúncia do preconceito contra mulheres no metal
Aposentadoria do Aerosmith está próxima de ser revogada, revela Joe Perry
Os detalhes escondidos na foto caótica que ilustra encarte de "Master of Puppets", do Metallica
Dennis Stratton se manifesta sobre entrada do Iron Maiden no Hall of Fame
Bruce Dickinson posta foto que tirou ao lado de Slash em estúdio
Como foram as três overdoses que Renato Russo sofreu: "Cheguei aos 50 kg"
Como era a tensa relação de Renato Russo com tranquilizantes e álcool, segundo o próprio
Marcelo Bonfá lembra de quando levou baterista do U2 para dançar forró
Marcelo Bonfá explica fim de projeto com Dado Villa-Lobos
As 35 melhores bandas brasileiras de rock de todos os tempos, segundo a Ultimate Guitar
O hit da Legião Urbana que Nando Reis queria ter escrito: "Cara, como nunca dei bola?"
Os detalhes do único encontro de Raul Seixas com Legião Urbana, segundo Marcelo Bonfá
Regis Tadeu elogia habilidades de Cazuza e Renato Russo e detona música popular atual


