Slash: blog francês publica primeira resenha de disco solo
Resenha - Slash - Slash
Por Nacho Belgrande
Fonte: Blog Francês SPARK
Postado em 18 de fevereiro de 2010
O blog francês SPARK publicou no dia 16 de fevereiro a primeira resenha do disco solo (e auto intitulado) do guitarrista SLASH, ainda que não citando a origem do vazamento. A resenha, feita de forma bem amadora, descreve de forma bem pessoal a opinião do blogueiro sobre o disco.
Slash - Mais Novidades
Para falar com propriedade do assunto, e depois de algumas audições, eu diria que, por cima, esse disco é um belo trabalho, com uma bela produção e não há maiores falhas nele. Não há surpresa alguma, propriamente dita, é um disco de rock n' roll, algumas vezes rude, algumas vezes mais sofisticado, mas sempre divertido e passional, Slash claramente tem isso no sangue e ninguém pode repreendê-lo quanto a isso. Tendo dito isso, há passagens um pouco 'comerciais', um pouco menos 'fortes' com pouca inspiração, mas no conjunto, o homem da cartola diz o que tem que dizer muito bem. E ele faz as coisas com sinceridade. Cada canção nos transporta para um universo diferente, um som diferente, para ver até uma época diferente...
No fim não é muito longe - em princípio - de um disco 'conceitual' como o 'Probot' de Dave Grohl, mas ele é sobre rock n' roll, no sentido amplo do termo. Dessa vez Slash nos faz descobrir sua visão de como é o 'rock': blues, hard rock, metal, pop, progressivo, anos 70, punk e às vezes até Nu-metal! Portanto é um álbum heterogêneo, mas as faixas são bem produzidas e muito poderosas. Talvez um pouco exagerado no nível de ruído, mas o som de 'Appetite For Destruction' está bem distante, e quase irrecuperável (como disse Slash em sua biografia 'SLASH', publicada em 2007). No fim das contas, estou bem feliz. É rock, inquestionavelmente. Há um certo desperdício, é desigual, mas as faixas boas compensam pelas ruins!
Minha resenha faixa a faixa:
1. Ghost (Ian Astbury, com Izzy Stradlin) (3:34)
Essa é um rock n' roll estilo FM dos EUA dos anos 80, a la Billy Idol, com The Cult e alguns elementos de Velvet Revolver. Tem levada mid-tempo e é perfeita para abrir o disco. Lembra um filme televisivo policial americano vagabundo sobre a polícia de Nova Iorque, tocando de fundo num strip club às 3 da manhã...
2. Crucify the Dead (Ozzy Osbourne) (4:04)
Introdução com melodia de arpeggios rápidos ao fundo de um solo 'velha guarda'. Com uma atmosfera épica e gélida, essa faixa mid-tempo é sobre-produzida e arranjada. É uma 'power ballad' atemporal (e seus arranjos modernos, mas com atmosfera dos anos 70, acústica básica e o espectro do Black Sabbath assombrando toda a faixa, obviamente...)
3. Beautiful Dangerous (Fergie) (4:35)
Começa com batidas Hip Hop/Hindus, Fergie parece bem sensual, ultra sexy. Daí piora... o refrão é bem 'esquemão' e lembra uma imitação de Christina Aguilera fazendo rock ou uma Pink ruim. Pequena decepção. Eu preferi a introdução 'sexy' e os gemidos, quase inaudíveis, no solo, certamente referindo-se àqueles de 'Rocket Queen'... ainda que a atmosfera toda seja original e interessante, a canção é bem formatada, sem qualquer dúvida, pro fã adolescente de Black Eyed Peas e rock n' roll pra rádios.
4.Promised (Chris Cornell) (4:41)
Outra power ballad. Mas dessa vez eu gostei. Os arpeggios saturados com o tema estabelecem de pronto uma pessoa num ambiente melancólico e um pouco nostálgico. É bem orientada pro lado pop-rock n' roll feito pras rádios, mas das boas! Parece um pouco como os 2 primeiros discos solo de Chris Cornell (bem corretos) ou os três primeiros do Audioslave. No mais, a performance de Cornell tem bem mais destaque nessa faixa do que a de Slash (exceto pelo solo, claro). Perfeita pro mercado norte-americano, mais adulta do que a faixa anterior, refrão pegajoso, mas sem chance pro mercado francês.
5. By the Sword (Andrew Stockdale) (4:50)
Eu odeio o Wolfmother, mas aqui eu devo admitir que a combinação Andrew Stockdale/Slash oferece o que há de melhor no disco para nós! De cara ela pula pros anos setenta, diretamente na linha de Led Zeppelin/Deep Purple. A canção é muito bem construída, exala os anos 70 com pompa, o refrão é assassino, os acordes de Slash definem o rock n' roll! A voz de Stockdale - que é bem estereotipada - cai muito bem na canção e serve de trampolim pra Slash. O solo tipo 'whah-wah líquido' da bridge é soberbo. Canção muito boa.
6. Gotten (Adam Levine) (5:05)
Nova balada de guitarra acústica cuja luz termina em fogos de artificio de violinos e 'guimauve'. Eu não sou fã de Adam Levine, eu tenho a impressão de estar ouvindo Maroon 5, e isso não é bom. Uma pena, não é a balada do século, mas não é de todo ruim, uma voz mais rouca ou quebrada teria dado conta melhor. Mas também é necessário manter as relações de boa vizinhança entre West Hollywood e Beverly Hills...
7. Doctor Alibi (Lemmy) (3:07)
Rock N' Roll! Com Lemmy em qualquer evento, não há como ser de outro jeito! Do caralho! O refrão quase me fez pensar em 'Doctor Doctor' do UFO. Bom rock n' roll à velha moda.
8. Watch This Dave (Dave Grohl, Duff Mckagan) (3:46)
Música instrumental que vai na veia! Entre o metal e o rock progressivo, eu não esperava algo assim de maneira alguma. Essa manda pra valer durante quase 4 minutos. Os riffs – pesados, quebrados e destruidores - são realmente eficazes (parecem um pouco com 'Slither'). Mesma coisa pros solos, e a passagem quebrada 'clara' do meio me lembra o Guns N' Roses dos velhos dias. Um dos momentos fortes do disco.
9. I Hold One (Kid Rock) (4:10)
Rock pra rádio FM americana, na linha de Nickelback, Aerosmith. Não faz muito meu tipo, nada muito original, mas isso é o pior que pode se dizer dela. Feita tipicamente pros EUA.
10. Nothing to Say (Mr. Shadows) (5:27)
Faixa no estilo speed-nu-metal, na linha do grupo de Mr. Shadows (Avenged Sevenfold)... no qual eu já não vejo muito interesse... ela começa bem tipo hard rock dos anos 80, com um riff tipo Iron Maiden, mas o som é estranhamente não muito poderoso. O restante passa algo na tradição nu-metal do Avenged Sevenfold, algumas vezes eu até tenho a impressão de estar ouvindo um Dream Theater ruim. Vazia demais e falsamente rápida – o final – Metalliquesco' – meio que salva um pouco a faixa.
11. Starlight (Myles Kennedy) (5:35)
Faixa heavy, pop, blues e divertida. O refrão é eficiente. Ela difere muito do restante do disco e é bem colorida, quente e entretida.
12. Saint Has Sinner Too (Rocco De Luca) (3:27)
Faixa tipo interlúdio/OVNI: guitarra acústica + uma voz ultra suave e arranjos programados por software... tudo no formato de uma balada 'flamenca'. É macia, muito melancólica e despojada. O solo de guitarra lembra um solo de música clássica, a atmosfera se situa entre 'Private Investigation' de Mark Knopfler, 'Misty Mountain Hop' do Led Zeppelin, e ao fim de 'Double Talkin' Jive' do GN'R.
13. We're All Gonna Die (Iggy Pop) (4:30)
Um puta dum bom riff, ideal para Iggy. Nos remete à marca do Rock, bruto e eficaz. Iggy se faz insolente como com The Stooges e dá uma de 'crooner' nas partes cantadas... refrão super direto e eficaz! Ideal para concluir o álbum.
Faixas Bônus:
14. Baby Can't Drive (Alice Cooper, Nicole Scherzinger)
15. Paradise City (Fergie, Cypress Hill)
Outras resenhas de Slash - Slash
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Baterista de Piracicaba vence concurso do Metallica com galinha de borracha
O artista que é "a essência do rock", segundo James Hetfield do Metallica
A música esquecida do Led Zeppelin que Robert Plant acha simplesmente "linda"
A música do Pink Floyd que David Gilmour nunca mais vai tocar ao vivo
O hit do Foo Fighters que Dave Grohl odeia: "Parece uma canção dos Eagles"
Os 100 melhores álbuns da década de 1980, em lista da Classic Rock
O melhor disco dos anos 80, segundo a Classic Rock
As três músicas punk que Lemmy escolheu entre as maiores de todos os tempos
O clássico do Black Sabbath que foi lançado há mais de 50 anos, mas continua atual
A obra-prima do Pink Floyd que, para Roger Waters, quase foi arruinada por David Gilmour
A letra de Ronnie James Dio que Tony Iommi e Geezer Butler quase vetaram
A banda clássica dos anos 2000 que virou paródia de si mesma, segundo Regis Tadeu
Ripper Owens elege o maior cantor da história: "Boa margem sobre qualquer outro"
Dave Mustaine classifica Teemu Mäntysaari como o guitarrista que sempre procurou
O músico que deixou Jack Black apavorado na hora de gravar; "Ele é uma lenda, é meu ídolo"
Dave Grohl, ex-baterista do Nirvana, fala como se sentiu ao reencontrar Frances Cobain
Paulo Ricardo realiza feito inédito: "Já autografei muita coisa, mas isso aqui nunca"
A idolatrada banda dos anos oitenta que Joey Ramone confessou odiar


A banda dos anos oitenta que Slash e Axl Rose não suportavam
O solo que Slash compara a fazer sexo e nunca se cansa de tocar
O guitarrista mais rápido que Slash viu tocar; "literalmente explodiu minha cabeça"
O guitarrista que fez Slash pensar em largar tudo e vender seguro de vida
A melhor música do século XX para Slash - acima de Led Zeppelin e Beatles
O roqueiro que Slash definiu como um dos maiores seres humanos que conheceu
O músico que Slash achou que nunca conseguiria levar para o Guns N' Roses
Metallica: um DVD com título mais do que adequado



