Slash: algumas faixas dispensáveis e ótimos solos
Resenha - Slash - Slash
Por Otávio Augusto Juliano
Postado em 30 de abril de 2010
Nota: 7 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
SLASH é figura conhecida no mundo todo. Por seu estilo de tocar guitarra, pela sua imagem de cabelos cobrindo o rosto e cartola na cabeça e pelos trabalhos ao lado de uma das maiores bandas de Hard Rock de todos os tempos (preciso dizer qual?). E, em 2010, deu um importante passo na carreira: gravou seu primeiro álbum solo, intitulado simplesmente "Slash", trabalho que já desejava realizar há um certo tempo.
É um disco feito de composições próprias, trabalhadas ao longo dos últimos anos, para as quais SLASH pôde escolher os vocalistas de seu gosto pessoal para cantar as canções, contando ainda com a ajuda de outros músicos convidados, inclusive alguns ex-companheiros dos tempos de GUNS N' ROSES.
Fez algo como o guitarrista SANTANA costuma fazer: compôs músicas com diversos artistas e fez um álbum bastante eclético, com faixas mais no estilo Blues, outras Rock N’ Roll, baladas e até algo mais pesado.
Não costumo resenhar álbuns faixa a faixa, até para não tomar demais o tempo dos leitores com longos e extensos textos. Mas nesse caso vale uma exceção, diante da diversidade do álbum e das inúmeras participações especiais (umas nem tanto especiais!) dos convidados que fizeram parte deste CD solo do SLASH.
Vamos às faixas:
1. "Ghost": Ian Astbury (THE CULT) e IZZY STRADLIN (ex-GUNS N’ ROSES) foram os escolhidos por SLASH para a gravação desta canção de abertura do álbum. Começa com riffs que se repetem ao longo da música e tem muito da contribuição de Ian, parecendo em alguns momentos o som tirado pela banda do vocalista, o THE CULT. Bom começo.
2. "Crucify The Dead": O madman OZZY OSBOURNE trabalha com SLASH nessa canção. E o resultado é uma bela música, com solos interessantes. Não chega a ser o destaque do álbum, o que poderia se esperar pela participação do lendário OZZY, mas é uma boa faixa.
3. "Beautiful Dangerous": SLASH tocando com a cantora Fergie, da banda de Hip hop/Pop/Dance Black Eyed Peas? Seria difícil de se imaginar isso. Mas aconteceu e o resultado, na opinião deste redator, não ficou lá muito legal. Contém suspiros, gemidos e gritos de Fergie e soa... esquisita. Uma tentativa de se criar um Hard Rock, mas com um vocal Pop.
4. "Back from Cali": Música acrescentada de última hora no track list do álbum. Com Myles Kennedy (ALTER BRIDGE) no vocal – o único a ter duas canções com sua voz no disco. Destaque para o vocalista, mas é uma música que não empolga e fica-se à espera da faixa seguinte.
5. "Promise": Grandes vozes geram expectativa no ouvinte. É o caso de Chris Cornell (SOUNDGARDEN, ex-AUDIOSLAVE), que gerou muita expectativa neste redator. Mas infelizmente, assim como a faixa anterior, "Promise" é uma balada que, ao meu ver, novamente não empolga e deixa um pouco a desejar, apesar dos bons solos.
6. "By The Sword": Outra balada. Começa calma e acelera muito pouco ao longo de sua execução. A voz de Andrew Stockdale (WOLFMOTHER) soa interessante para a canção e o solo de SLASH na metade da música é ótimo. Parece ter sido composta na década de 70 e e é a melhor balada do álbum.
7. "Gotten": Não sou fã da voz de Adam Levine e ele foi o escolhido para cantar essa canção. Tem-se a clara impressão de se ouvir MAROON 5, o que eu não acho nem um pouco legal. Não emplaca e se mostra dispensável diante das demais. Entendiante.
8. "Doctor Alibi": O ícone Lemmy Kilmister (MOTÖRHEAD) empresta sua voz rouca para essa canção. Resultado: uma música totalmente Rock N´ Roll, com uma levada empolgante. Uma das mais legais do disco e que, por sorte, foi colocada depois da faixa acima, para quebrar o tédio. Rock puro, simples e direto. Ligue o "repeat".
9. "Watch This": Outro destaque. Com essa canção fica superada de vez a decepção causada pela audição da faixa 7. Dave Grohl (bateria – FOO FIGHTERS, ex-NIRVANA) e Duff McKagan (baixo – LOADED, VELVET REVOLVER, ex-GUNS N’ ROSES) participam desta canção instrumental de muito bom gosto e com alterações de levada bastante criativas. Poderia fazer parte da trilha sonora de um filme de ação.
10. "I Hold On": A voz de Kid Rock soa interessante, mas não passa de mais uma balada. Você fica até com vontade de cantar o refrão, mas a música acaba passando despercebida.
11. "Nothing To Say": Heavy Metal. SLASH já pode dizer que fez uma música puxada para o Metal. Com uma levada de Speed Metal, é uma das canções mais legais, graças também à voz de M. Shadows (AVENGED SEVENFOLD), que encaixa perfeitamente nessa composição feita em parceria pela dupla Shadows e SLASH.
12. "Starlight": A segunda com o vocalista Myles Kennedy (ALTER BRIDGE). Pelo som tirado pela guitarra de SLASH, a canção deixa um certo clima de ROLLING STONES no ar, mantendo-se em uma levada mais cadenciada, com algumas passagens mais rápidas. Bom trabalho do vocalista Myles novamente e com Steve Ferrone assumindo a bateria (músico que já trabalhou com ERIC CLAPTON e TOM PETTY, dentre outros).
13. "Saint Is A Sinner Too": Um universo psicodélico é proporcionado por esta faixa mais lenta. Com guitarra acústica, tem riffs carregados de sentimento. Rocco DeLuca é o vocalista.
14. "We're All Gonna Die": Mais uma com ótima levada e perfeita para a voz marcante de IGGY POP. Um solo muito legal de SLASH também, o que resulta em um bom fechamento para o disco.
Em suma, fazendo uma conta simples aqui, tem-se 14 faixas, das quais algumas se mostram até dispensáveis e outras levam o ouvinte a viajar ao som de ótimos solos, sem contar aquelas que merecem um "repeat" no CD player. Um bom trabalho do lendário e agora certamente mais realizado musicalmente, SLASH.
A versão avaliada é a que se pode chamar de standard. Sem algumas das faixas bônus lançadas em outras versões do CD. Encarte sem letras (só pra não dizer que não tem nada, há no encarte uma frase – isso mesmo – de cada canção) e com algumas fotos das gravações e de SLASH em seu estúdio particular.
Banda fixa:
Slash - guitarra
Chris Chaney - baixo
Josh Freese - bateria
Leonard Castro - percussão
Importado – Dik Hayd Records/EMI
Track List:
1. Ghost (Ian Astbury/Izzy Stradlin)
2. Crucify The Dead (Ozzy Osbourne)
3. Beautiful Dangerous (Fergie)
4. Back from Cali (Myles Kennedy)
5. Promise (Chris Cornell)
6. By The Sword (Andrew Stockdale)
7. Gotten (Adam Levine)
8. Doctor Alibi (Lemmy Kilmister)
9. Watch This (Dave Grohl/Duff McKagan)
10. I Hold On (Kid Rock)
11. Nothing To Say (M. Shadows)
12. Starlight (Myles Kennedy)
13. Saint Is A Sinner Too (Rocco DeLuca)
14. We're All Gonna Die (Iggy Pop)
Outras resenhas de Slash - Slash
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Músico analisa Angine de Poitrine e diz que duo é "puro marketing e pouca música"
Kiko Loureiro diz que muitos motivos contribuíram para sua saída do Megadeth
Chris Poland diz que vai desmentir Dave Mustaine em seu livro
Iron Maiden não deve comparecer à cerimônia do Rock and Roll Hall of Fame
Greyson Nekrutman avalia seus dois anos como baterista do Sepultura
Flea conta quais são os cinco baixistas que mais influenciaram sua carreira
5 bandas dos anos 80 que mereciam ter sido bem maiores, de acordo com a Ultimate Classic Rock
Dream Theater toca trecho de clássico do Van Halen em show no Panamá
Estrela da WWE gostaria que música do Megadeth fosse seu tema de entrada
O que aconteceu em Tabuleiro do Norte (CE) que Aquiles Priester usa de exemplo até hoje
A música dos Beatles que tem o "melhor riff já escrito", segundo guitarrista do Sting
O maior disco do metal para James Hetfield; "Nada se comparava a ele"
A diferença entre Roberto Barros e Victor Franco, segundo Edu Falaschi
Mark Osegueda, do Death Angel, diz que Cliff Burton era "um cara maravilhoso"
O guitarrista que estava ao lado de Jimi Hendrix num show histórico e depois foi apagado


Bruce Dickinson posta foto que tirou ao lado de Slash em estúdio
As duas bandas de Slash que ele sabia que não iam durar: "Eu não era muito estável"
A banda que Slash diz nunca ter feito um álbum ruim; "Todos os discos são ótimos"
Quando Slash percebeu que Axl Rose era o vocalista que faltava pra fechar a banda
Músicos da formação clássica do Guns N' Roses se reúnem com vocalista do Faster Pussycat
Pink Floyd: The Wall, análise e curiosidades sobre o filme


