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Uli Jon Roth: mais uma vez um grande trabalho

Resenha - Under a Dark Sky - Uli Jon Roth

Por Ricardo Seelig
Fonte: Collector's Room
Em 25/06/09

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Nota: 9

Nascido em Dusseldorf, Alemanha, em 18 de dezembro de 1954, Uli Jon Roth é um músico que transcende rótulos e gêneros musiciais. Nos anos setenta brilhou à frente do Scorpions, conduzindo a banda por discos importantíssimos como "Fly to the Rainbow" (1974), "In Trance" (1975), "Virgin Killer" (1977), "Taken by Force" (1977) e o lendário duplo ao vivo "Tokyo Tapes" (1978), que vendeu mais de um milhão de cópias e transformou o grupo alemão em um dos grandes nomes do hard rock europeu daquele final dos anos setenta.

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Enquanto a banda liderada por Klaus Meine e Rudolf Schenker se preparava para conquistar o mundo durante a década de oitenta com o seu hard rock calcado em refrões fortes e melodias contagiantes, o talento imenso e a musicalidade sem limite de Uli Jon o fizeram deixar o grupo, e o guitarrista saiu do Scorpions em 1978 para formar o Electric Sun, banda que executava um hard rock com pitadas de psicodelismo e influências neoclássicas. O Electric Sun gravou apenas três discos - "Earthquake" (1979), "Fire Wind" (1980) e "Beyond the Astral Skies" (1984) - e encerrou suas atividades em 1986.

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Uli voltaria à cena em 2001 com "Aquila Suite", álbum que apresentava um novo estilo de som, totalmente voltado para as influências de música erudita que sempre acompanharam a carreira do guitarrista, notadamente compositores como Mozart, Chopin, Paganini, Beethoven, Vivaldi e Bach, somados ao espectro do grande e único ídolo de Roth, Jimi Hendrix. O resultado, como você deve imaginar, foi um som único, que a princípio chocou os fãs do guitarrista, mas aos poucos foi devidamente assimilado, tamanha a qualidade do trabalho desenvolvido pelo músico alemão.

Essa nova fase da carreira de Uli Jon ainda gerou os discos "Transcendental Sky Guitar I & II" (2000) e "Metamorphosis of Vivaldi´s Four Seasons" (2003), além do ao vivo "Legends of Rock: Live at Castle Donington" (2002) e do álbum "Prologue to the Symphonic Legends" (1996), creditado a banda Sky of Avalon.

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"Under a Dark Sky" segue esse mesmo caminho sonoro, unindo música erudita ao rock, somado a passagens influenciadas pelo rock progressivo. Lançado inicialmente em agosto de 2008 no Japão, chegou às lojas européias no dia 22 de setembro do ano passado e agora ganha versão nacional pela Hellion Records. É importante que uma coisa fique clara: esse não é um álbum de rock, então não espere encontrar riffs repletos de distorção e solos acrobáticos de guitarra. Uli desenvolveu um trabalho com um conceito bastante claro, estruturado como uma espécie de ópera, com introduções, interlúdios e números principais. As dez faixas do CD contam com a formação padrão do rock - vocal, guitarra, baixo, teclado e bateria - somada a uma orquestra completa, a Sky Orchestra, e coros de vozes que tornam o trabalho ainda mais gradioso e épico.

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Contando com a participação especial (muito bem-vinda, por sinal) dos vocalistas Mark Boals (Yngwie Malmsteen e Royal Hunt) e Liz Vandall (Sahara), além do batera Michael Ehré (Metalium), Uli compôs um disco que deve ser ouvido com extrema atenção. Uma audição "por cima" não resolve e será um desperdício, pois o ouvinte será privado dos inúmeros detalhes que fazem toda a diferença em "Under a Dark Sky".

O álbum inicia com "S.O.S.", faixa que contextualiza o projeto e conta com vocais líricos. A seguir temos "Tempus Fugit", repleta de coros muito bem encaixados e uma ótima participação da Sky Orchestra. É só na terceira faixa, "Land of Dawn", que Uli e banda entram em cena. Com mais de onze minutos de duração, esse som conta com os vocais de Mark Boals e ótimas passagens progressivas, além de uma soberba participação de Uli Jon Roth, que executa licks sensacionais, sola fantasticamente e ainda faz a sua sky guitar reger a orquestra que executa a canção. A parte final de "Land of Dawn" traz um solo muito bonito de Uli, repleto de melodia, que cai em uma base repleta de groove que nos transporta imediatamente para os anos setenta.

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"The Magic Word" bebe na fonte infinita que é a música de Hendrix, com Uli executando inspirados trechos em sua guitarra. Os vocais, intercalados entre Mark Boals e Liz Vandall, são carregados de dramaticidade, fato esse que é acentuado ainda mais pela participação da Sky Orchestra. Mas o ponto alto de "The Magic Word" são os solos de Uli Jon Roth, onde, mais uma vez, o guitarrista alemão demonstra o porque de ser idolatrado em todo o mundo. Com a tranquilidade que só possui quem está em paz consigo mesmo e não precisa provar nada a ninguém, Uli sola carregado de inspiração divina, encaixando a nota certa no momento exato, em alguns momentos de forma mais rápida, em outros mais devagar, mas em todos com extremo talento.

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A curta "Inquisition" introduz "Letter of the Law", onde podemos visualizar, com um simples piscar de olhos, Uli e banda dividindo o palco com todo o elenco de uma ópera clássica, vestidos com figurinos pomposos e cercados por cenários grandiosos. O solo dessa faixa é outro grande momento de Uli no disco, assim como os coros de vozes, que nos conduzem por uma experiência musical única e gratificante.

"Stay in the Light" é uma composição calcada na melodia, enquanto "Benediction" é um lindo solo de Uli, com quase quatro minutos de duração, onde o guitarrista interliga a sua guitarra à orquestra, em um resultado não menos que sublime. "Benediction" introduz "Light and Shadows", uma faixa densa com ótima participação de Liz Vandall e também da vocalista Gwen Adams, responsável pelas harmonias vocais que complemantem a voz principal, a cargo de Vandall.

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"Under a Dark Sky" fecha com a suíte "Tanz In Diw Dammerung". Dividida em doze partes, essa faixa tem quase dezenove minutos de duração e sintetiza de maneira brilhante aquilo que Uli Jon Roth e seus comparsas buscaram em Under a Dark Sky, entrelaçando características do hard rock, do heavy metal e do progressivo à música erudita, construindo uma sonoridade inédita, nunca ouvida antes. As variações de tempo e as mudanças de andamento de "Tanz In Diw Dammerung", bem como os coros grandiosos que marcam a canção, tocam fundo em qualquer pessoa que tenha a música como elemento central de sua vida. As longas passagens instrumentais evidenciam o brilhantismo dos músicos, notadamente os integrantes da Sky Orchestra, que brilham lado a lado com Uli Jon Roth, responsável, além da guitarra, pelo baixo e teclados não apenas nessa faixa, mas em todo o disco.

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"Tanz in Diw Dammerung" é uma odisséia sonora repleta de surpresas pelo caminho, que surpreendem o ouvinte, levando-o através de uma jornada musical impressionante, repleta de ousadia e inspiração. Com certeza, um encerramento pra lá de apropriado para um álbum tão ousado e complexo como "Under a Dark Sky".

Mais uma vez um grande trabalho desse gênio não só da guitarra, mas da música, chamado Uli Jon Roth.

Faixas:
1. S.O.S. - 4:09
2. Tempus Fugit - 2:32
3. Land of Dawn - 11:09
Techno Man
Land of Dawn
Lion Wings
4. The Magic Word - 6:11
5. Inquisition - 1:08
6. Letter of the Law - 3:03
7. Stay in the Light - 6:30
8. Benediction - 3:45
9. Light & Shadows - 6:13
10. Tanz in die Dämmerung - 18:55
Destination Twilight
Morgenrot
Searchlights from Hell
Seelenschmerz
Inside the Titanic
Fama Errat
Requiem for the Nations
Morituri
Rex Tremendae
Star Peace
Tanz in die Dämmerung
Silence

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Sobre Ricardo Seelig

Ricardo Seelig é editor da Collectors Room - www.collectorsroom.com.br - e colabora com o Whiplash.Net desde 2004.

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