Skid Row: os anos 80 não ficaram para trás

Resenha - Revolutions Per Minute - Skid Row

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Por Maurício Dehò
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Nota: 8


Quem disse que os anos 80 ficaram para trás? E não me refiro a músicas como "I Remember You" ou "18 And Life", porque não é só de baladas que viveu o Hard Rock e certamente não é o que se encontrará em "Revolutions Per Minute", quinto álbum do Skid Row, segundo desde que Johnny Solinger assumiu os vocais, no lugar de Sebastian Bach.

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Claro que os novos sons não podem ser simplesmente comparados com clássicos como os de "Slave to the Grind"(nostalgia é algo bom, mas há limites!). Mas o álbum tem algo que o Skid Row mostrou não ter perdido desde sua reformulação, que é atitude. A característica, aliás, é uma das fundamentais para qualquer banda, ainda mais uma que calca seu som no Hard e ainda tem uma grande influência do estilo Punk de ser. Além disso, os americanos, que tem no line-up os membros fundadores Rachel Bolan (baixo), Scotti Hill e Snake (guitarra), além do baterista Dave Gara e Solinger no vocal, não tiveram medo algum de assumir suas influências neste disco e de se "adequarem" às modernidades do Rock no século XXI.

Por modernidade, digo que o Skid Row, como a maioria das bandas de Hard Rock que seguem na ativa, encorporou o peso e as afinações mais baixas ao seu som, como não é diferente logo na abertura , "Disease". Cada vez mais à vontade como frontman, Solinger também é responsável pela banda não ter deixado apagar sua "chama", com sua voz agressiva e sem apostar nos agudos típicos de Bach. "Another Dick in the System" segue na mesma levada, com bons riffs de Snake e Hill, que ainda caem matando nos solos, numa linha mais despojada.

E se a atitude é Punk, a sonoridade tem de ser livre, não. Ouça então "When God Can't Wait" e "You Lie". A primeira, é basicamente punk e country, enquanto a segunda parece ter saído diretamente do Velho Oeste dos Estados Unidos, ainda mais na versão que aparece como bônus, com direito a gaitas e lap steel. 99% country! As faixas parecem passar o clima de diversão que deve ter sido a gravação, como também em "White Trash".

Para quem não gostar da viajada dos americanos, não é necessário se preocupar, porque o Hard Rock ainda volta com tudo na veloz "Shut Up Baby, I Love You" e "Nothing". Quanto às letras, as revoluções do nome "Revolutions Per Minute" podiam ser trocadas facilmente por rebeliões ou coisa do tipo, tamanha a revolta do quinteto. Já a capa, com um tema simples, só intensifica toda a mensagem passada.

No fim das contas, o disco se apresenta até como uma grata surpresa, superando o anterior, "Thickskin". Claro que o Skid Row não faz o mesmo som daquele que o fez famoso e o levou a tocar à exaustão nas rádios e demais meios. Mas isso é até uma qualidade. Moderno e pesado, porém sem perder a energia e a atitude, "Revolutions Per Minute" mostra que a idade chega, mas não pesa para todos.

Skid Row - Revolutions Per Minute
2007 - Hellion Records - Nacional

Track List:
01. Disease
02. Another Dick In The System
03. Pulling My Heart Out From Under Me
04. When God Can't Wait
05. Shut Up Baby, I Love You
06. Strength
07. White Trash
08. You Lie
09. Nothing
10. Love Is Dead
11. Let It Ride
12. You Lie (com fed mix)

Formação:
Johnny Solinger - vocal
Snake - guitarra
Scotti Hill - guitarra
Rachel Bolan - baixo
Dave Gara - bateria


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Sobre Maurício Dehò

Nascido em 1986, é mais um "maidenmaníaco". Iniciou-se no metal ao som da chuva e dos sinos de "Black Sabbath", aos 11 anos, em Jundiaí/SP. Hoje morando em São Paulo, formou-se em jornalismo pela PUC e é repórter de esportes, sem deixar de lado o amor pela música (e tentando fazer dela um segundo emprego!). Desde meados de 2007, também colabora para a Roadie Crew. Tratando-se do duo rock/metal, é eclético, ouvindo do hard rock ao metal mais extremo: Maiden, Sabbath, Kiss, Bon Jovi, Sepultura, Dimmu Borgir, Megadeth, Slayer e muitas, muitas outras. E é de um quarteto básico que espera viver: jornalismo, esporte, música e amor (da eterna namorada Carol).

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