Resenha - Popsicle - Diamond Nights

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Por Fábio Cavalcanti
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Nota: 8


Com a enxurrada de bandas "hypadas" que vêm surgindo nos últimos anos, é normal que os apreciadores de rock alternativo em geral tentem fazer valer o nome do estilo que curtem, e busquem bandas mais "obscuras" ou injustiçadas. Entre essas bandas, temos o Diamond Nights, formado em 2003 na cidade de Nova York, e que lançou seu álbum de estréia "Popsicle" no final de 2005. Mas a banda vem chamando um pouco mais de atenção agora, graças ao single "The Girl's Attractive", que por sinal já fez uma "pontinha" em um episódio de Smallville.

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Até para quem não conhece o som do Diamond Nights, chega a ser meio óbvio dizer que seu estilo traz influências do passado, como qualquer banda nova tem feito. No início do álbum, temos um setor mais roqueiro, com algumas influências de heavy metal setentista. A primeira faixa, "Destination Diamonds", traz guitarras "cavalgadas" e um refrão melódico. A segunda, "Saturday Fantastic" é puro rock sem frescura. A terceira, "Drip Drip" traz um suingue funk/soul que leva o ouvinte a dançar. A quarta, "It's A Shoka" traz mais uma vez o heavy metal, com uma batida bem acelerada e vocais bizarros do vocalista/guitarrista Morgan Phalen.

Até o momento, tudo pode parecer meio familiar, lembrando sons que vão de Thin Lizzy a Iron Maiden. Mas é impossível rotular a banda ao ouvir músicas como a esquisitíssima e ousada "Red Hex", a acústica e bem humorada "Snakey Ruth" ou a própria "The Girl's Attractive", que parece estar prestes a "explodir" a qualquer momento, mas permanece com sua marcação sutil de guitarra e bateria simples do começo ao fim, acompanhada por um teclado exótico em algumas passagens e um refrão nada convencional. Dá pra ver que a escolha dessa música como single foi bem acertada. E a partir deste ponto, o ouvinte pode lembrar de sons que vão de Strokes a Kings Of Leon.

E o "setor indie" do álbum continua, com o rock "Beyond The City Of Love" (uma das melhores músicas do álbum), "Dirty Thief" e a sem graça "A Kiss To Tell" (faixa mais fraca do álbum). Neste meio, temos o boogie-rock "Needle In The Rice", em que Morgan Phalen parece ter pensado em como um vocal à la Bee Gees soaria em uma banda de rock alternativo. Por fim, a bela balada acústica "Ordinary Life" fecha bem o álbum.

Como deu pra notar, a voz "estranha" de Morgan Phalen se mostra um ponto alto no som do Diamond Nights. Mas os outros integrantes (o guitarrista Rob Laakso, o baixista Seth Rumsey e o baterista Tim Traynor) também fazem um ótimo trabalho, seja trazendo a simplicidade do indie, ou virtuosismo do metal clássico. Além do mais, a produção do álbum é extremamente "rústica", e nos leva a pensar que a banda achou algum estúdio setentista abandonado e resolveu gravar por lá, pra deixar bem clara a fonte de sua inspiração. Será que pode-se encontrar algo mais direto e sincero do que isso em outras bandas de hoje em dia? Difícil...

Músicas:
1. Destination Diamonds
2. Saturday Fantastic
3. Drip Drip
4. It's A Shoka
5. Red Hex
6. The Girl's Attractive
7. Beyond The City Of Love
8. Snakey Ruth
9. Dirty Thief
10. Needle In The Rice
11. A Kiss To Tell
12. Ordinary Life




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Sobre Fábio Cavalcanti

Baiano, sempre morou em Salvador. Trabalha na área de Informática e ¨brinca¨ na bateria em momentos vagos, sem maiores pretensões. Além disso, procura conhecer novas - e antigas - bandas dos mais variados subgêneros do rock. Por fim, luta para divulgar, sempre que possível, o pouco conhecido cenário rocker da tão sofrida ¨Terra do Axé¨.

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