Resenha - Waves Of Visual Decay - Communic
Por Ricardo Seelig
Postado em 29 de setembro de 2006
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
O heavy metal tem uma capacidade quase infinita de se reinventar. Quando começamos a pensar que nada novo surgirá, somos surpreendidos com alguns trabalhos que são verdadeiros socos no estômago. Quando somos levados a concluir que tudo de original já foi feito, vem uma banda e nos faz perceber que estávamos totalmente enganados. Esta incrível capacidade de surpreender, e, por extensão, de manter-se viva e relevante, que a música pesada possui, acaba de gerar mais um fruto.

O Communic é uma banda norueguesa formada em 2003 pelo vocalista e guitarrista Oddleif Stensland e pelo baterista Tor Atle Andersen, aos quais, mais tarde, juntou-se o baixista Erik Mortensen. O grupo estreou em 2005 pela Nuclear Blast, com o debut "Conspiracy In Mind", e agora coloca no mercado "Waves Of Visual Decay", seu segundo disco.
Se em seu primeiro álbum o Communic soava mais como um clone do Nevermore do que qualquer outra coisa, em "Waves Of Visual Decay" o grupo conseguiu se superar e ir muito além do esperado. As influências da banda de Warrel Dane ainda estão presentes, é claro, mas desta vez totalmente diluídas na sonoridade própria que o grupo construiu. Além disso, são perceptíveis também toques de Blind Guardian, Soilwork, prog e, principalmente, thrash metal oitentista.
As canções são baseadas em riffs de guitarra, o que, infelizmente, não temos ouvido muito nos últimos anos, onde as bandas estão muito mais preocupadas na construção de arranjos épicos e grandiosos. Este detalhe faz a audição de "Waves Of Visual Decay" ser muito agradável e, em certos aspectos, até mesmo fácil, já que desconheço um fã de música pesada que não adore ser bombardeado por uma avalanche de riffs inspiradíssimos e repletos de peso.
Esta facilidade de assimilação fica ainda mais evidente quando nos damos conta de que a música mais curta do álbum tem 6:42, mas, mesmo assim, a alta duração das faixas não se traduz, em nenhum momento, em passagens chatas e desnecessárias, como seria de se esperar.
O Communic faz, em sua essência, um heavy metal moderno, apontando para o futuro do estilo. Antes de continuar o texto, uma ressalva: os headbangers mais ortodoxos podem ficar tranquilos, porque quando eu falo de modernidade eu não estou chegando nem perto do som de grupos como o Korn, por exemplo, comumente associados a este adjetivo. O grupo conseguiu unir no seu som elementos de diversas vertentes da música pesada, construindo uma sonoridade única e cativante.
É complicado apontar um destaque no disco, até porque todas as músicas são niveladas por cima, mas as minhas prediletas são "Under A Luminous Sky", "Frozen Asleep In The Park", "Watching It All Disappear" e "Fooled By The Serpent".
Vale também mencionar o excelente trabalho de Oddleif Stensland, seja nos vocais ou no grande trabalho de guitarras. A cozinha de Tor Atle Andersen e Erik Mortensen não fica atrás, registrando no disco um dos melhores trabalhos rítmicos lançados recentemente.
"Waves Of Visual Decay" é um álbum único, daqueles que surgem apenas de tempos em tempos e possuem um papel fundamental: ao mesmo tempo em que partem das raízes de um estilo para renová-lo, apontam para o futuro e escancaram novos caminhos para o heavy metal.
Por enquanto, ao lado de "Speak Of The Dead" do Rage, este é o melhor disco que eu ouvi em 2006. Se você gosta de heavy metal, de música pesada, compre sem medo e comprove você mesmo isso.
Faixas:
1. Under A Luminous Sky
2. Frozen Asleep In The Park
3. Watching It All Disappear
4. Fooled By The Serpent
5. Waves Of Visual Decay
6. My Bleeding Victim
7. At Dewy Prime
Outras resenhas de Waves Of Visual Decay - Communic
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O clássico do rock que mostra por que é importante ler a letra de uma música
A sincera opinião de Pitty sobre Guns N' Roses, System of a Down e Evanescence
O guitarrista favorito de todos os tempos de James Hetfield do Metallica
Os 5 álbuns de rock que todo mundo deve ouvir pelo menos uma vez, segundo Lobão
Para Geezer Butler, "13" não foi um álbum genuíno do Black Sabbath
"Até quando esse cara vai aguentar?" O veterano que até hoje impressiona James Hetfield
Peter Criss não escreveu "Beth" e bateria não é instrumento musical, diz Gene Simmons
A melhor música de heavy metal de cada ano da década de 1980, segundo a Loudwire
Rob Halford, o Metal God, celebra 40 anos de sobriedade
A melhor banda ao vivo de todos os tempos, segundo Joe Perry do Aerosmith
Fã de treinos de perna, Nita Strauss fala sobre sua dificuldade com a barra fixa
O ícone do heavy metal que foi traficante e andava armado no início da carreira
A banda que era "maior do que Jimi Hendrix" para Ritchie Blackmore, e que hoje poucos conhecem
A banda mais influente do rock progressivo, de acordo com Geddy Lee
As capas de Iron Maiden e Nevermore que foram feitas pela mesma pessoa e são semelhantes
O hit da Legião Urbana que traz crítica contra "Escolinha do Professor Raimundo"
Assista Ivete Sangalo cantando "Dead Skin Mask", do Slayer

Edguy - O Retorno de "Rocket Ride" e a "The Singles" questionam - fim da linha ou fim da pausa?
Com muito peso e groove, Malevolence estreia no Brasil com seu novo disco
Coldplay: Eles já não são uma banda de rock há muito tempo



