Resenha - Broken Boy Soldiers - Raconteurs

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Por Carlos Cyrino (Delfos)
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Nota: 9


Que o White Stripes é uma das grandes bandas do assim chamado "novo Rock" que começou com a explosão dos Strokes, não há dúvida. No entanto a dupla nunca conseguiu me satisfazer totalmente por duas razões. Para começar, eu adoro o som de baixo e acho que o instrumento faz falta. E depois, convenhamos, Meg White não sabe tocar absolutamente nada de bateria, o que torna o White Stripes basicamente Jack White e sua guitarra Blues. Eu ia falar que era uma banda de um homem só, mas eles de fato são isso mesmo, já que Jack é o único membro do sexo masculino da dupla.

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Matéria escrita para o site DELFOS - www.delfos.art.br

Enfim, quando Jack anunciou o projeto paralelo chamado Raconteurs pensei comigo mesmo: "hum, pode ser melhor que o próprio White Stripes". E de fato, minha suspeita se confirmou. O primeiro disco do novo projeto, "Broken Boy Soldiers", é altamente viciante.

Além de Jack White, integra a banda o também guitarrista e vocalista Brendan Benson, chapa de Jack da cena musical de Detroit e autor de baladas cheias de influência de Folk. Embora desconhecido no Brasil, o trabalho solo de Benson é muito elogiado nos EUA. Cmpletam o conjunto o baterista Patrick Keeler e o baixista Jack Lawrence, a cozinha do Greenhornes.

Para quem já conhece o White Stripes, a sonoridade do Raconteurs não é nenhuma surpresa. É Blues e Rock anos 70 em altas doses, com algumas baladinhas beatlenianas, cortesia de Brendan Benson. Mas aqui, o Rock leva uma ligeira vantagem sobre a porção Blues, ao contrário do que ocorre no projeto principal de Jack. Nada inovador, mas ainda assim muito bem feito.

O álbum abre com o primeiro single, "Steady, as She Góes", música com aquela estrutura eternizada por Pixies e Nirvana, calma nos versos e pesada no refrão, com Jack White nos vocais e Brendan Benson nos backings.

A seguir vem a mais tranqüila "Hands", levada por Brendan e a mezzo Bluesy mezzo psicodélica "Broken Boy Soldier", onde Jack White manda seu melhor vocal na opinião desse humilde escriba, rascante e um tanto desesperado. E Patrick Keeler mostra a diferença que faz um baterista que sabe tocar seu instrumento.

Brendan volta a assumir os vocais principais na bela "Intimate Secretary", cheia de passagens bonitinhas de piano e teclados, com algumas intervenções vocais de Jack, provando que os dois vocalistas funcionam bem juntos.

"Together" é o grande momento individual de Benson no disco, numa baladona Folk de primeira. A psicodelia e o Blues Rock voltam em "Level", com uma linha de teclado que gruda na orelha e um solinho de guitarra cheio de influência de Jimmy Page. Aliás, Led Zeppelin parece mesmo ter sido a grande influência dos caras na composição desse disco.

"Store Bought Bonés" e sua guitarra com slide foi feita para balançar a cabeça ao ritmo da música e sair do chão quando ela acelera. Já "Yellow Sun" e sua levada de violão é puro Beatles. E algumas passagens até me lembraram Mutantes.

A relaxada "Call it a Day", de ritmo mais arrastado e backing vocals meio desconjuntados (no bom sentido) já prepara o ouvinte para o fim do disco, que chega com "Blue Veins", um Bluesão típico de Jack White, que tem até vocais rolando ao contrário.

Pelo resultado atingido nesse disco, não ficaria nem um pouco triste se Jack White desse um pontapé na bunda da parceira Meg e Brendan Benson desistisse da sua carreira solo para seguirem com o Raconteurs em tempo integral. Porém, como isso é apenas um sonho, resta torcer para que eles decidam fazer com que este projeto paralelo dure um bom tempo, e mais importante, lancem logo um novo disco.

(Sum Records - 2006)


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