Resenha - Paradise In Flames - Axxis
Por Ben Ami Scopinho
Postado em 22 de maio de 2006
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Já é notória a fama dos alemães em fazerem melodias únicas e pegajosas, e o Axxis não foge desta regra, destilando faixas de hard rock realmente magníficas e possuindo alguns álbuns matadores em sua discografia. Mas com seu nono registro de estúdio, "Paradise In Flames", o Axxis traz algumas diferenças consideráveis em sua música, portanto não vá esperando um som totalmente tradicional em termos de rock melódico.

Soando atualmente mais moderno, porém sem perder a "atmosfera feliz", que é uma das principais características na música da banda, a grande distinção aqui é a notável participação de uma vocalista feminina chamada Lakonia em algumas faixas. Isso, acrescido a elementos sinfônicos e épicos, traz uma dimensão completamente diferente se comparado com o que a banda fez até então.
No campo instrumental "Paradise In Flames" segue a linha de seu antecessor, continuando bem focado na distorção, mas ainda completamente melódico. A forma como Bernhard Weiss canta permanece a mesma, com sua voz limpa e repleta de emoção. Entre a diversidade que este trabalho traz, é destaque imediato "Dance With The Dead" e "Take My Hand", onde Lakonia mostra um belo serviço; realmente não há como deixar de admirar canções deste porte.
Uma das grandes composições de 2006 é a épica "Lady Moon" que, juntamente com "Will God Remember Me", possui refrãos memoráveis, assim como também se sobressai a bonita balada ao piano "Don’t Leave Me", com um eficaz dueto entre as vozes masculina e feminina. É um típico disco com uma linearidade bem acima da média e com uma audição muito agradável, conseguindo transmitir uma energia um tanto otimista, o que é ótimo nos dias de hoje.
E o mais interessante é que esta nova fase não descaracterizou o "velho" Axxis, sua sonoridade continua totalmente reconhecível. É louvável ver um conjunto cuja carreira já passa dos 15 anos, e mesmo assim seus músicos continuam inspirados e com padrões refinados, mesmo quando reciclam algo que cativa há décadas. Indicadíssimo!
Formação:
Bernhard Weiss - voz
Harry Oellers - teclados
Guido Wehmeyer - guitarra
Kuno Niemeyer - baixo
Andre Hilgers - bateria
Axxis - Paradise In Flames
(2006 – AFM Records – importado)
01. Paradise In Flames (Intro)
02. Dance With The Dead
03. Tales Of Glory Island
04. Take My Hand
05. Will God Remember Me
06. Talisman
07. Don’t Leave Me
08. Lady Moon
09. Ice Wind
10. Stay By Me
11. Gods Of Rain
12. Passion For Rock
Homepage: www.axxis.de
Nota: 09
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Confira os vencedores do Grammy 2026 nas categorias ligadas ao rock e metal
A humildade de Regis Tadeu ao explicar seu maior mérito na formação da banda Ira!
O rockstar dos anos 1980 que James Hetfield odeia: "Falso e pretensioso, pose de astro"
Polêmica banda alemã compara seu membro com Eloy Casagrande
O maior cantor de todos os tempos, segundo o saudoso Chris Cornell
Veja Post Malone cantando "War Pigs" em homenagem a Ozzy no Grammy 2026 com Slash e Chad Smith
Novo disco do Megadeth alcança o topo das paradas da Billboard
Mike Portnoy admite não conseguir executar algumas técnicas de Mike Mangini
O nome do rock nacional que não colocaria o próprio álbum nem no Top 20 dos anos 1980
A música pesada do Judas Priest que não saía da cabeça do jovem Dave Mustaine
Veja Andreas Kisser de sandália e camiseta tocando na Avenida Paulista de SP
Músicos do Angra encontram Bruce Dickinson gravando novo disco em estúdio de Dave Grohl
As bandas "pesadas" dos anos 80 que James Hetfield não suportava ouvir
Produtor descreve "inferno" que viveu ao trabalhar com os Rolling Stones
As três músicas que definem o Black Sabbath, de acordo com Tony Iommi
A música de Ozzy Osbourne que Rob Trujillo considera uma das mais completas do Metal

Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
Com "Brotherhood", o FM escreveu um novo capítulo do AOR
Em 1977 o Pink Floyd convenceu-se de que poderia voltar a ousar



