Matérias Mais Lidas

imagemTravis Barker, do Blink-182, é hospitalizado às pressas e filha pede orações

imagemKerry King explica por que não assumiu o posto de guitarrista do Megadeth

imagemVeja diz que David Coverdale só passa vergonha nas redes sociais

imagemA fundamental diferença entre Paulo Ricardo e Schiavon que levou RPM ao fim

imagemQuando Jimi Hendrix chamou Eric Clapton para subir no palco e afinar sua guitarra

imagemMike Portnoy e a música do Rush que virou um grande sucesso do Guns N' Roses

imagemCinco álbuns que serão lançados no segundo semestre de 2022 e merecem a sua atenção

imagemO clássico dos Paralamas que Gilberto Gil escreveu a letra e ditou pelo telefone

imagemA resposta de John Lennon quando perguntado se retornaria aos Beatles em 1975

imagemSlash explica por que rejeitou Corey Taylor no Velvet Revolver

imagemNergal diz que Behemoth é mais que anti-religião e emociona-se com LGBTQ e aborto

imagemKiko Loureiro explica por que acha uma merda seu solo de guitarra em "Rebirth"

imagemCinco músicas que são covers, mas você acha que são as versões originais - Parte 2

imagemO dia que filhos dos Titãs foram retirados de show e Nando Reis quase foi preso

imagemPaul Di'Anno recebe autógrafo de Rivellino e fica feliz da vida; "Te vejo ano que vem?"


Stamp

Resenha - Touched By The Crimson King - Demons & Wizards

Por Maurício Gomes Angelo
Em 28/12/05

Nota: 7

Logo nos primeiros segundos de "Touched By The Crimson King" John Schaffer faz questão de nos lembrar que usa o mesmo riff há mais de 15 anos. Ok, isso não impede que ele seja um grande guitarrista. Yngwie Malmsteen e Chris Impelliteri também se repetem muito e são guitar-heros de respeito. Contudo, isso começa a ficar realmente chato. Sorte que o conjunto do material presente nesta sua nova empreitada ao lado de Hansi Kürsch salva o resto. E nunca é demais colocar Hansi no seu devido lugar: uma das vozes mais espetaculares do mundo e intérprete soberbo, talvez o maior do metal. Incrível a garra e intensidade do sujeito.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

O primeiro álbum do D&W, auto-intitulado (odeio álbuns "auto-intitulados") era bom, mas longo em demasia, se perdendo em meio às suas 16 canções. Já que a dupla Schaffer & Kürsch assina todas as letras e composições, algum engraçadinho poderia fazer a incrível revelação de que o D&W nada mais é que o instrumental do Iced Earth com os refrães e o estilo vocal do Blind Guardian. Tá, claro que o é.
A princípio não seria um problema, pois as duas bandas são ótimas. Mas "Touched By The Crimson King" vai muito pouco além disso. Parece que a duplinha se contentou ao saber que entraria em campo com o jogo ganho. Como resultado, produziram um verdadeiro espetáculo de déja-vu’s consecutivos.

Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp

"Crimson King", "Beneath These Waves" e "Terror Train" é rigorosamente IGUAL a tudo que eles fizeram antes. As coisas só mudam com "Seize The Day", mid-tempo, mais cérebro que músculos, mas ela é medíocre. Ás vezes me pergunto se grandes compositores que só sabem compor as mesmas coisas são grandes compositores realmente (!?!?!?!?!) e é visível que Hansi fica muito refém de Schaffer nestas horas. Ou você não conhece o comportamento tirano do rapaz? A coisa se complica se pensarmos que o D&W é um projeto paralelo, fora de suas bandas normais, e como tal deveria trazer algo de novo, dando a oportunidade dos músicos experimentarem coisas que sempre quiseram. Pelo jeito o que eles quiseram testar aqui é quanta grana conseguiriam ganhar juntos...

Como consegui viver de Rock e Heavy Metal

Por isso, não perderei nosso tempo com músicas mais surpreendentes que peru no natal. "Love’s Tragedy Asunder" tem um riff realmente inspirado e que cresce aos poucos, valorizando o bonito refrão cantado por Kürsch. "Wicked Witch" traz um belíssimo trabalho de vozes, numa faixa agradável onde Hansi lembra Warrel Dane, em seu final, especialmente. "Dorian", ao contrário do esperado nestas alturas, faz valer os seus seis minutos e meio, apesar de Schaffer insistir em ser Schaffer o tempo todo. "Down Where I Am" é a magnífica balada que felizmente nos foi concedida, deixando-nos com a conclusão de que o ato final do trabalho é, disparado, o melhor e o que realmente importa.

Divulgue sua banda de Rock ou Heavy Metal

No disco anterior eles gravaram "White Room", cover do Cream, e neste eles mantém a tradição de coverizar alguma banda clássica. Agora foi "Immigrant Song", do Led Zeppelin, a escolhida. Claro, mais pesada. Claro, mais agressiva. Só que não tinha necessidade. Sabe estrangeiro falando português? È a mesma sensação de deslocamento que se tem aqui. Destruíram com a essência musical que só músicos daquela época e com aquela mentalidade poderiam ter. Ou seja..."Immigrant Song" virou mais uma.

Falei tanto para dizer que "Touched By The Crimson King" é medíocre. Até Bobby Jarzombek, baterista que já passou pelo Iced Earth e músico de estúdio requisitado atualmente, não está tão apreciável quanto o costumeiro. Na verdade, até a arte gráfica está abaixo do esperado.

Divulgue sua banda de Rock ou Heavy Metal

O sinal amarelo foi ligado. Se Schaffer & Kürsch pensam em levar o Demons&Wizards adiante é melhor produzir algo que não seja "a mesmice da mesmice". Observando que as baladas correspondem ao melhor momento desta bolachinha, porque não um trabalho acústico dos dois, com Hansi interpretando tanto clássicos do Iced Earth quanto do Blind Guardian?
Isto sim seria legal de se ver.

Formação:
Hansi Kürsch (Vocal)
Jon Schaffer (Guitarra Base/Baixo/Violão)
Jim Morris (Guitarra Solo)
Rubin Drake (Baixo)
Bobby Jarzombek (Bateria)
Howard Helm (Piano)

Site Oficial: www.demosandwizards.de

Hellion Records – 2005.

Ademir Barbosa Silva | Alexandre Faria Abelleira | Andre Sugaroni | André Silva Eleutério | Antonio Fernando Klinke Filho | Bruno Franca Passamani | Caetano Nunes Almeida | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Eduardo Ramos | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cristofer Weber | César Augusto Camazzola | Dalmar Costa V. Soares | Daniel Rodrigo Landmann | Décio Demonti Rosa | Efrem Maranhao Filho | Eric Fernando Rodrigues | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Filipe Matzembacher | Gabriel Fenili | Helênio Prado | Henrique Haag Ribacki | Jesse Silva | José Patrick de Souza | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcelo H G Batista | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Reginaldo Tozatti | Ricardo Cunha | Ricardo Dornas Marins | Sergio Luis Anaga | Sergio Ricardo Correa dos Santos | Tales Dors Ciprandi | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Tom Paes | Vinicius Valter de Lemos | Wendel F. da Silva


Outras resenhas de Touched By The Crimson King - Demons & Wizards

Resenha - Touched By The Crimson King - Demons & Wizards

Resenha - Touched by the Crimson King - Demons & Wizards

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

publicidade
Ademir Barbosa Silva | Alexandre Faria Abelleira | Andre Sugaroni | André Silva Eleutério | Antonio Fernando Klinke Filho | Bruno Franca Passamani | Caetano Nunes Almeida | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Eduardo Ramos | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cristofer Weber | César Augusto Camazzola | Dalmar Costa V. Soares | Daniel Rodrigo Landmann | Décio Demonti Rosa | Efrem Maranhao Filho | Eric Fernando Rodrigues | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Filipe Matzembacher | Gabriel Fenili | Helênio Prado | Henrique Haag Ribacki | Jesse Silva | José Patrick de Souza | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcelo H G Batista | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Reginaldo Tozatti | Ricardo Cunha | Ricardo Dornas Marins | Sergio Luis Anaga | Sergio Ricardo Correa dos Santos | Tales Dors Ciprandi | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Tom Paes | Vinicius Valter de Lemos | Wendel F. da Silva
Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp

Stephen King: Top 5 das canções inspiradas em sua obra


Axl Rose: "ele é um fracassado", diz mulher de Slash


Sobre Maurício Gomes Angelo

Jornalista. Escreve sobre cultura pop (e não pop), política, economia, literatura e artigos em várias áreas desde 2003. Fundador da Revista Movin' Up (www.revistamovinup.com) e da revrbr (www.revrbr.com), agência de comunicação digital. Começou a escrever para o Whiplash! em 2004 e passou também pela revista Roadie Crew.

Mais matérias de Maurício Gomes Angelo.