Resenha - Touched By The Crimson King - Demons & Wizards
Por Maurício Gomes Angelo
Postado em 28 de dezembro de 2005
Nota: 7 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Logo nos primeiros segundos de "Touched By The Crimson King" John Schaffer faz questão de nos lembrar que usa o mesmo riff há mais de 15 anos. Ok, isso não impede que ele seja um grande guitarrista. Yngwie Malmsteen e Chris Impelliteri também se repetem muito e são guitar-heros de respeito. Contudo, isso começa a ficar realmente chato. Sorte que o conjunto do material presente nesta sua nova empreitada ao lado de Hansi Kürsch salva o resto. E nunca é demais colocar Hansi no seu devido lugar: uma das vozes mais espetaculares do mundo e intérprete soberbo, talvez o maior do metal. Incrível a garra e intensidade do sujeito.
Demons And Wizards - Mais Novidades

O primeiro álbum do D&W, auto-intitulado (odeio álbuns "auto-intitulados") era bom, mas longo em demasia, se perdendo em meio às suas 16 canções. Já que a dupla Schaffer & Kürsch assina todas as letras e composições, algum engraçadinho poderia fazer a incrível revelação de que o D&W nada mais é que o instrumental do Iced Earth com os refrães e o estilo vocal do Blind Guardian. Tá, claro que o é.
A princípio não seria um problema, pois as duas bandas são ótimas. Mas "Touched By The Crimson King" vai muito pouco além disso. Parece que a duplinha se contentou ao saber que entraria em campo com o jogo ganho. Como resultado, produziram um verdadeiro espetáculo de déja-vu’s consecutivos.
"Crimson King", "Beneath These Waves" e "Terror Train" é rigorosamente IGUAL a tudo que eles fizeram antes. As coisas só mudam com "Seize The Day", mid-tempo, mais cérebro que músculos, mas ela é medíocre. Ás vezes me pergunto se grandes compositores que só sabem compor as mesmas coisas são grandes compositores realmente (!?!?!?!?!) e é visível que Hansi fica muito refém de Schaffer nestas horas. Ou você não conhece o comportamento tirano do rapaz? A coisa se complica se pensarmos que o D&W é um projeto paralelo, fora de suas bandas normais, e como tal deveria trazer algo de novo, dando a oportunidade dos músicos experimentarem coisas que sempre quiseram. Pelo jeito o que eles quiseram testar aqui é quanta grana conseguiriam ganhar juntos...
Por isso, não perderei nosso tempo com músicas mais surpreendentes que peru no natal. "Love’s Tragedy Asunder" tem um riff realmente inspirado e que cresce aos poucos, valorizando o bonito refrão cantado por Kürsch. "Wicked Witch" traz um belíssimo trabalho de vozes, numa faixa agradável onde Hansi lembra Warrel Dane, em seu final, especialmente. "Dorian", ao contrário do esperado nestas alturas, faz valer os seus seis minutos e meio, apesar de Schaffer insistir em ser Schaffer o tempo todo. "Down Where I Am" é a magnífica balada que felizmente nos foi concedida, deixando-nos com a conclusão de que o ato final do trabalho é, disparado, o melhor e o que realmente importa.
No disco anterior eles gravaram "White Room", cover do Cream, e neste eles mantém a tradição de coverizar alguma banda clássica. Agora foi "Immigrant Song", do Led Zeppelin, a escolhida. Claro, mais pesada. Claro, mais agressiva. Só que não tinha necessidade. Sabe estrangeiro falando português? È a mesma sensação de deslocamento que se tem aqui. Destruíram com a essência musical que só músicos daquela época e com aquela mentalidade poderiam ter. Ou seja..."Immigrant Song" virou mais uma.
Falei tanto para dizer que "Touched By The Crimson King" é medíocre. Até Bobby Jarzombek, baterista que já passou pelo Iced Earth e músico de estúdio requisitado atualmente, não está tão apreciável quanto o costumeiro. Na verdade, até a arte gráfica está abaixo do esperado.
O sinal amarelo foi ligado. Se Schaffer & Kürsch pensam em levar o Demons&Wizards adiante é melhor produzir algo que não seja "a mesmice da mesmice". Observando que as baladas correspondem ao melhor momento desta bolachinha, porque não um trabalho acústico dos dois, com Hansi interpretando tanto clássicos do Iced Earth quanto do Blind Guardian?
Isto sim seria legal de se ver.
Formação:
Hansi Kürsch (Vocal)
Jon Schaffer (Guitarra Base/Baixo/Violão)
Jim Morris (Guitarra Solo)
Rubin Drake (Baixo)
Bobby Jarzombek (Bateria)
Howard Helm (Piano)
Site Oficial: www.demosandwizards.de
Hellion Records – 2005.
Outras resenhas de Touched By The Crimson King - Demons & Wizards
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O desrespeito que fez Bruce Dickinson cantar show recente do Iron Maiden do backstage
"Um babaca que nem sabe tocar direito": Roger Waters fala sobre James Hetfield
O maior guitarrista de todos os tempos, de acordo com a Guitar World
A curiosa alfinetada de Anette Olzon no Nightwish após saída de Floor Jansen
Fãs esculacham o Metallica após discurso feito por James Hetfield em show
Membros do Nightwish se manifestam após saída de Floor Jansen: "Vida dá e vida tira"
KK's Priest divulga vídeo de cover de "Never Satisfied", do Judas Priest
Os álbuns do Metallica que Kirk Hammett exalta e James Hetfield chama de forçados
Os 4 indícios de que Floor Jansen já estava mesmo de saída do Nightwish
A trilogia clássica do AC/DC que quase não aconteceu, segundo Gastão
Cliff Burton, baixista dos primeiros discos do Metallica, estampa capa da Metal Hammer
Tuomas Holopainen já fez show para apenas uma pessoa (que foi embora após duas músicas)
A declaração de James Hetfield não surpreende, considerando de onde veio
O convite de lenda que Yngwie Malmsteen recusou e hoje acha que deveria ter aceitado
Not Troo: João Gordo posta foto com James Hetfield na Disney
Sebastian Bach: descrevendo o horror de urinar com Phil Anselmo
O hit da Legião Urbana que contém bonita resposta para famosa pergunta de "Pais e Filhos"


Kiss - há 44 anos, "Creatures of the Night" marcou o retorno da banda ao hard rock pesado
Ninguém tinha sobrenome na casa onde os Rolling Stones gravaram "Exile on Main St."
A Tempestade (ou O Livro dos Dias): 30 anos da despedida
"Se o Rádio Não Toca", o raro registro ao vivo de Raul Seixas que ganhou edição definitiva
Carach Angren - Sete histórias para um inferno
Paura mira em velhos problemas humanos e entrega muito metalcore em "Primitive Chaos"
Flotsam and Jetsam entrega fúria e maturação em "Rats in the Temple"
Pride Of Lions Mantém a Tradição do AOR Clássico em "Unbridled"
Quase vinte anos do seu lançamento, "Over The Under" ainda soa vigoroso
Alice In Chains: Sete músicas, que podem mudar a vida de uma pessoa



