Demons & Wizards: análise da edição deluxe do segundo disco
Resenha - Touched by the Crimson King - Demons & Wizards
Por Ricardo Seelig
Postado em 22 de agosto de 2019
"Touched by the Crimson King" é o segundo álbum do projeto Demons & Wizards, formado pelo vocalista do Blind Guardian, Hansi Kürsch, e o guitarrista do Iced Earth, Jon Schaffer. O disco foi lançado em junho de 2005 e é, até o momento, o último trabalho da banda. A boa notícia é que o álbum está sendo relançado em uma linda edição deluxe repleta de músicas bônus e com nova arte, e que Hansi e Jon estão trabalhando em um novo disco do Demons & Wizards, que deve sair no primeiro semestre de 2020. Atualmente, a dupla está focada em shows do projeto nos festivais europeus e pelos Estados Unidos.
Demons And Wizards - Mais Novidades
A nova edição de "Touched by the Crimson King" está saindo no Brasil pela Hellion Records, que também trouxe a reedição do disco de estreia do Demons & Wizards. Ambas possuem um trabalho gráfico espetacular e vem em boxes com acabamento luxuoso. Vale lembrar que a edição brasileira anterior de "Touched by the Crimson King" saiu por aqui pela mesma Hellion em 2005, com a capa original e uma slipcase protegendo-a. A nova capa do álbum é muito superior e traz uma ilustração muito mais condizente com o conteúdo, refletindo artisticamente a agressividade que as canções entregam.
"Touched by the Crimson King" foi produzido por Kürsch e Schaffer ao lado de Jim Morris, que já havia trabalhado com Jon em diversos discos do Iced Earth. O álbum conta com treze faixas e, assim como o debut, traz uma versão para um clássico de um gigante do hard rock. No primeiro foi "White Room", do Cream, e aqui temos "Immigrant Song", do Led Zeppelin. A nova edição, totalmente remasterizada, vem com nove faixas bônus, sendo que oito delas são demos das músicas presentes no tracklist original e uma é inédita, "Until She Comes". Liricamente, a maioria das letras do álbum é inspirada na série A Torre Negra, de Stephen King, que começou a ser publicada em 1982 e conta com oito livros.
O trabalho de remasterização fica bem evidente em "Touched by the Crimson King". Tenho a edição original lançada pela Hellion Records em 2005 e, comparando-o com a nova, o que temos nessa deluxe edition é um som bem menos abafado e cristalino.
O disco começa com uma das melhores músicas do projeto, "Crimson King", com corais na abertura e uma linha de vocal que casa de maneira perfeita com o riff da guitarra. De modo geral, o álbum apresenta uma sonoridade mais convencional e não tão surpreendente quanto a estreia. Está longe de ser ruim, mas fica abaixo do primeiro. Não vemos mais a alternância de dinâmicas que marcaram o primeiro CD, e ao invés disso ouvimos exatamente o que se esperaria da união entre o Blind Guardian e o Iced Earth. As exceções se dão geralmente na forma de canções mais lentas e contemplativas, quase baladas, como a linda "Seize the Day" e "Love´s Tragedy Asunder". A versão de "Immigrant Song" também ficou interessante, devidamente atualizada com doses generosas de peso.
Ao lado de Kürsch e Schaffer temos o baixista Ruben Drake, o ótimo baterista Bobby Jarzombek (Iced Earth, Halford, Fates Warning) e o próprio produtor Jim Morris na guitarra solo.
O resultado final é um bom disco, porém sem o brilho intenso da estreia de 1999. Bons momentos estão entre as faixas, mas o tracklist é um tanto irregular e sem a consistência e a força do primeiro álbum. Mesmo assim, trata-se de um item especial por trazer a união entre Hansi Kürsch e Jon Schaffer, e que ganhou uma dose extra de apelo com esta belíssima edição deluxe.
Outras resenhas de Touched by the Crimson King - Demons & Wizards
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A banda de rock que lucra com a infantilização do público adulto, segundo Regis Tadeu
O melhor compositor de rock de todos os tempos, segundo Elton John
O melhor álbum conceitual da história do metal progressivo, segundo o Loudwire
Como está sendo a adaptação de Simon Dawson ao Iron Maiden, de acordo com Steve Harris
Fã de treinos de perna, Nita Strauss fala sobre sua dificuldade com a barra fixa
O clássico do rock que mostra por que é importante ler a letra de uma música
Playlist - Uma música de heavy metal para cada ano, de 2000 a 2025
Prefeito do Rio coloca Paul McCartney e Bono em vídeo sobre megashow em Copacabana
A melhor música de heavy metal lançada em 1986, segundo o Loudwire - não é "Master of Puppets"
Por que não há músicas de Bruce Dickinson em "Somewhere in Time", segundo Steve Harris
O baterista que Neil Peart disse que "não veremos outro igual"
O guitarrista favorito de todos os tempos de James Hetfield do Metallica
O guitarrista que Ian Anderson achava limitado, e que deu muito trabalho para Steve Vai
10 grandes álbuns de bandas dos anos 1980 lançados nos 1990s segundo o Metal Injection
A condição estipulada por rádios para veicular músicas do Van Halen, segundo Alex Van Halen
Serj Tankian, do System Of A Down, elege o maior álbum de Nu-Metal de todos os tempos
Marty Friedman conta o que o Metallica possui, mas falta ao Megadeth
Bryan Adams conta em entrevista como foi compor hit pesado do Kiss


Com "Brotherhood", o FM escreveu um novo capítulo do AOR
Anguish Project mergulha no abismo do inconsciente com o técnico e visceral "Mischance Control"
Motorjesus pisa fundo no acelerador, engata a quinta e atropela tudo em "Streets Of Fire"
Metallica: "72 Seasons" é tão empolgante quanto uma partida de beach tennis



