Matérias Mais Lidas

imagemO que mais impede Kiko Loureiro de voltar ao Angra? (Não tem nada a ver com o Megadeth)

imagemBill Hudson diz que tatuagem pode ter sido entrave para entrar no Megadeth

imagemHumberto Gessinger faz símbolo do "L" do Lula com a mão em show e fãs vibram

imagemMarcos Mion conta história de encontro (e manjada) com Bon Jovi no banheiro

imagemEdgard Scandurra, do Ira!, explica atual sumiço do rock nas rádios brasileiras

imagemA curiosa opinião de Ozzy sobre cover do Metallica para "Sabbra Cadabra"

imagemBeatles: Paul McCartney conta a história por trás de "Ob-La-Di, Ob-La-Da"

imagemLuísa Sonza posta fotos com camiseta da banda de death metal Morbid Angel

imagemTaylor Hawkins: Ele estava cansado e pronto pra abandonar o Foo Fighters

imagemBruce Dickinson diz o que o surpreendeu quando retornou ao Iron Maiden

imagemMarcello Pompeu, em busca de emprego, pede ajuda a seguidores

imagemO erro geográfico na letra de "All Star", música que Nando Reis fez para Cássia Eller

imagemO que mudou no rock dos anos 90 pra cá segundo Jimmy Page

imagemAutor de "God Save The Queen", Johnny Rotten diz que sente orgulho da Rainha Elizabeth

imagemOzzy Osbourne revela o único integrante de sua banda que saiu "do jeito certo"


Stamp

Resenha - Touched By The Crimson King - Demons & Wizards

Por Ricardo Seelig
Em 05/01/06

publicidade

Nota: 7

Cinco anos após a sua elogiada estréia, o Demons & Wizards, projeto que une o vocalista Hansi Kürsch (Blind Guardian) e o guitarrista Jon Schaffer (Iced Earth) solta o seu segundo álbum.

Em 2000, data do lançamento de "Demons & Wizards", as duas bandas viviam fases espetaculares. Enquanto o Iced Earth ainda colhia os louros do ótimo "Something Wicked This Way Comes", o Blind Guardian via o seu nome crescer à uma velocidade espantosa, graças ao excelente "Nightfall In Middle-Earth". Nestes sessenta meses que separam os dois álbuns, muita coisa mudou para as duas bandas. O Iced Earth lançou o mediano "Horror Show", e perdeu o ótimo vocalista Matthew Barlow em uma história até hoje mal contatada. Apesar da entrada do ex-Judas Priest Tim Owens no posto de Barlow e do lançamento de dois bons álbuns, "The Glorious Burden" e "The Blessed And The Damned", a banda infelizmente não conseguiu manter o posto de destaque merecidamente conquistado com "The Dark Saga" e o já citado "Something Wicked This Way Comes".

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Já o Blind Guardian colocou no mercado "A Night At The Opera", que apesar de toda a qualidade apresentada em suas composições não conseguiu sair da sombra de "Nightfall In Middle-Earth", sem dúvida alguma um dos melhores álbuns da história do heavy metal.

A volta do Demons & Wizards reflete esta situação. Se no primeiro álbum a mistura entre a sonoridade dos dois grupos soava inspirada e renovadora, em "Touched By The Crimson King" muitas vezes ela soa repetitiva. A abertura com a ótima e pesada "Crimson King" parece saída do debut, com destaque para o refrão totalmente Blind Guardian cantado por Hansi Kürsch. "Beneath These Waves" busca novos caminhos, com um andamento mais cadenciado, enquanto "Terror Train" soa como sobra de estúdio de "Horror Show".

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Uma guinada de 360 graus é dada quando começam os primeiros acordes da bela "Seize The Day". Nesta música mais uma vez nota-se o quanto Hansi Kürsch possui uma voz privilegiada, alternando momentos mais agressivos com outros em que usa a sua voz de forma mais limpa.

O caminho é seguido com mais peso na ótima "Love´s Tragedy Asunder", uma das minhas preferidas, culminando na acústica "Wicked Witch", com resquícios daquele clima medieval característico do Blind Guardian.

Poderia ser um ótimo álbum, mas não o é pela excesso de fórmulas repetitivas. "The Gunslinger" tenta ser climática e consegue apenas ser chata. "Dorian", apesar do ótimo riff de Schaffer, é repetitiva e longa demais.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Encerrando o CD temos uma versão para a imortal "Immigrant Song" do Led Zeppelin. Ao contrário da excelente releitura de "White Room", que fechava seu álbum de estréia, "Immigrant Song" acaba soando muito estranha na "atmosfera" Demons & Wizards, e isso se dá muito mais por um erro de escolha do que pela qualidade dos músicos envolvidos no projeto. Se a idéia era homenagear Jimmy Page e Robert Plant, refazer clássicos como "The Rover", "Over The Hills And Far Away" ou até mesmo uma versão de "Stairway To Heaven" com o clima da Terra Média teria sido uma idéia melhor.

A versão nacional conta ainda com quatro faixas bônus. "Lunar Lament" e "Spatial Architects" poderiam tranquilamente fazer parte do set list principal do álbum, pois não ficam devendo nada às músicas escolhidas. Além delas, temos também uma releitura de "Wicked Witch" batizada como "slow version", além de uma versão editada de "Beneath These Waves".

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Fechando, não poderia deixar de ressaltar, mais uma vez, o respeito mostrado pela Hellion Records, que colocou o álbum no mercado nacional com uma bela versão "slip-case", além de um longo encarte com todas as letras.

A idéia de unir a sonoridade do Iced Earth e do Blind Guardian soou bem em 2000 no álbum de estréia, mas, se o plano de Kürsch e Schaffer for manter o Demons & Wizards na estrada, é preciso ir além disso.

Faixas:

1. Crimson King
2. Beneath These Waves
3. Terror Train
4. Seize The Day
5. The Gunslinger
6. Love´s Tragedy Asunder
7. Wicked Witch
8. Dorian
9. Down Where I Am
10. Immigrant Song

Bonus Tracks:

11. Lunar Lament
12. Wicked Witch (Slow Version)
13. Spatial Architects
14. Beneath These Waves (Edit)


Outras resenhas de Touched By The Crimson King - Demons & Wizards

Resenha - Touched By The Crimson King - Demons & Wizards

Resenha - Touched by the Crimson King - Demons & Wizards

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

PRB
publicidade
Ademir Barbosa Silva | Alexandre Faria Abelleira | Andre Sugaroni | André Silva Eleutério | Antonio Fernando Klinke Filho | Bruno Franca Passamani | Caetano Nunes Almeida | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Eduardo Ramos | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cristofer Weber | César Augusto Camazzola | Dalmar Costa V. Soares | Daniel Rodrigo Landmann | Décio Demonti Rosa | Efrem Maranhao Filho | Eric Fernando Rodrigues | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Filipe Matzembacher | Gabriel Fenili | Helênio Prado | Henrique Haag Ribacki | Jesse Silva | José Patrick de Souza | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcelo H G Batista | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Reginaldo Tozatti | Ricardo Cunha | Ricardo Dornas Marins | Sergio Luis Anaga | Sergio Ricardo Correa dos Santos | Tales Dors Ciprandi | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Tom Paes | Vinicius Valter de Lemos | Wendel F. da Silva
Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp

Stephen King: Top 5 das canções inspiradas em sua obra



Sobre Ricardo Seelig

Ricardo Seelig é editor da Collectors Room - www.collectorsroom.com.br - e colabora com o Whiplash.Net desde 2004.

Mais matérias de Ricardo Seelig.