Resenha - Darklife - Silent Cry
Por Maurício Gomes Angelo
Postado em 17 de setembro de 2005
Nota: 9 ![]()
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Embora não conheça a fundo os trabalhos anteriores do Silent Cry, pude acompanhar – através de contatos – a trajetória tortuosa destes mineiros de Governador Valadares. Após alguns álbuns, mudanças de formação, apresentação no Brasil Metal Union e o contrato com a Hellion Records, eis que chegamos à "Darklife".

"Sufocated In Darkness", como faixa de abertura, finca os pés no heavy metal, impressionando pelo solo incomum apresentado. E a partir daí identificamos facilmente os acertos da banda: eles não carregam tanto na atmosfera tétrica, deixam a veia progressiva supinamente presente nas composições, capricham nas harmonias vocais - guturais, líricos e screams são usados soberbamente e com ciência de sua colocação – e trazem riffs e solos inspiradíssimos, em quantidade bem maior se comparado às bandas do estilo.
Ouça "Sweet Serenades" e comprove o que foi dito acima.
Garantindo a audição prazerosa do material, notamos o cuidado em compor músicas que se diferenciem entre si (e o feliz acerto da disposição das mesmas no álbum), mantendo o ritmo intenso e a qualidade intacta. Dado isso, temos o real bom gosto da balada "Last Goodbye", o prog/power (não, você não leu errado) vigoroso e quebrado de "Innocence’s Look", as acertadas digressões de "My Tears Are Still Falling", a classe e as harmonias belíssimas de "Wine’s Dance", culminando no singelo desfecho com "Enigmatic".
Sandra Felix é competente tanto nos tons altos quanto nos baixos, se encaixando satisfatoriamente no som do sexteto (e seus "duelos" com Dilpho Castro são ótimos), a dupla de guitarristas é polivalente (garantindo a variação citada), a cozinha dosa a intensidade com sabedoria e os teclados de Phillipe Dutra sempre trazem algo relevante. A produção, ainda que não seja perfeita, é correta, e jamais atrapalha.
Eles nunca se esquecem que são, antes de tudo, uma banda de metal, concedendo momentos suculentos aos headbangers amantes do gênero. Destacam-se justamente por seguirem na tradição mais pesada do lado soturno da música. Black Sabbath, Candlemass, Paradise Lost e até o Tristania, em seus melhores momentos, podem ser tidos como referências aqui. No entanto, sem nunca esquecer de sua personalidade própria e criar composições que tenham um diferencial. Junto ao Avec Tristesse, considerando as bandas que me vem à mente agora, o Silent Cry se credencia como um dos grandes representantes do gothic metal brasileiro.
Garantia de bom investimento.
Formação:
Sandra Felix (Vocal)
Dilpho Castro (Vocal/Guitarra)
Albenez Carvalho (Guitarra)
Roberto Freitas (Baixo)
Phillipe Dutra (Teclado)
Ricardo Meirelles (Bateria)
Site Oficial: www.silentcry.com.br
Material cedido por:
Hellion Records
Rua 24 de Maio, 62 – Lojas 280/282/308 – Centro
São Paulo – SP – CEP: 01041-900 – Brasil
Tel: (11) 5083-2727 – 5083-9797 – 5539-7415
Fax: (11) 5549-0083
Internet: www.hellionrecords.com
Email: [email protected]
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