Resenha - Adam & Eve - Flower Kings
Por Thiago Sarkis
Postado em 19 de agosto de 2005
Nota: 8 ![]()
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Ultimamente quando aparece um ‘novo’ projeto ou banda de rock progressivo, pode saber que tem algum membro dos Flower Kings envolvido. Além da qualidade, eles são muitos e estão em toda parte (que afirmação paranóide, não?). Veja só: Karmakanic, Kaipa, The Tangent, Time Requiem, Arena, Midnight Sun, TransAtlantic, , Space Odyssey, Pain Of Salvation, entre outros, já contaram ou ainda contam com os trabalhos de membros da banda sueca. Seguindo um histórico desses, não podemos esperar nada além do acima da média quando esses magos se reúnem.


"Adam & Eve" é o décimo segundo lançamento do grupo - se considerarmos os ao vivo e excluirmos as relíquias para fã clubes -, e eles ainda não decepcionaram ao longo dessa trajetória que alcança uma década.
‘Jams’ que exigem o máximo de cada integrante, ao modo Weather Report, climas bem cadenciados, rock ‘n’ roll setentista, influências de neo-prog, levadas ao estilo de Yes, e toques de música pop marcam presença novamente e garantem a alegria dos fãs.
Há uma série de perdas e ganhos, no entanto, se compararmos este CD a seus antecessores. Os vocais soam melhores que nunca, especialmente pelas participações de Daniel Gildenlöw, esteja ele atuando em duetos com Roine Stolt ou solo. Seu show particular no ‘rockão’ da faixa título e as incontáveis intervenções misteriosas e nebulosas de sua voz pagam o disco. Por outro lado, as inspirações de Pendragon e IQ não funcionam tão bem no instrumental desta vez, como acontecera em "Stardust We Are" (1997) e "Space Revolver" (2000). "Cosmic Circus" e "The Blade Of Cain", por exemplo, não soam mal, mas ficam à margem do normal, o que definitivamente é anormal tratando-se de The Flower Kings.

As atuações são irrepreensíveis, e é redundante afirmar isso com essa turma credenciada desse jeito. Porém, a técnica aprovada nem sempre reflete um entusiasmo criativo, e parece-me que faltou um pouco disso por aqui. Química ou concordância de objetivos talvez. Todavia, estes percalços comuns na vida de um conjunto só retêm parte do brilho. O restante reluz e muito, e falamos aí da épica "Drivers Seat", de "Vampires View", "Timelines", e também "Love Supreme", com seus quase vinte minutos de duração. Ou seja, 75% do álbum. Que continuem assim, normais às vezes, extraordinários na maioria do tempo.
Site Oficial – http://www.flowerkings.se
Roine Stolt (Vocais – Guitarras – Violões)
Hasse Fröberg (Vocais)
Daniel Gildenlöw (Vocais)
Tomas Bodin (Teclados)
Jonas Reingold (Baixo)
Hasse Bruniusson (Percussão)
Zoltan Csorsz (Bateria)
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