Resenha - Icon - Paradise Lost

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Por Ben Ami Scopinho
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Os ingleses do Paradise Lost, como tantas outras bandas do underground mundial, começaram sua carreira tocando um típico death metal. Mesmo com a boa repercussão de seus álbuns, e devido à necessidade de tranformação que alguns artistas apresentam, seus próximos trabalhos nunca se pareceriam entre si, sempre acrescentando algo inusitado (na época) ao seu death metal, sejam coros femininos ou instrumentos que não faziam parte do gênero até então famoso pela extrema agressão sonora.

Em 1993, Paradise Lost lança seu quarto disco, "Icon", dando um adeus definitivo ao death metal. Na época de seu lançamento, os músicos da banda comentavam que a idéia deste disco era a de que, no momento de sua audição, se tivessem a impressão de estar numa catedral. E conseguiram plenamente este objetivo. A sensação de opressão aliada à beleza das composições deste disco é evidente (com certeza, no caso das catedrais católicas, era isso que a Igreja queria passar aos seus fiéis – beleza divina e algum temor necessário, mostrando o quanto o homem é pequenino perante Deus, o que ajudaria na "orientação" de seus seguidores).

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O talento de Gregor Mackintosh e Nick Holmes, que são os gênios atrás das letras introspectivas e dos arranjos musicais, nos apresentam alta qualidade nas composições que passam por todas as faixas. A constante de "Icon" são os riffs de heavy metal recheados de passagens doom e góticas e climas orquestrados, e, ao invés dos tradicionais urros de outrora, Nick Holmes realmente canta neste álbum, mesmo de maneira um tanto áspera.

A faixa de abertura, "Embers Fire" já é um clássico, com uma melodia de guitarra muito forte, gerando uma atmosfera obscura e triste. "Remembrance " e "Colossal Rains", com seus pesos e irresistíveis guitarras-solo, nos prendem a atenção desde o começo pela atmosfera intensa e densa, como somente muito, muito poucas canções deste estilo conseguem nos transmitir.

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E as canções fluem, todas tendo seu momento, seja nas mais rápidas como "Dying Freedom" e "Widow", seja na arrastada "Joys Of The Emptiness", ou na bonita "Christendom", que se completa com vozes femininas. E para finalizar tanta melancolia, "Deus Misereatur", instrumental tal como as melodias que se terminam um filme.

Mesmo com um trabalho deste nível, o Paradise Lost se supera com seu sucessor, o ainda mais gótico "Draconian Times", atingindo popularidade imensa por todo o planeta, até que resolvem, em seus próximos discos, pender para o lado mais pop da música, usando efeitos eletrônicos em detrimento do peso, e como consequência, caindo em desgraça com os apreciadores de sua arte.

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Paradise Lost – Icon
Music For Nations – 1993

Embers Fire
Remembrance
Forging Sympathy
Joys Of The Emptiness
Dying Freedom
Widow
Colossal Rains
Weeping Words
Poison
True Belief
Shallow Seasons
Christendom
Deus Misereatur

Formação:
Nick Holmes - Vocais
Gregory Mackintosh - Guitarra
Aaron Aedy - Guitarra
Stephen Edmondson - Baixo
Matt Archer – Bateria

Discografia:
Lost Paradise - 1990
Gothic - 1991
Shades Of God - 1992
Icon - 1993
Draconian Times - 1995
One Second - 1997
Reflections - 1998
Host - 1999
Believe In Nothing - 2001
Symbol Of Life - 2002


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Sobre Ben Ami Scopinho

Ben Ami é paulistano, porém reside em Florianópolis (SC) desde o início dos anos 1990, onde passou a trabalhar como técnico gráfico e ilustrador. Desde a década anterior, adolescente ainda, já vinha acompanhando o desenvolvimento do Heavy Metal e Hard Rock, e sua paixão pelos discos permitiu que passasse a colaborar com o Whiplash! a partir de 2004 com resenhas, entrevistas e na coluna "Hard Rock - Aqueles que ficaram para trás".

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