Resenha - Masterpieces 2 - Marcos De Ros
Por Maurício Gomes Angelo
Postado em 18 de novembro de 2004
Nota: 10 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Marcos De Ros é o caso clássico do talento que não é reconhecido como deveria. Guitarrista gaúcho de técnica estupenda e compositor de mão cheia, ele seguramente é um dos 10 melhores do país, embora não goze de tanto prestígio quanto alguns de seus companheiros.
Marcos de Ros - Mais Novidades
"Masterpieces 2" é a segunda parte de seus álbuns solo que visam homenagear compositores clássicos que serviram de inspiração para ele.
Quando você se depara com a interpretação de composições de gênios do porte de Shubert, Vivaldi, Mozart, Bach, Beethoven e Tchaikowisky pode logo imaginar que se trata de uma seleção oportunista que visa somente impressionar e ganhar mercado. Mas isso de forma alguma pode ser dito sobre De Ros. Para interpreta-las não é suficiente apenas simpatizar com a obra desses gênios, é preciso ter profunda intimidade, conhecimento e técnica para isso. Transportar música clássica para a guitarra não é das coisas mais fáceis de se fazer, e obter ótimos resultados imprimindo suas características próprias (e grande dose de peso) nisso torna-se tarefa para poucos. E o que Marcos De Ros deixa claro em "Masterpieces 2" é que ele é um desses poucos. Não só o seu desempenho é singular como o de toda sua banda de apoio consegue acompanhar á altura. Pegue por exemplo a "Symphony 5" de Beethoven, uma das composições clássicas mais famosas do mundo, o resultado que a tríade baixo, bateria e guitarra conseguem alcançar é fantástico, se diferenciando em muito até do que trabalho que outros guitarristas como Steve Vai fizeram em cima dela.
Para quem gosta e entende do riscado, a receita é infalível e irretocável. Música clássica de primeiríssimo nível interpretada de forma peculiar e magistral por um dos melhores guitarristas brasileiros em atividade. Preste atenção especial em "Dance Of The Sugar Plum Fairy", "William Tell", "Symphony 25", "Prelude" e "Habanera" – cantada em francês e presente em duas versões. Duas composições próprias de Marcos foram inseridas. E o resultado obtido em "Save My Soul" é uma amostra do prog metal de extrema qualidade que ele faz em sua banda Akashic. Amostra nada. "Save My Soul" é uma música completa e muito trabalhada, onde a guitarra apresenta riffs e solos inspiradíssimos e baixo e guitarra estão em níveis monstruosos de técnica e criatividade.
Tudo aqui beira a perfeição, desde a ordem das músicas (que contribui para a audição tranqüila de quase uma hora de material) até a produção cristalina e profissional. Destacando-se também a parceria entre Marcos e sua cidade (Caxias do Sul – RS), que financia projetos culturais de todo tipo dando oportunidade para o surgimento de trabalhos como esse, certamente um exemplo a ser seguido.
O título "Masterpieces" não poderia ser mais apropriado. É realmente uma obra prima de peso, técnica, feeling, produção e equilíbrio. Marcos De Ros confirma seu posto entre os melhores músicos brasileiros da atualidade.
Formação:
Marcos De Ros (Guitarra/Vocal)
Fábio Alves (Baixo)
Gustavo Viegas (Baixo)
João Viegas (Bateria)
Maurício Meinert (Bateria)
Éder Bergozza (Teclado)
Track List:
01 – Greensleeves (Anônimo)
02 – L’Abeille (F. Shubert)
03 – Habanera (G. Bizet)
04 – Alla Rustica (A. Vivaldi)
05 – Minueto I (J.S. Bach)
06 – Minueto II (J.S. Bach)
07 – Save My Soul (Marcos De Ros)
08 – Symphony 5 (L.V. Beethoven)
09 – William Tell (G. Rossini)
10 – Prelude (J.S. Bach)
11 – Dance Of The Sugar Plum Fairy (P. Tchaikowisky)
12 – Lullaby (W.A. Mozart)
13 – Concerto In G (A. Vivaldi)
14 – Badinierie (J.S. Bach)
15 – Minueto (L. Bocherinni)
16 – Mussete (J.S. Bach)
17 – Habanera Acoustic (G. Bizet)
18 – Symphony 25 (W.A. Mozart)
19 – Fantasia (Marcos De Ros)
Tempo Total: 59:10 min.
Site Oficial: www.deros.com.br
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O disco em que o Dream Theater decidiu escrever músicas curtas
O gênero musical cujo nome não faz sentido algum, segundo Mikael Åkerfeldt do Opeth
O guitarrista favorito de todos os tempos de James Hetfield do Metallica
Os 11 melhores álbuns conceituais de metal progressivo, segundo a Loudwire
A sumidade do rock nacional que expulsou Lobão de seu álbum solo
O clássico do rock que mostra por que é importante ler a letra de uma música
Glenn Hughes cancela turnê pela América do Norte devido a problema de saúde
Isa Roddy, ex-vocalista do Dogma, ressignifica balada do Black Sabbath
O guitarrista que custou mil dólares por dia a David Gilmour; "eu queria bater nele"
A banda mais influente do rock progressivo, de acordo com Geddy Lee
Guitarrista do Metal Church responde declarações de ex-vocalista
Os clássicos do rock que estão entre as músicas preferidas de Carlo Ancelotti
"Até quando esse cara vai aguentar?" O veterano que até hoje impressiona James Hetfield
Os 3 veteranos do rock que lançaram álbuns que humilham os atuais, segundo Regis Tadeu
O disco do Black Sabbath que Bruce Dickinson considera um dos melhores de todos os tempos
A música sobre bissexualidade que Nando Reis não canta por causar desconforto
A música que David Gilmour escreveu para o Pink Floyd que ele nunca mais quer ouvir
A resposta de Fernando Deluqui sobre chance de Paulo Ricardo participar do atual RPM

Com "Brotherhood", o FM escreveu um novo capítulo do AOR
Anguish Project mergulha no abismo do inconsciente com o técnico e visceral "Mischance Control"
Motorjesus pisa fundo no acelerador, engata a quinta e atropela tudo em "Streets Of Fire"
Metallica: "Load" não é um álbum ruim e crucificável
Black Sabbath: Born Again é um álbum injustiçado?



