Resenha - Confusion Bay - Raunchy

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Por Paulo Finatto Jr.
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Nota: 7


Vinda da Dinamarca, a banda Raunchy chega ao seu segundo CD lançado pela grande Nuclear Blast. "Confusion Bay" é o sucessor do bem recebido "Velvet Noise", de 2002, disco que inclusive levou o Raunchy a participar de dois grandes festivais de verão na Europa: o Summer Brezze Open Air (Alemanha, 2002) e Wacken Open Air (Alemanha, 2003). O estilo da banda continua na mesma linha 'futuristic hybrid metal' (como a banda mesmo chama), tendo influências claras ao meu ver de Machine Head e congêneres, sendo que em momentos em que a banda utiliza mais peso pode lembrar nomes conhecidos do thrash como Slayer (fase atual) e Sepultura (fase atual também).

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Lars Vognstrup (vocal), Lars Christensen (guitarra), Jesper Tilsted (guitarra e teclado), Jesper Kvist (baixo) e Morten Toft Hansen (bateria) formam o Raunchy, banda que traz um vocal que une agressividade (na linha "rasgada") com melodia. Melodia esta que também se evidencia em algumas passagens de guitarra, que sempre são acompanhadas por uma bateria certeira e muitas doses de teclado e sintetizadores. E são estes teclados e altíssimas doses melódicas nos riffs do Raunchy que prejudicam um pouco a 'performance' da banda, que manda muito bem quando trabalha com mais peso. O que eu quero dizer é que o trabalho dos dinamarqueses funciona muito melhor na sua veia metal do que quando está sendo trabalho na linha 'hybrid', ou seja, quase new metal.

Abrindo com a razoável "Join the Scene", com muitas melodias nas guitarras, o disco segue com a faixa "I Get What I See", esta mandando muito bem por explorar bem os riffs mais pesados e um vocal levemente mais agressivo de Lars Vognstrup. Mantendo o nível do disco, com composições que empolgam em alguns momentos, mas caem em clichês em outros, o álbum segue com "Summer of Overload", com um clima pra lá de new metal - porém sem afinações baixas (ufa, menos mal). "9-5" é um grande destaque, certamente uma das composições mais pesadas aqui, mas que acaba pecando quando pára de evidenciar as suas qualidades pesadas. Como o próprio nome indica, "Insane" possui muitas partes diferenciadas com peso e linhas vocálicas gritadas, que repetindo mais uma vez, acabam sendo o que de melhor o Raunchy produz. Características que estão presentes nas últimas duas faixas ("Morning Rise and a Friday Night" e "Bleeding #2"), mas novamente trazem um excesso de atmosferas para lá de chatinhas.

Acho que o Raunchy ainda tem o que trabalhar, e acertando a mão na hora de aproveitar melhor as suas boas características no thrash/speed fará um trabalho com muito mais destaque do que este "Confusion Bay". Quero deixar claro que o estilo pode ser bom para muitas pessoas (falando no tal de 'futuristic hybrid metal'), mas que para mim, é algo difícil de se digerir. Saindo aqui no Brasil em versão nacional via Nuclear Blast/Paradoxx.

Site oficial: www.raunchy.dk

Line-up:
Lars Vognstrup (vocal);
Lars Christensen (guitarra);
Jesper Tilsted (guitarra/teclado);
Jesper Kvist (baixo);
Morten Toft Hansen (bateria).

Track-list:
01. Join the Scene
02. I Get What I See
03. Summer of Overload
04. Watch Out
05. 9-5
06. Show Me Your Real Darkness
07. Confusion Bay
08. The Devil
09. Insane
10. Morning Rise and a Friday Night
11. Bleeding #2


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Sobre Paulo Finatto Jr.

Reside em Porto Alegre (RS). Nascido em 1985. Depois de três anos cursando Engenharia Química, seguiu a sua verdadeira vocação, e atualmente é aluno do curso de Jornalismo. Colorado de coração, curte heavy metal desde seus onze anos e colabora com o Whiplash! desde 2000, quando tinha apenas quinze anos. Fanático por bandas como Iron Maiden, Helloween e Nightwish, hoje tem uma visão mais eclética do mundo do rock. Foi o responsável pelo extinto site de metal brasileiro, o Brazil Metal Law, e já colaborou algumas vezes com a revista Rock Brigade.

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