Resenha - Rush in Rio - Rush
Por Sílvio Costa
Postado em 11 de novembro de 2003
Tradições existem para serem quebradas. Os fãs do Rush estão acostumados a um álbum ao vivo a cada quatro de estúdio desde o longínquo ano de 1976, quando surgiu "All The World´s a Stage". Desde então, a banda se metamorfoseou uma dúzia de vezes, criou canções inesquecíveis (ao lado, é óbvio, de algumas absolutamente descartáveis) e, acima de tudo, mostrou que honestidade e talento ainda são requisitos fundamentais para fazer sucesso neste ramo. Rush in Rio não apenas quebra a regra, como também prova que os canadenses estão iniciando uma nova fase, fazendo calar as vozes que diziam que a banda estava acabada e que o "recesso criativo" de Lee, Lifeson e Peart era o maior sinal de que o tempo do Rush acabou.

O engano é desfeito com este maravilhoso álbum (e DVD). De um lado, temos uma banda mostrando juventude e competência (como sempre fizeram, mesmo nos tempos das vacas magras)ao longo das 30 faixas, distribuídas em 3 CDs. Quem esteve em algum dos shows da tour em novembro passado sabe que o Rush é uma das poucas bandas ainda na ativa que é capaz de se divertir em cima de um palco e ainda fazer um belíssimo espetáculo para quem está assistindo. E é isso que Rush in Rio vem nos mostrar.
De cara, uma diferença crucial com relação aos outros quatro discos ao vivo da banda. A platéia está presente como nunca. Como o próprio Peart diz no encarte do álbum, o público brasileiro mostrou-se muito "vocal" nos shows, acompanhando cada nota, cada frase gritada por Lee, cada virada de Peart e cada acorde de Lifeson. A banda retribui executando de forma absolutamente precisa e visceral os seus maiores clássicos, além de algumas pequenas pérolas, as quais apenas quem realmente é fã pode atribuir o significado real.
O disco abre com a famosíssima "Tom Sawyer" e prossegue com um desfile de clássicos. A instrumental "YYZ" é uma das mais pesadas do primeiro CD. A primeira surpresa é a inclusão de "The Pass" do incompreendido álbum "Presto". Outras canções mais manjadas, como "The Big Money" e "Closer to the Heart" parecem tão modernas quanto eram à época de seu lançamento. E o mais incrível é que isto ocorre mesmo não havendo mudanças significativas nos arranjos.
O disco 2 abre com a pesadíssima "One Little Victory", com uma performance estonteante (como sempre...) de Peart. Depois do solo de bateria (intitulado "O Baterista", assim mesmo, em português)vem outra das grandes surpresas do disco: uma versão acústica para a já fantástica "Resist". Talvez a voz de Geddy Lee até não seja perfeita para este tipo de arranjo, mas que ficou emocionante, isso ficou.
O terceiro e último CD traz o "exercício de auto-indulgência" (como eles mesmos dizem) chamado "La Villa Strangiato". As já tradicionais brincadeiras de Lifeson ao microfone (apresentando o baixista como "the boy from Ipanema")e os improvisos dão um charme especial a esta faixa. A ressureição de músicas antigas como "By Tor & The Snow Dog" e "Cygnus X-1" determinam o tom emocional do disco, que sempre pareceu ter sido feito mais como um presente para os fãs, antes de qualquer outra coisa. Além das faixas executadas no Maracanã, estão presentes outras duas (intituladas "Board Bootlegs"): "Vital Signs" e "Between Sun and Moon", gravadas em Quebec City e Phoenix respectivamente.
Durante as coletivas que antecederam a apresentação em São Paulo, pergutaram a Lee e Lifeson por que a banda demorou tanto a vir ao Brasil. Lee respondeu que era porque eles não eram muito inteligentes. Rush in Rio, de certa maneira, comprova as palavras do baixista/vocalista desta grande banda.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O melhor baterista de todos os tempos, segundo Lito Sousa, do Aviões e Músicas
"Não chego aos pés dele"; o guitarrista contemporâneo admirado por Jimmy Page
A melhor "música pop adolescente" de todos os tempos, segundo Brian May
Elton John mantém tradição de tocar hit que "só é conhecido no Brasil" com show no Rock In Rio
Slipknot lança "Arsenal", música que marca a estreia do baterista brasileiro Eloy Casagrande
A música que marcou o fim do auge do Oasis, segundo o Noel Gallagher
Os clássicos da literatura que Nando Reis não suporta: "Esse cara é antipático"
O clássico do thrash metal que deve ser ouvido do início ao fim, segundo Scott Ian
Revista Veja Rio diz que bandas de rock não conseguem lotar o Rock in Rio: "Flopou"
O álbum que Rob Halford considera o "Sgt. Pepper's" do Judas Priest
Os 2 membros do Metallica que planejaram outra banda no auge do "Black Album"
Aos 83 anos de idade, Mick Jagger detalha rotina de exercícios
Músicos do Nevermore explicam ausência do baixista Jim Sheppard em reunião
O cantor que fazia Robert Plant pensar em "jogar a toalha" de tão bom
O Gamma Ray ainda existe? Kai Hansen responde
Por que Sepultura é maior que o Angra lá fora, segundo Bruno Sutter
Slash: a mudança que aconteceu com Axl que tornou tudo diferente no Guns N' Roses
A música que Eddie Van Halen achava "impossível" de tocar; "Juro que tentei muito"
O baterista do prog que Neil Peart admirava profundamente
O guitarrista que Geddy Lee considera o "músico definitivo" do rock
A música do Led Zeppelin que mexeu com a cabeça do jovem Geddy Lee
O estilo musical que Geddy Lee considera uma aula sobre como tocar baixo
Geddy Lee e Alex Lifeson revelam a música que o Rush mais sofreu para tocar na turnê de reunião
O disco do Rush que baixista do Napalm Death considera perfeito
O hit que prova importância de John Paul Jones no Led Zeppelin, segundo Geddy Lee
12 bandas que já adiaram ou cancelaram shows por motivo de saúde em 2026
Geddy Lee explica onde foi superado por músico do Angine de Poitrine
Os 50 anos de "Journey To The Centre of The Earth", de Rick Wakeman
Guns N' Roses: o último grande álbum de rock feito a mão



