Resenha - Rush In Rio - Rush

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Por Raphael Crespo
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Texto originalmente publicado no

JB Online e no Blog Reviews & Textos.

Os álbuns ao vivo constituem capítulos importantes na carreira do Rush e sempre foram lançados de uma forma sistemática. Ao longo de seus mais de 30 anos de história, o trio canadense vinha seguindo uma seqüência de quatro registros de estúdio e um ao vivo, tendo repetido o mesmo ciclo quatro vezes. Após o CD triplo ao vivo Different Stages (de 1998), a banda lançou, no ano passado, seu 17º álbum de inéditas, Vapor Trails, como sendo o primeiro do quinto ciclo, e depois saiu em turnê.

Na noite de 23 de novembro de 2002, um acontecimento levou a banda a quebrar a tradição dos ciclos. Após a planejada gravação de um DVD do último show da turnê de Vapor Trails, no Maracanã, diante de um público de mais de 40 mil fanáticos brasileiros, o trio decidiu, ao ouvir o áudio, que o registro merecia ser lançado também em CD. Surgiu, então, o pacote Rush in Rio, com CD triplo e DVD duplo.

O DVD é a grande vedete do pacote, principalmente por causa do documentário The Boys in Brazil. O CD é pura e simplesmente um registro, sem o fantástico recurso do vídeo, mas também tem todo o valor do mundo, pois trata-se de um show de uma das maiores bandas de rock de todos os tempos, formada por três músicos excelentes, que estão sempre em busca da perfeição no palco.

O repertório do show no Maracanã passeou por todos os ciclos e fases do Rush, com músicas desde seu primeiro álbum, auto-intitulado, até o mais recente Vapor Trails. Muitos clássicos, como Subdivisions, Red Barchetta e Fly by Night, acabaram ficando de fora, mesmo num repertório de três horas de duração. Mas, outros hits foram incluídos no set list, como a inesquecível Tom Sawyer - para muitos, não os fãs, a música do seriado Profissão Perigo (McGyver) -, logo na abertura, Closer to the heart, Limelight, YYZ e The Spirit of Radio.

No show de um ano atrás, no Rio, houve uma divisão em dois atos, com mais um bis. O mesmo acontece no CD triplo, com cada ato ficando em um disco, sendo que o bis, no terceiro disco, ainda conta com duas músicas que estiveram no set list do show na cidade, mas que não entraram na gravação do DVD. Foram usadas duas versões "piratas oficiais" para Between Sun & Moon, gravada em Phoenix (EUA) e Vital Signs, em Quebec (Canadá).

Entre os destaques do show estão, além dos grandes clássicos, a seqüência com a bela Leave that thing alone (instrumental do álbum Counterparts, de 1993), O Baterista - solo de 10 minutos de Neil Peart, sem dúvida o maior baterista do mundo, e Resist, em que o baixista-tecladista-vocalista Geddy Lee e o guitarrista Alex Lifeson, munidos de violões, fazem uma versão acústica para a balada do álbum Test for Echo (1996).


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Sobre Raphael Crespo

Raphael Crespo é jornalista, carioca, tem 25 anos, e sempre trabalhou na área esportiva, com passagens pelo jornal LANCE! e pelo LANCENET!. Atualmente, é editor de esportes do JB Online, mas seu gosto por heavy metal o levou a colaborar com a seção de musicalidade do site do Jornal do Brasil, com críticas de CDs e algumas matérias especiais, que também estão reunidas em seu blog (http://www.reviews.blogger.com.br). Sua preferência é pelo thrash metal oitentista, mas qualquer coisa em termos de som pesado é só levantar na área que ele mata no peito e chuta. Gosta também de outros tipos de som, como MPB, jazz e blues, mas só se atreve a escrever sobre o que conhece melhor: o metal.

Mais matérias de Raphael Crespo no Whiplash.Net.

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