Resenha - Rush In Rio - Rush
Por Raphael Crespo
Postado em 30 de dezembro de 2003
Texto originalmente publicado no
JB Online e no Blog Reviews & Textos.
Os álbuns ao vivo constituem capítulos importantes na carreira do Rush e sempre foram lançados de uma forma sistemática. Ao longo de seus mais de 30 anos de história, o trio canadense vinha seguindo uma seqüência de quatro registros de estúdio e um ao vivo, tendo repetido o mesmo ciclo quatro vezes. Após o CD triplo ao vivo Different Stages (de 1998), a banda lançou, no ano passado, seu 17º álbum de inéditas, Vapor Trails, como sendo o primeiro do quinto ciclo, e depois saiu em turnê.

Na noite de 23 de novembro de 2002, um acontecimento levou a banda a quebrar a tradição dos ciclos. Após a planejada gravação de um DVD do último show da turnê de Vapor Trails, no Maracanã, diante de um público de mais de 40 mil fanáticos brasileiros, o trio decidiu, ao ouvir o áudio, que o registro merecia ser lançado também em CD. Surgiu, então, o pacote Rush in Rio, com CD triplo e DVD duplo.
O DVD é a grande vedete do pacote, principalmente por causa do documentário The Boys in Brazil. O CD é pura e simplesmente um registro, sem o fantástico recurso do vídeo, mas também tem todo o valor do mundo, pois trata-se de um show de uma das maiores bandas de rock de todos os tempos, formada por três músicos excelentes, que estão sempre em busca da perfeição no palco.
O repertório do show no Maracanã passeou por todos os ciclos e fases do Rush, com músicas desde seu primeiro álbum, auto-intitulado, até o mais recente Vapor Trails. Muitos clássicos, como Subdivisions, Red Barchetta e Fly by Night, acabaram ficando de fora, mesmo num repertório de três horas de duração. Mas, outros hits foram incluídos no set list, como a inesquecível Tom Sawyer - para muitos, não os fãs, a música do seriado Profissão Perigo (McGyver) -, logo na abertura, Closer to the heart, Limelight, YYZ e The Spirit of Radio.
No show de um ano atrás, no Rio, houve uma divisão em dois atos, com mais um bis. O mesmo acontece no CD triplo, com cada ato ficando em um disco, sendo que o bis, no terceiro disco, ainda conta com duas músicas que estiveram no set list do show na cidade, mas que não entraram na gravação do DVD. Foram usadas duas versões "piratas oficiais" para Between Sun & Moon, gravada em Phoenix (EUA) e Vital Signs, em Quebec (Canadá).
Entre os destaques do show estão, além dos grandes clássicos, a seqüência com a bela Leave that thing alone (instrumental do álbum Counterparts, de 1993), O Baterista - solo de 10 minutos de Neil Peart, sem dúvida o maior baterista do mundo, e Resist, em que o baixista-tecladista-vocalista Geddy Lee e o guitarrista Alex Lifeson, munidos de violões, fazem uma versão acústica para a balada do álbum Test for Echo (1996).
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Johnny Ramone: o guitarrista que revolucionou o rock com três acordes faria 78 anos
O que realmente significa quando um álbum é lançado em versão remasterizada?
Ninguém tinha sobrenome na casa onde os Rolling Stones gravaram "Exile on Main St."
Por que é importante que artistas se posicionem politicamente
A música que o Black Sabbath escreveu para "A Hora do Pesadelo 3"
Amanda Somerville se manifesta após diagnóstico de tumor cerebral agressivo
30 anos de "Antichrist Superstar", de Marilyn Manson - 5 curiosidades
Como seria o Pink Floyd se Syd Barrett tivesse permanecido na banda?
O trabalho do Metallica que James Hetfield admite que não funciona bem ao vivo
O músico que mudou o som do Scorpions; "vamos tornar essa porra pesada novamente"
A música de 1984 que o Metallica tocou ao vivo uma única vez
O astro do rock brasileiro morto há décadas que ainda tem 8 milhões de ouvintes
Dave Lombardo ainda escuta thrash metal? O próprio responde
Dregen nega que saída do Hellacopters tenha ocorrido em comum acordo
Rockstar Games divulga rádio de GTA 6 com Kerry King e Tom Araya



As 10 bandas de hard rock com a melhor trinca de álbuns dos anos 1980, segundo a Loudwire
A curiosa e sincera opinião de Neil Peart sobre Ringo Starr
A banda soft rock americana da qual Geddy Lee (Rush) é um grande fã
O guitarrista extraordinário que Alex Lifeson admirava, mas cuja banda não o emocionava
O guitarrista apontado como melhor do mundo que Alex Lifeson não curte: "Não me tocava"
O disco ao vivo que mostrou ao mundo o que o Rush realmente era capaz de fazer
A canção dos anos 60 que Geddy Lee diz ser "heavy metal antes de existir heavy metal"
O álbum em que Geddy Lee acredita que o Rush finalmente encontrou seu equilíbrio
O show do Pink Floyd que Neil Peart colocou entre os melhores que já viu
Iron Maiden: Review do novo álbum publicado na revista Kerrang


