Resenha - Land Of Broken Hearts e Clown In The Mirror - Royal Hunt
Por Fábio Trovão
Postado em 16 de abril de 2000
Esse álbum duplo trata do relançamento dos dois primeiros álbuns do Royal Hunt (Land Of Broken Hearts e Clown In The Mirror) mais faixas-bônus tiradas do EP The Maxi - Single.
O primeiro álbum da banda, lançado em 1994, trazia a formação da época: Andre Andersen (teclados e guitarras), Kenneth Olsen (batera), Henrik Brockman (vocal) e Steen Mogensen (baixo). E isso é detalhe que influencia demais o som desse álbum, pois as músicas possuem teclados demais, chegando em alguns momentos bem próximo do pop, devido à combinação teclado+vocais hard - como na música Age Gone Wild. Em seu primeiro álbum, Andre Andersen (o chefão da banda) aposta na mistura hard rock + heavy melódico. O álbum alterna bons e médios momentos, provavelmente devido à inexperiência da banda, mas já dava mostra de que a banda poderia evoluir muito bem. As performances individuais dos instrumentistas, infelizmente, se limitam a acompanhar Mr. Andersen, que deixa pouco espaço para seus companheiros de banda mostrar suas técnicas. Os destaques ficam por conta das músicas mais pesadas: One By One e a faixa título.
Já em Clown In The Mirror, a banda acrescenta um guitarrista, Jacob Kjaer. E a escolha foi muito acertada, pois Jacob trouxe peso e técnica para equilibrar com o virtuosismo de Andre nos teclados. Somando a isso o fato de os outros instrumentistas (batera, baixo e vocal) terem mais espaço nas composições, faz com que o segundo álbum da banda seja de fato muito melhor que o primeiro. Com mais peso, mais guitarras e composições mais amadurecidas, o álbum serviu para conquistar muitos fãs e mostrou que o Royal Hunt se tornaria uma das bandas grandes do metal melódico, fato que viria a se confirmar na "era" do vocalista DC Cooper. O álbum é bastante homogêneo e fica inclusive difícil escolher as melhores músicas. Pessoalmente, as que mais me agradaram foram a faixa-título e The Body Guard.
E, terminando, temos as faixas do EP como bonus-tracks. São composições dos dois álbuns em formato acústico. As músicas não chegam a empolgar, e valem mais como "brinde" para os fãs da banda.
Ao ouvir os dois álbuns, chega-se à conclusão de que esse relançamento é muito bom para fãs que queiram completar sua coleção, pois quem gosta vai continuar gostando, quem não gosta não vai passar a gostar, e para quem não conhece existem outros álbuns posteriores que valem mais a pena.
Material cedido por:
Laser Company Records
Land Of Broken Hearts - Nota: 6
Clown In The Mirror - Nota: 8
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Foo Fighters - "Tenho muito a falar, mas preciso tomar cuidado", diz Josh Freese
Quem é Berzan Önen, o novo vocalista turco e fortão do Nevermore
Arch Enemy posta vídeo em colaboração com Angela Gossow e fãs especulam retorno
Retorno? Perfis do Arch Enemy e de Angela Gossow deletam todos os posts
Vocal do Lamb of God diz que antigo logo da banda parecia cardápio de restaurante
"Ouvi e achei muito interessante": lenda do rock aprova o Sleep Token
A música do Queen que Brian May diz resumir o que a banda era "de verdade"
Regis Tadeu afirma que último disco do Megadeth é "uma aula de dignidade"
Dois anos após lançamento, guitarrista reflete sobre álbum mais recente do Pearl Jam
Jeff Loomis conta como honrará o legado de Warrel Dane na nova formação do Nevermore
Bruno Sutter se pronuncia pela primeira vez sobre fim do namoro com Nyvi Estephan
O melhor álbum solo de cada membro do Guns N' Roses, segundo o Loudwire
Como David Coverdale reacendeu faísca de Jimmy Page - e acabou descartado depois
Left To Die retornará ao Brasil em setembro tocando clássicos do Death
As ordens de Malcolm Young para quem ia subir ao palco com o AC/DC
"Nos separamos por causa do Live Evil", diz Tony Iommi, guitarrista do Black Sabbath
Power Metal: 10 álbuns essenciais do estilo



CPM 22: "Suor e Sacrifício", o álbum mais Hardcore da banda
Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado



