Bathsheba: o arrastado sofrimento Doom em "Servus"
Resenha - Servus - Bathsheba
Por Marcelo Hissa
Postado em 02 de novembro de 2017
Nota: 8 ![]()
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Doom metal belga cadente vocalizado por uma mulher que não tenta soar como um homem, prazer esse é o Bathshebo. Servus é o debut que ostenta uma capa que personifica a simbologia obscura da temática musical. Carregada de negativismo e divindade, Bathsheba, segundo a bíblia, é a mulher "intimada" a ser esposa do rei dos judeus, Davi, após ser espreitada por esse.
O álbum tem sua dose de doom convencional, como a arrastada Conjuration of Fire, que segue a fórmula dos vocais limpos, mas que se distorcem na medida em que a velocidade aumenta. A norma se inverte em Ain Soph começando rápido para depois se reprimir criando uma atmosfera insólita permeado com um belo solo de saxofone. Em alguns momentos o álbum seduz mais para o lado progressista-psicodélico como em Manifest e em The Sleepless Gods que migra do doom cadente para o melódico, acentuado por um lamurioso solo de guitarra. At the End of Everything fecha a obra criando uma sensação de pulsar crescente sublinhada pelo aprazível trabalho vocal de Michelle Nocon.
Bathsheba libera a angústia feroz da personagem bíblica homônima por meio de um som cadenciado e carregado por sofrimento melódico. Servus é avultado pelos volúveis vocais femininos e pelas distorcidas guitarras arrastadas. Tipo de som pra se ouvir demoradamente, engajando-se no compelido sofrimento de Bathsheba.
TrackList
1.Conjuration of Fire 07:35
2.Ain Soph 05:42
3.Manifest 10:33
4.Demon 13 05:45
5.The Sleepless Gods 07:15
6.I at the End of Everything 08:26
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