Madame Saatan: epidemia de torcicolo em território indie

Resenha - Madame Saatan (Studio SP, São Paulo, 26/06/2011)

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Por Leandro Moreira
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Madame Saatan promove epidemia de torcicolo em território indie

Banda paraense surpreende Studio SP em plena terça-feira e mostra atitude de gente grande em palco pequeno com performance explosiva

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Parecia uma noite normal no templo indie da música ao vivo paulistana. O último dia 26 de julho era pra ser mais uma terça-feira relativamente despretensiosa do projeto Cedo & Sentado, do renomado Studio SP. Acontece que o público habitué da casa, acostumado a acompanhar com os pés os ritmos de baladinhas neo-clássicas, acabou batendo cabeça e até protagonizando rodas de pogo numa apresentação visceral do Madame Saatan, de Belém do Pará.

O grupo entrou em cena emanando uma aura peculiar. "Respira" (teaser do novo álbum que deve ser lançado nos próximos meses) abriu o show arregaçando amplificadores e intensificando a ação da gravidade nos queixos da plateia, que se aglutinou perante o palco em menos de um minuto de música. Em palco, Sammliz é mais do que uma excelente vocalista performática - a mulher comanda o espetáculo como Cleópatra comandava o Egito antigo. E convoca quem estiver por perto a se juntar a ela, Ícaro, Ivan e Ed numa explosão selvagem de originalidade temperada com excelentes referências.

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O Madame Saatan é um grupo evoluído a olhos vistos nos quesitos entrosamento e presença de palco. Quando em ação, Ícaro trata o baixo com o mesmo instinto selvagem que um leão faminto devora uma presa; Ed casa riffs e solos com mais peso e classe que qualquer metido à Zakk Wylde e Tony Iommi, enquanto Ivan domina a bateria de forma dramática, como um maestro rege uma orquestra. A banda suou música pelos poros do começo ao fim.

Dando sequência ao repertório, "Apocalipse", uma das mais antigas da banda, teve coro dos fãs presentes e confirmou que, naquela noite, os acordes minimalistas de sempre dariam lugar à riffs elaborados para espalhar uma epidemia de torcicolos até nos que não se declaram headbangers.

Na sequência, "Devorados" e "Rio Vermelho" representaram um tapa na cara de quem quer que tenha tido preconceito xenófobico com a banda. A essa altura, os paraenses já tinham 95% da atenção de um público estupefato.

Os 100% foram atingidos quando, de repente, uma versão maiúscula de "I Want You (She's So Heavy)" dos Beatles tocou até quem torcia o nariz pro som pesado e distorcido da banda, até porque o cover veio seguido por um improviso límpido de Edinho e Sammliz de "Stronger Than Me", homenagem à recém-falecida Amy Winehouse.

A casa pôde tomar fôlego e ouvir Sammliz falando sobre amor e solidão na excelente "Molotov". As não menos bombásticas "Até o Fim", "Gotas em Caos de Selva Avenida" e "Vela" fecharam o show. A banda saiu do palco ovacionada, tendo cumprido o dever de mostrar porque é a aposta da música pesada brasileira.

Novidades

Em agosto, o Madame Saatan lança o primeiro single e o clipe da música "Respira". O clipe é assinado por P.R. Brown, diretor que já trabalhou com nomes como Slipknot, Smashing Pumpkins, Audioslave e outros nomes de peso. O teaser do clipe está disponível no site da banda (http://www.madamesaatan.com/).

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