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Resenha - Helloween e Gamma Ray (Pepsi On Stage, Porto Alegre, 22/04/08)

O Pepsi On Stage, de Porto Alegre, tem uma abrangência para aproximadamente 5 mil pessoas. Esse foi um dos prováveis motivos para o mesmo parecer bastante vazio diante dos cerca de 1.600 fãs que foram assistir ao encontro histórico dessas duas clássicas bandas, nomes tão importantes do Heavy Metal desde 1985.

O texto representa a opinião do autor e não a opinião do Whiplash.Net ou de seus editores.

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Com muita pontualidade, o publico pode se acomodar a partir das 20 horas, quando os portões foram abertos. No aguardo do início do show, todos assistiram e relembraram em telões em ambos os lados do palco, vídeos do nostálgico show do Iron Maiden em Porto Alegre, que aconteceu ainda no inicio deste ano. Um grande pano de fundo com estampa do álbum “Land Of The Free II”, último lançamento do Gamma Ray, já estava montado e era visível aos fãs, em um palco muito grande e com sistema de iluminação admirável.

Havia expectativa de ver Helloween e Gamma Ray unidas no palco, pelo fato de serem “bandas-irmãs” e para desmentir os boatos de antipatia entre os membros das duas.

Pontualmente no horário previsto, a conhecida Intro “Welcome” soou. Kai Hansen (vocal, guitarra), Dirk Schlaechter (baixo), Henjo Richter (guitarra, teclado) e Daniel Zimmermann (bateria) sobem ao palco e abrem a noite com “Into The Storm”, do último álbum, seguida de “Heaven Can Wait” e “New World Order”. Kai com simpatia aniquiladora cumprimenta a todos, arrisca o português e então vem “Fight” e a excêntrica “Empress”, esta também do último álbum. Relembrando clássicos, foi a vez de “Valley Of The King”, o hino “Rebellion In Dreamland” e a grande brincadeira montada em “Heavy Metal Universe”: No meio da musica Kai coloca um quepe e óculos escuros, divide a platéia em três partes (direita – esquerda – meio). Deu para cada “grupo” uma palavra (Heavy – Metal – Universe) contava até quatro então, em sincronia, o público gritava as palavras formando o refrão da canção. Fascinante! Encerrando o show, foi apresentada “Ride The Sky”, do Helloween, e “Somewhere Out In Space”. Pegando alguns de surpresa, voltaram para um bis com “Send Me a Sign”, e então de fato se despediram do público, caminhando até a frente do palco e fazendo reverência, o que deixou todos com certa aflição por já não terem mais certeza se haveria a reunião das duas bandas ao final dos shows, levando em conta que a mesma não aconteceu no show de Curitiba/PR.

Ao término do show do Gamma Ray, a satisfação era tão grande que o clima apontava o final da noite, devido o cansaço e alegria dos fãs. Pareciam não perceber que o Helloween ainda subiria ao palco.

E assim fizeram após 20 minutos de descanso. Um novo fundo foi colocado com desenhos do último trabalho da banda.

O Helloween então surge para delírio de todos. A formação que conta com Andi Deris (vocal), Michael Weikath e Sascha Gerstner (guitarras), Markus Groskopf (baixo) e Dani Löble (Bateria) abre com a inesperada “Helloween”, que tirou o fôlego de todos ao longo de seus 13 minutos de duração. Após um breve, porém alegre cumprimento ao público, a banda executa em seqüencia “Sole Survivor”, “March Of Time” (também inesperada), “As Long As I Fall” e “A Tale That’s Wasn’t Right”. O ponto alto da noite foi a tumultuosa “Eagle Fly Free” junto com “Dr. Stein”. Em mais uma divertida conversa, Andi Deris arrisca bastante do português e acaba falando espanhol. Embora alguns questionem a qualidade vocal de Andi, é impossível negar a excelente postura de palco que ele tem. Tanto quanto o resto da banda... Sascha e Markus com caretas indescritíveis, Dani apresenta um solo de bateria com elementos do samba de arrepiar, e Michael sem muitas expressões, quieto no canto dele e fazendo o que faz de melhor na guitarra. Andi então pergunta: “Vocês estão prontos para voar?” anunciando a emocionante “If I Could Fly”. A recém lançada “The Bells Of The Seven Hells” agradou muito e foi acompanhada com coral dos fãs, quando a banda deixou o palco. Devido o pouco tempo para encerrar o show, a banda voltou para o bis com um medley incluindo 5 musicas. Andi, vestindo um terno vermelho e uma cartola e uma bengala/cetro, retornou com o grupo para a execução de “I Can/Where The Rain Grows/Perfect Gentleman”. Em uma execução rápida, emendaram “Power” e “The Keeper Of The Seven Keys” e então a banda se retirou novamente.

Matando a aflição e o suspense entre os fãs, a esperada união de bandas retornou ao palco... Kai Hansen, Henjo Richter e Dirk Schlaechter juntaram-se ao Helloween para o momento tão esperado. Raramente se vê em um show 3 guitarristas em palco, um raro caso é o Iron Maiden por exemplo. Pois bem, temos aqui 4 guitarristas, 2 baixistas, 2 vocalistas e 1 baterista (!!!)

Dividindo os vocais, Andi Deris e Kai Hansen cantaram “Future World” e fecharam com chave de ouro com a arma secreta de ambas as bandas... “I Want Out”.

Sem poder reclamar de insatisfação, o público ficou radiante. A despedida contou com muitas baquetas e palhetas arremessadas, junto com diversos balões em formato de abóboras de helloween jogadas pela própria banda. Não só em Porto Alegre como em todos os lugares sediando a atual turnê, os fãs presenciarão algo único na carreira de ambas as bandas, mostrando um presente dos músicos e desmitificando diferenças não resolvidas do passado.

Texto: Lucas Steinmetz (Moita)
Fotos: Lucas Steinmetz (Moita)
http://www.pegazusmetal.com

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Sobre Lucas Steinmetz Moita

Cresceu com o Rock nacional, descobrindo bandas internacionais com doze anos. Estuda jornalismo e faz o possível para trabalhar na mídia favorecendo a boa música. Já foi colaborador de grandes sites de Rock e Heavy Metal, trabalha como cinegrafista, fotógrafo, redator e ¨tour reporter¨. Atualmente tem um programa em vídeo no endereço http://moitarock.blogspot.com. Siga no Twitter @MoitaRock www.twitter.com/MoitaRock.

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