Aaron Beck, do The Columbus Dispatch, conduziu recentemente uma curta entrevista com o mentor do MEGADETH, Dave Mustaine:
The Columbus Dispatch: Dadas as diversas mudanças de formação ocorridas desde o início da banda, o que manteve o Megadeth na ativa por mais de 20 anos?
Mustaine: "A mentira (risos). Eu não sei. Cada formação é como um baralho de cartas diferente, e é preciso lidar com as idiossincrasias dessas pessoas. Acredito que ter crescido em um lar despedaçado e ter mudado de um lugar para outro tanto quando eu me mudei quando criança, sendo o garoto novo da escola cada novo ano (em vários subúrbios do sul da Califórnia), tornou fácil para mim conhecer pessoas e também ser capaz de decifrá-las".
The Columbus Dispatch: O Heavy Metal continua sendo uma inspiração para você?
Mustaine: "Eu ainda adoro a forma como grandes músicas de Metal e Rock me fazem sentir. Sinto-me vitorioso ouvindo-as. Eu ainda trabalho na forma como nos relacionamos com os fãs. Agora as pessoas podem mandar mensagens para o meu celular. Nos concertos nós deixamos o número para que os fãs nos digam do que gostaram e do que não gostaram a respeito do show. Estamos nos tornando o Tio Sam do metal. Estamos aqui pelas pessoas (o número do telefone: 619-717-2000). Ei, você sabia que tenho vários familiares em Cleveland e Dayton? Meu pai nasceu em Ohio e minha esposa é de Cincinnati. Adoro ir a Ohio. Fui recentemente à OSU (Ohio State University, Universidade do Estado de Ohio) e recebi tratamento médico em função da estenose que tenho nas costas. Os médicos de lá tomaram conta de mim muito bem. Amo Ohio. É uma parte muito grande do que sou. É onde meu pai e minha esposa nasceram".
The Columbus Dispatch: Estenose?
Mustaine: "Tenho um problema nas costas, uma desordem no nervo. Bater cabeça me rendeu um problema crônico de torcicolo. Mas quando estou na frente de vocês e começo a tocar penso: 'Quer saber?' E em seguida: 'Ei, suas costas doem, tome cuidado'”
The Columbus Dispatch: Você é um pioneiro no campo médico – dano permanente por bater cabeça.
Mustaine: "É apenas o resultado do uso e abuso da minha coluna. Volta e meia se torna um problema real. Eu lido com isso me alimentando de forma correta, descansando e rezando bastante. A longo prazo, se a carreira de músico se tornar inviável, posso continuar como Pastor, já que amo a Deus e sou um cristão agora".
The Columbus Dispatch: Como cristão, como você continua tocando músicas dos dias em que você era qualquer outra coisa menos cristão?
Mustaine: "Você quer dizer vivendo no passado? Se você está realmente em contato com o que está fazendo e sua música é uma extensão de vocês mesmo, se é parte do que você realmente é, ela continua fluindo, especialmente se as letras são atemporais e convincentes. Alguém me disse algo recentemente na Europa (imitando sotaque alemão): 'Então, Dave, você ainda acha que suas letras não tem nenhuma mensagem ou sentido?' Eu respondi: “Vamos ver, estamos à beira de uma guerra mundial, então ‘Holy Wars’ é bem relevante. Talvez o novo álbum ('United Abominations')? ‘Peace Sells’? ‘Countdown to Extinction’? ‘Symphony of Destruction’? ‘Wake Up Dead’?”.
A matéria completa (em inglês) pode ser lida aqui.
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