Coldworker: Dinamismo sem conspurcar o Metal extremo

Resenha - Doomsayer's Call - Coldworker

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Por Ben Ami Scopinho
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Nota: 8

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

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Ainda que tenha iniciado a carreira em 2006 de forma relativamente discreta, foi com o lançamento de seu segundo álbum, “Rotting Paradise” (08), que o sueco Coldworker passou a ser bastante comentado na cena do Heavy Metal extremo. Assim, muitos aguardavam ansiosamente pelo novo disco, “The Doomsayer's Call”, que inclusive está aportando no mercado brasileiro através da iniciativa da Shinigami Records.
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E as expectativas acerca de “The Doomsayer's Call” tinham total fundamento... Com uma execução impecável, é perceptível a preocupação dos músicos em explorar formas para destilar boas doses do sempre importante dinamismo, mas sem nunca conspurcar os valores fundamentais do Heavy Metal extremo, que são levados na mais alta conta pelo underground. Ou seja, os caras continuam agressivos até o osso.

Neste sentido, são várias as faixas que atingiram este objetivo em meio às estruturas esmagadoras do Grindcore e Death Metal. O Coldworker trabalha muito bem, seja na velocidade absurda, seja no groove, ou ambas as características em uma mesma composição, resultando em vários destaques como a abertura “A New Era”, a excelente “The Reprobate”, “Monochrome Existence” e “The Walls Of Eryx”.

Ainda assim, mesmo com a infinidade de riffs criativos dos afiadíssimos Bertilsson e Schröder, e de um Anders Jakobson (Nasum) que muda os tempos de suas batidas com uma facilidade invejável, alguns poderão considerar a audição de “The Doomsayer's Call” por vezes não muito estimulante. E esta é uma sensação compreensível, em especial pela atuação unidimensional do vocalista Joel Fornbrant e os ritmos acelerados que são predominantes ao longo dos 45 minutos de audição.

Com uma produção moderna e que define perfeitamente cada instrumento em meio a tanta pancadaria, o Coldworker não está fazendo nada de particularmente novo, mas consegue misturar suas influências de maneira muito inteligente. Ok, algumas comparações serão inevitáveis, mas os caras são bons, tanto que este disco poderá cair nas graças dos admiradores do Napalm Death, Cannibal Corpse, Malevolent Creation, Suffocation ou Nasum. Um belo terceiro álbum!

Contato:
http://www.coldworker.com/
http://www.myspace.com/coldworker

Formação:
Joel Fornbrant - voz
Anders Bertilsson - guitarra
Daniel Schröder - guitarra
Oskar Pålsson - baixo
Anders Jakobson - bateria

Coldworker - The Doomsayer's Call
(2012 / Shinigami Records – nacional)

01. A New Era
02. The Reprobate
03. The Glass Envelope
04. Flesh World
05. Murderous
06. Pessimist
07. Monochrome Existence
08. Vacuum Fields
09. Living Is Suffering
10. The Walls Of Eryx
11. Violent Society
12. Becoming The Stench
13. The Phantom Carriage

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Sobre Ben Ami Scopinho

Ben Ami é paulistano, porém reside em Florianópolis (SC) desde o início dos anos 1990, onde passou a trabalhar como técnico gráfico e ilustrador. Desde a década anterior, adolescente ainda, já vinha acompanhando o desenvolvimento do Heavy Metal e Hard Rock, e sua paixão pelos discos permitiu que passasse a colaborar com o Whiplash! a partir de 2004 com resenhas, entrevistas e na coluna "Hard Rock - Aqueles que ficaram para trás".

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