Nota: 7 






O texto representa a opinião do autor e não a opinião do Whiplash.Net ou de seus editores.

A gravação nos dois casos é tosca, a técnica baixa, os riffs simplórios e o vocal nos remete justamente à fundação do estilo, frases vociferadas rapidamente de maneira ininteligível num timbre de voz que alcança o máximo do sombrio e macabro.
Este disco foi gravado, executado, concebido, mixado, produzido, distribuído e carimbado por um único integrante, que naquela época auto-denominava-se simplesmente de Anonymous. Logo depois viríamos a saber que toda essa insanidade chamada “Horde” tinha saído da mente do grande Jason Sherlock, ex-baterista do Mortification e Paramaecium.
Não é à toa que se torna fácil perceber que a bateria é de longe o instrumento executado com a maior precisão e técnica de todo álbum. Grande baterista que é, Jason realmente caprichou aqui; cavalgadas, viradas e pegadas magistrais são a marca registrada do kit no decorrer do petardo. As guitarras seguem o clássico timbre soturno, agonizante e “abelhudo” que lhe é peculiar.
O remédio para a tosquice é a alma, o coração, a vontade, ciência e autoridade com que tudo é feito. Jason parece não ter se saciado por gravar os melhores álbuns do Mortification e fazer grandes obras com o Paramaecium, ele é definitivamente um sujeito nascido e obstinado a fazer história, inovar e instigar, e no campo estritamente pessoal, o “Horde” deve ser seu maior orgulho.
As letras são o mais forte aqui. Assim como todo black metal que louva a Satã de maneira declarada e extrema, o Horde faz o mesmo, só que declarando mais do que abertamente a vitória de Jesus Cristo sobre Satanás e seus discípulos e toda a fúria da guerra espiritual travada durante séculos e séculos. Basta olhar o título de algumas músicas como “Invert The Inverted Cross” ou “Weak, Feeble, Dying, Antichrist” para ver que brincadeira e mensagens sutis não são o forte de Jason. E ainda bem que é assim, porque a partir disso, a partir dele, viu-se que era sim possível e necessário alguém combater de maneira tão ou mais extrema o que as bandas satânicas estavam fazendo no mundo.
Jason certamente concebeu este projeto com este objetivo (já que este álbum de 1994 foi o único lançado e projetado para isso), portanto o despertar nos milhares de cristãos que estavam adormecidos e receosos de demonstrar sua fé com toda força possível foi o que faltava, encontrando no Horde sua inspiração inicial, gerando mais e mais bandas que praticavam death e black em nome de Deus. Desse dia em diante Lúcifer nunca mais ficou tranqüilo.
Esta é uma matéria antiga do site Whiplash.Net. Quer saber por que destacamos matérias antigas?
Todas as matérias da seção Resenhas de CDs
Todas as matérias sobre Horde
Os comentários são postados usando scripts do FACEBOOK e logins do FACEBOOK, HOTMAIL, AOL ou YAHOO, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de autoria e responsabilidade dos usuários que fizeram uso deste sistema (citados na assinatura de cada comentário). Caso você considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato. Os responsáveis pelo site podem excluir comentários que julguem inadequados e fornecer informações sobre os comentários a reclamantes se solicitados.
Pense antes de escrever. Ao comentar sobre alguém, lembre-se que este alguém é uma pessoa e merece respeito. Tenha cuidado especial ao comentar sobre colaboradores do Whiplash.Net; eles trabalham de graça para gerar o conteúdo que você está lendo. Mais chato do que uma matéria com erro, ou uma opinião com que você não concorda, são os chatos que apenas reclamam. Se acha que pode fazer melhor, clique no link ENVIAR MATERIAL no topo do site. Se achar um erro de digitação ou similar, envie pelo link de ENVIO DE CORREÇÕES; lembre-se que é falta de educação corrigir outras pessoas em público. E lembre-se de também elogiar quando encontrar bom conteúdo; isso é um bom incentivo aos colaboradores. :-)
Chatos, trolls e usuários que faltam com respeito a outras pessoas poderão ser banidos sem aviso prévio.
Jornalista. Escreve sobre cultura pop (e não pop), política, economia, literatura e artigos em várias áreas desde 2003. Fundador da Revista Movin' Up (www.revistamovinup.com) e da revrbr (www.revrbr.com), agência de comunicação digital. Começou a escrever para o Whiplash! em 2004 e passou também pela revista Roadie Crew.
Mais matérias de Maurício Gomes Angelo no Whiplash.Net.
Link que não funciona para email (ignore)
QUEM SOMOS | RSS | FACEBOOK | TWITTER | APPS | ANUNCIAR | ENVIAR MATERIAL | FALE CONOSCO
Whiplash.Net é um site colaborativo. Todo o conteúdo é de responsabilidade de colaboradores voluntários citados em cada matéria. Os textos não representam a opinião dos editores ou responsáveis pela manutenção do site, mas apenas dos autores e colaboradores citados. Em caso de quebra de copyright ou por qualquer motivo que julgue conveniente denuncie material impróprio e este será retirado do site.
Em abril de 2012 Whiplash.Net teve 1.211.297 visitantes, 3.149.841 visitas e 10.113.719 pageviews. Ver stats.