Nota: 8 







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O Hangar foi daquelas bandas que já iniciaram suas atividades como verdadeiros profissionais, e a tendência evolutiva se confirmou aqui. O que está sendo dito pode ser provado se escutarmos a faixa- título, pesada e rápida, com uma bateria estupenda e riffs verdadeiramente inspirados e próprios para uma abertura digna de nota máxima; aliado a isso, temos um refrão vibrante e solo melódico. Dando continuidade, “The Massacre Triology” é dividida em três partes interessantíssimas: “Part I – Sailing the Sea of Sorrow” traz peso com pique arrastado e até mesmo faraônico por vezes, além de alguns pequenos efeitos nos vocais e muita rapidez nos pedais da bateria; “Part II – To Tame a Land” (nada a ver com Iron Maiden!), como continuação, apresenta belos dedilhados e teclados que antecedem a aceleração existente e que nos faz lembrar um heavy melódico com excelente trabalho em bases de guitarra; “Part III – Five Hundred’s Enough” mostra um heavy classudo, onde só faltou um vocal mais agressivo.
E não a toa o Hangar veio para se firmar, tanto que “Savior” é um ótimo exemplo, sem contar “Legions of Fate” que mostra um dos melhores (senão o melhor) bateristas do país; é ponto alto do álbum. Já as duas partes de “Living in Trouble” se destacam por serem agressivas e possuírem desempenho instrumental notável. “No Command” e “Falling in Disgrace” revelam um Hangar menos preocupado em detalhes, partindo mais para um campo direto e reto. Para finalizar, escondida, se encontra o cover de “Perfect Strangers” do Deep- Purple. Bem, fã é fã, e dificilmente aceitará qualquer mudança num clássico consagrado. A banda manteve os teclados praticamente no mesmo timbre que o original e as bases tiveram algumas alterações em face da bateria, que por vezes descaracterizou a música. Já o vocalista cantou num tom idêntico a James La Brie (Dream Theater), no memorável cover que se encontra no álbum “ A Seassons of Change”, obtendo ótimo resultado.
Enfim, é algo que depende de interpretação. Individualmente, Michael Polchowizc melhorou desde o primeiro álbum, passando a cantar de maneira mais contida e natural e, assim, passando a integrar o “hall” de vocalistas do 1º escalão no Brasil; é verdade que uma vez ou outra, nesta proposta com mais peso do Hangar, fica faltando mais agressividade em sua voz. Eduardo Martinez é um destaque por sí só, já que as bases e riffs de guitarra beiram o absurdamente perfeito!
Seus solos também se destacam, e é mais um para a lista de guitarristas privilegiados por aqui. Nando Mello também tem participação importante, já que, em comparação com “Last Time”, o Hangar tenha optado por um instrumental mais elaborado; o baixo está mais encorpado, o que preenche com maestria todas as composições.
Por fim, Aquiles Priester...o que falar dele? Que é o melhor batera de metal no Brasil? Que foi a escolha exata para o Angra? Somente ouça com atenção “Inside Your Soul” e sinta a fúria contida em suas batidas e viradas. Sobre os convidados especiais, temos as presenças de Fábio Laguna (atual Victoria, toca todos os teclados), Ronaldo Simolla (vocalista do Delpht) e Eduardo Ardanuy (Dr. Sin). Quanto a produção – é de Aquiles Priester - , está perfeita! Coisa de padrão internacional, mesmo. O mesmo vale para a ilustração de capa, além da luxuosa embalagem. Por fim, a verdade é que o Hangar deu seu maior passo, e se a seqüência for tão bem sucedida... Saibam: a banda não é promissora; o seu sucesso já é real!
Para acessar o site oficial do Hangar: www.hangar.mus.br
Para contactar o Hangar: hangar@hangar.mus.br
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Formado em Administração de Empresas. Curte Hard clássico dos anos 70 e início dos 80; Heavy Metal é sua religião.
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